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Grandes patrimônios: o papel da gestão integrada na preservação do legado familiar

Com ativos no Brasil e no exterior, diferentes gerações e desafios sucessórios, famílias empresárias precisam ir além da diversificação de investimentos e adotar uma visão coordenada de seu patrimônio

A gestão de grandes patrimônios exige uma visão integrada de investimentos, riscos e planejamento sucessório, considerando ativos no Brasil e no exterior. (Foto: Divulgação)

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A construção de um patrimônio significativo costuma ser resultado de décadas de trabalho, decisões empresariais e investimentos. Mas, à medida que a riqueza cresce, sua administração também se torna mais complexa. Participações em empresas, imóveis, aplicações financeiras no Brasil e no exterior e diferentes interesses familiares passam a exigir uma visão integrada, que vai além do acompanhamento da rentabilidade dos investimentos.

Para famílias empresárias e indivíduos de alta renda, uma das principais dificuldades está justamente na fragmentação das decisões. Enquanto gestores financeiros acompanham carteiras de investimentos, advogados cuidam de questões societárias e sucessórias, e contadores administram obrigações fiscais, nem sempre existe uma visão capaz de conectar todas essas frentes. Uma decisão aparentemente vantajosa em determinada área pode produzir consequências indesejadas em outras.

Esse cenário ganha relevância diante da transferência intergeracional de riqueza. Mais do que definir quem receberá determinados ativos, preservar um patrimônio exige preparar herdeiros, estabelecer mecanismos de governança e garantir que as decisões tomadas hoje sejam compatíveis com os interesses e as necessidades futuras da família.

É nesse contexto que atua a Portofino Multi Family Office, empresa fundada em 2012 por Carolina Giovanella, a partir de sua vivência real na gestão do próprio patrimônio. A proposta é oferecer uma abordagem integrada e independente, que considere o conjunto dos interesses familiares e coordene diferentes especialidades envolvidas na administração, proteção e transmissão da riqueza.

Diversificar investimentos não significa diversificar todos os riscos

A diversificação é um dos conceitos mais conhecidos do universo financeiro. Distribuir recursos entre diferentes classes de ativos, setores e mercados pode ajudar a reduzir a exposição a riscos específicos. Entretanto, quando se trata de grandes patrimônios, essa estratégia representa apenas uma parte do trabalho.

Uma família pode manter aplicações em diferentes instituições financeiras, investir em fundos internacionais e possuir imóveis em diversas localidades, mas continuar exposta a riscos semelhantes. Isso acontece, por exemplo, quando diferentes investimentos dependem das mesmas condições econômicas, estão concentrados em uma única moeda ou apresentam comportamentos parecidos em situações de crise.

Além disso, os riscos patrimoniais não se limitam ao desempenho dos mercados. Questões tributárias, estruturas societárias, necessidades de liquidez, mudanças na composição familiar e diferenças entre as regras aplicáveis aos ativos no Brasil e no exterior também precisam entrar na análise.

Na prática, é necessário compreender como essas variáveis se relacionam. Um investimento internacional pode contribuir para a diversificação geográfica, mas também demanda atenção aos seus efeitos tributários e sucessórios. Da mesma maneira, uma participação societária relevante pode representar uma fonte importante de riqueza, sem necessariamente oferecer recursos disponíveis no momento em que a família precisa deles.

O modelo de Multi Family Office (MFO) busca enfrentar essa complexidade por meio de uma visão consolidada do patrimônio, permitindo identificar riscos e alinhar as decisões aos objetivos da família.

Segundo Carolina Giovanella, CEO e fundadora da Portofino Multi Family Office, essa abordagem vai além da gestão de investimentos. “Uma gestão integrada permite enxergar o patrimônio como um todo. Mais do que acompanhar investimentos, ela conecta estratégia patrimonial, governança familiar, sucessão e objetivos de longo prazo, contribuindo para que as famílias tomem decisões mais consistentes e preservem seu legado ao longo das gerações.”

Liquidez e rentabilidade precisam caminhar juntas

Outro desafio frequente na administração de grandes fortunas é encontrar o equilíbrio entre a busca por rentabilidade e a disponibilidade de recursos.

Patrimônios expressivos podem estar concentrados em ativos de baixa liquidez, como participações empresariais, propriedades imobiliárias e investimentos com prazos longos de resgate. Embora esses bens possam ter valor econômico relevante, nem sempre conseguem ser convertidos rapidamente em dinheiro sem custos ou perdas.

