
Saúde da mulher: quem cuida de quem cuida?
Autocuidado vai além do amor-próprio: acompanhamento médico e exames de imagem ajudam a identificar alterações nas mamas e reforçam a importância da prevenção durante todo o ano.
23/10/2026 às 10:57

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Quem cuida de todo mundo também precisa de cuidado. Entre compromissos profissionais, responsabilidades familiares e tarefas que parecem não ter fim, muitas mulheres acabam adiando consultas, exames e até mesmo a atenção aos sinais do próprio corpo. O problema é que a saúde não deve ficar sempre para depois.
O Outubro Rosa chama a atenção para essa realidade ao ampliar a conscientização sobre o câncer de mama. A mensagem, porém, precisa ultrapassar o calendário da campanha: cuidar de si é um compromisso contínuo, que envolve informação, acompanhamento médico e acesso aos exames adequados.

A dimensão do problema reforça a importância desse cuidado. De acordo com a estimativa 2026–2028 do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar 78.610 novos casos de câncer de mama por ano nesse período. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, esse é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras.
Para a Dra. Sandra Tochetto, médica radiologista e ultrassonografista da Quanta Diagnóstico por Imagem, a conscientização promovida pela campanha tem papel importante na prevenção e na identificação precoce da doença.
“Nas fases iniciais, o câncer de mama pode não apresentar sintomas. Por isso, a realização dos exames recomendados é fundamental para identificar possíveis alterações precocemente e ampliar as chances de um tratamento bem-sucedido.”
Dra. Sandra Tochetto, médica radiologista e ultrassonografista da Quanta Diagnóstico por Imagem.
O diagnóstico precoce começa antes dos sintomas
Um dos principais desafios no combate ao câncer de mama é que a doença pode não apresentar sinais perceptíveis em suas fases iniciais. Por isso, esperar o aparecimento de um nódulo para procurar atendimento não é uma estratégia segura. O acompanhamento médico e a realização dos exames indicados são fundamentais para investigar possíveis alterações.
“O principal sintoma do câncer de mama é o nódulo palpável. Mas é importante lembrar que, nas fases iniciais, o câncer de mama não apresenta sintomas, tornando os exames de rotina essenciais para a detecção precoce”, explica a Dra. Sandra.
Outros sinais também merecem atenção, como saída espontânea de líquido pelo mamilo, inversão do mamilo, alterações na pele das mamas, vermelhidão, descamação, retrações e inchaço. Dor na mama ou no mamilo também pode exigir avaliação, especialmente quando persistente ou acompanhada de outras mudanças.
Essas alterações não significam necessariamente câncer, mas devem ser avaliadas por um profissional de saúde. Da mesma forma, a ausência de sintomas não elimina a necessidade de rastreamento conforme as recomendações aplicáveis e o perfil individual de risco.
Mamografia, ultrassonografia e ressonância: qual exame fazer?
Os exames de imagem são aliados importantes na avaliação das mamas, mas não têm exatamente a mesma função. A escolha depende de fatores como idade, sintomas, histórico clínico, características do tecido mamário e risco individual.
A mamografia utiliza raios X para produzir imagens das mamas e é um dos principais métodos de rastreamento do câncer de mama. Ela permite identificar alterações que podem não ser percebidas pela própria mulher ou durante a avaliação clínica, inclusive antes do aparecimento de sintomas.
“A mamografia é fundamental no combate ao câncer de mama por várias razões, incluindo a detecção precoce, antes mesmo dos sintomas aparecerem. Isso permite tratamentos menos invasivos e maiores chances de cura.”
Dra. Sandra Tochetto, médica radiologista e ultrassonografista da Quanta Diagnóstico por Imagem.
A ultrassonografia das mamas utiliza ondas sonoras para produzir imagens da região. Pode complementar a avaliação em situações específicas, ajudando a caracterizar alterações identificadas na mamografia ou no exame clínico. A indicação depende das características da paciente e da necessidade de investigação.
Já a ressonância magnética das mamas produz imagens detalhadas por meio de um campo magnético. Pode ser indicada em situações selecionadas, como parte da avaliação de mulheres com risco elevado ou em investigações específicas, conforme a orientação médica.
Embora possam ser complementares, os três exames não são intercambiáveis. A ultrassonografia e a ressonância magnética não substituem automaticamente a mamografia no rastreamento. É a avaliação profissional que determina quais métodos são adequados para cada caso.
Histórico familiar e hábitos de vida também importam
O risco de desenvolver câncer de mama está relacionado a diferentes fatores, entre eles a idade e o histórico familiar. A ocorrência da doença em parentes de primeiro grau, como mãe, irmã ou filha, deve ser informada durante a consulta, pois pode influenciar a avaliação individual.
Entretanto, não ter casos na família não significa estar livre do risco.
Os hábitos cotidianos também merecem atenção. Alimentação equilibrada e a prática regular de atividade física contribuem para a saúde geral e podem ajudar a reduzir o risco de alguns tipos de câncer, incluindo o de mama.
Essas medidas, no entanto, não substituem o acompanhamento médico. O autocuidado envolve tanto escolhas que favorecem a saúde quanto a realização dos exames recomendados, sem esperar o surgimento de sintomas ou uma campanha de conscientização para buscar orientação.
Cuidar de si também é uma forma de cuidar de quem se ama
A ideia de que é preciso dar conta de tudo pode fazer com que muitas mulheres coloquem as próprias necessidades no fim da lista. Mas reservar tempo para uma consulta, investigar uma alteração ou realizar um exame indicado não é um luxo: é parte do cuidado com a própria saúde.
Familiares e amigos também podem contribuir, incentivando a busca por orientação profissional e oferecendo apoio para que os compromissos de saúde não sejam adiados. O cuidado compartilhado ajuda a transformar a conscientização em atitudes concretas.
O Outubro Rosa é uma oportunidade para reforçar essa mensagem, mas o compromisso não termina quando o mês acaba. Conhecer o próprio corpo, manter o acompanhamento médico e conversar com profissionais de saúde sobre os exames indicados são atitudes que devem fazer parte da rotina.
Cuidar de si não significa deixar de cuidar dos outros. Significa reconhecer que a própria saúde também merece tempo, atenção e prioridade.
7 orientações para cuidar da saúde das mamas durante todo o ano