Essa característica ganha importância diante de acontecimentos imprevistos, como necessidades de capital em empresas familiares, despesas extraordinárias, reorganizações societárias ou processos sucessórios.

Imagine uma família cujo patrimônio esteja majoritariamente vinculado a uma empresa e a imóveis. Mesmo com uma posição patrimonial sólida, uma necessidade inesperada de recursos pode exigir a venda de ativos em condições pouco favoráveis.

Por isso, o planejamento financeiro precisa considerar não apenas quanto o patrimônio pode render, mas também quais recursos estarão disponíveis em diferentes circunstâncias.

Na abordagem defendida pela Portofino, a análise de liquidez faz parte de uma estratégia que relaciona investimentos, compromissos financeiros, riscos e planos de longo prazo. O objetivo é contribuir para que as decisões não sejam determinadas apenas pelas oportunidades de mercado, mas também pelas necessidades concretas da família.

Planejamento sucessório começa antes da transferência dos bens

Quando se fala em sucessão patrimonial, é comum pensar inicialmente em testamentos, doações, holdings familiares e outros instrumentos jurídicos. Esses mecanismos podem ser importantes, mas não são suficientes para assegurar uma transição organizada entre gerações.

A sucessão envolve, sobretudo, a transferência gradual de responsabilidades e da capacidade de tomar decisões.

Em famílias empresárias, esse processo tende a ser ainda mais delicado. O patrimônio pode reunir ativos financeiros, negócios operacionais e participações societárias, enquanto os herdeiros apresentam trajetórias profissionais, expectativas e níveis de envolvimento diferentes.

Sem diálogo e regras claras, questões relacionadas à administração dos bens podem se transformar em fontes de conflito. Por outro lado, quando existe preparação antecipada, a família tem melhores condições de definir papéis, estabelecer prioridades e construir entendimentos sobre o futuro do patrimônio.

Nesse cenário, a governança familiar ganha protagonismo. O conceito envolve mecanismos de organização das relações entre familiares, patrimônio e negócios, como acordos, instâncias de decisão e critérios para participação das novas gerações.

A preparação dos herdeiros também é parte essencial desse trabalho. Educação financeira, compreensão dos riscos, conhecimento sobre os negócios familiares e participação progressiva em decisões podem contribuir para uma transição mais consistente.

A sucessão, portanto, deixa de ser tratada como um evento pontual, associado apenas à transmissão de bens, e passa a ser compreendida como um processo contínuo de formação de pessoas e sucessão de decisões.

Para a Portofino, essa perspectiva está relacionada à necessidade de conectar os aspectos financeiros, jurídicos, societários e humanos que influenciam a continuidade do legado familiar.

Independência permite colocar os interesses da família no centro

Diante da complexidade crescente, a escolha de quem coordena o patrimônio se torna uma decisão estratégica.

O planejamento sucessório vai além da transferência de bens e envolve a preparação das próximas gerações para a gestão e preservação do patrimônio familiar (Foto: Divulgação)

Um dos diferenciais apresentados pela Portofino está em sua independência estrutural. A empresa não pertence a bancos, corretoras ou gestoras, não possui controlador externo e não desenvolve produtos financeiros próprios.

Na prática, a Portofino adota um modelo de remuneração baseado em honorários calculados sobre o patrimônio sob gestão. Segundo a empresa, eventuais comissões recebidas de instituições financeiras são informadas e devolvidas aos clientes. A seleção das soluções considera as necessidades e os objetivos de cada família, sem estar vinculada à comercialização de produtos próprios. Dessa forma, a instituição busca alinhar seus interesses aos dos clientes e reduzir potenciais conflitos nas recomendações.

Isso não significa eliminar os riscos inerentes às decisões patrimoniais, mas criar condições para que alternativas sejam avaliadas a partir de critérios como adequação, custos, liquidez, exposição a riscos e objetivos de longo prazo.