1. Mantenha o acompanhamento médico
Consulte profissionais de saúde regularmente para avaliar suas necessidades e definir os cuidados adequados à sua idade e ao seu histórico.
2. Faça os exames recomendados
A mamografia é fundamental no rastreamento do câncer de mama. A idade de início e a periodicidade devem seguir as recomendações de saúde aplicáveis ao seu perfil.
3. Entenda a função de cada exame
Mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética têm indicações diferentes. A escolha depende da avaliação clínica e das características de cada paciente.
4. Conheça o próprio corpo
Observe mudanças nas mamas, como nódulos, alterações na pele, retrações ou secreção espontânea pelo mamilo. Ao perceber algo diferente, procure avaliação médica.
5. Adote hábitos saudáveis
Pratique atividade física regularmente e mantenha uma alimentação equilibrada. Esses hábitos contribuem para a saúde geral e podem ajudar a reduzir o risco de câncer de mama.
6. Informe seu histórico familiar
Conte ao médico se há casos de câncer de mama na família. Essa informação pode influenciar a avaliação do risco e as recomendações de acompanhamento.
7. Não deixe sua saúde sempre para depois
Reserve tempo para consultas, exames e descanso. O autocuidado também significa reconhecer as próprias necessidades e priorizar a saúde durante todo o ano.
Quanta Diagnóstico por Imagem
Fundada em 2003, a Quanta Diagnóstico por Imagem atua na área de diagnóstico por imagem, oferecendo exames de ressonância magnética, tomografia, radiografia (Raio-X), ultrassonografia, densitometria óssea, PET-CT, biópsias guiadas por ultrassom, tomografia e PET-CT, cintilografias e exames cardiológicos .
A clínica está localizada na Rua Almirante Tamandaré, 1000, no bairro Alto da XV, em Curitiba (PR).
Informações e agendamentos podem ser obtidos pelo telefone e WhatsApp (41) 3362-9778. Saiba mais em www.quantadiagnostico.com.