“Antes de cuidar do patrimônio de muitas famílias, a Portofino nasceu para cuidar de uma. Essa origem moldou nossa filosofia: pensar com a cabeça de quem contrata, não de quem vende”

Carolina Giovanella, CEO e fundadora da Portofino Multi Family Office

O papel do Multi Family Office também não se resume à escolha de investimentos. A coordenação multidisciplinar permite conectar o trabalho de profissionais de diferentes áreas, evitando que decisões jurídicas, financeiras ou tributárias sejam conduzidas sem considerar seus efeitos sobre o patrimônio como um todo

Para empresários acostumados a administrar estruturas complexas, essa abordagem representa uma mudança importante: em vez de assumir pessoalmente a tarefa de integrar recomendações de vários especialistas, a família passa a contar com uma estrutura profissional dedicada à articulação dessas informações.

Origem, independência e especialização: três pilares para avaliar um Multi Family Office

A escolha de um parceiro para a gestão de grandes patrimônios exige confiança, mas também critérios objetivos. Nesse processo, três aspectos merecem atenção: origem, independência e especialização.

O primeiro diz respeito à trajetória da organização e à maneira como sua atuação foi construída. No caso da Portofino, a fundação em 2012 por Carolina Giovanella está ligada à experiência concreta de administrar o próprio patrimônio. Essa origem ajuda a explicar uma filosofia de trabalho orientada pelo olhar de quem precisa tomar decisões patrimoniais e conviver com suas consequências.

O segundo pilar é a independência. Além da ausência de vínculos com instituições controladoras, é importante compreender como a estrutura de um Multi Family Office lida com possíveis conflitos de interesse e orienta suas recomendações. Na Portofino, a seleção das soluções considera as necessidades e os objetivos de cada família, sem estar condicionada à oferta de produtos próprios. A empresa adota uma política de transparência, e sua remuneração é baseada em honorários sobre o patrimônio sob gestão, modelo totalmente alinhado aos  seus  clientes, sem nenhum conflito de interesses.

Já a especialização envolve a capacidade de lidar com questões que ultrapassam a gestão de carteiras financeiras. Patrimônios distribuídos por diferentes países, estruturas empresariais, necessidades sucessórias e relações familiares exigem conhecimentos técnicos diversos e capacidade de coordenação.

Na Portofino, essa especialização se traduz em cinco frentes de atuação. A estratégia de gestão de investimentos no Brasil e no exterior considera diferentes mercados, moedas e oportunidades, enquanto a área de Real Estate contempla decisões relacionadas ao patrimônio imobiliário. Já o planejamento patrimonial envolve a organização dos bens, das estruturas familiares e das questões sucessórias, contribuindo para a preservação do patrimônio entre gerações.

A atuação também abrange fusões e aquisições (M&A), relacionadas a operações envolvendo empresas e participações societárias, além de uma vertical dedicada aos setores de esportes, artes e entretenimento, voltada a atletas de elite, artistas e empresários dessas áreas. Juntas, essas especialidades permitem abordar diferentes dimensões do patrimônio familiar, conectando liquidez, imóveis, negócios e investimentos sob uma visão integrada.

Nenhum desses elementos, isoladamente, é suficiente. A combinação entre experiência, independência e especialização é o que sustenta uma abordagem capaz de acompanhar a evolução das necessidades de cada família.

Preservar o patrimônio também significa preparar o futuro

A transferência de riqueza entre gerações tende a ampliar a importância de modelos de gestão que combinem organização financeira, governança e planejamento de longo prazo.

Afinal, o maior desafio de um patrimônio complexo não está necessariamente na quantidade de ativos ou instituições envolvidas, mas na capacidade de fazer com que todas as decisões contribuam para um propósito comum.

Nesse sentido, a gestão integrada representa uma mudança de perspectiva. O foco deixa de estar exclusivamente no desempenho de investimentos e passa a incluir a preservação da capacidade de escolha da família, a preparação de seus sucessores e a organização de estruturas que possam acompanhar transformações ao longo do tempo.

Ao reunir origem, independência e especialização em sua proposta de atuação, a Portofino Multi Family Office apresenta um modelo voltado a famílias que buscam administrar seu patrimônio com uma visão abrangente, conectando decisões presentes à continuidade de seu legado.

Mais do que transmitir riqueza, o desafio é transmitir conhecimento, responsabilidade e condições para que as próximas gerações possam tomar suas próprias decisões de forma consciente.

Para saber mais sobre a Portofino Multi Family Office e suas soluções em gestão patrimonial, acesse www.pmfo.com.br ou entre em contato pelo e-mail info@pmfo.com.br.

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