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Livro recém lançado “Tempo Matéria”, da editora Fotô Editorial, reúne registros de André Nacli ao longo dos últimos seis anos.
Livro recém lançado “Tempo Matéria”, da editora Fotô Editorial, reúne registros de André Nacli ao longo dos últimos seis anos.| Foto: André Nacli

O empresário e fotógrafo André Nacli lançou na última terça-feira (7) o livro "Tempo Matéria", da editora Fotô Editorial, na galeria Simões de Assis, em Curitiba. A obra reúne registros feitos ao longo dos últimos seis anos por André em lugares ermos e naturalmente selvagens que abordam a relação entre observador e paisagem, as tentativas de domesticação dos territórios e a contemplação advinda desse diálogo.

O local geográfico das fotografias não é fundamental para a pesquisa realizada pelo fotógrafo, mas ele conta que são registros feitos em Curitiba, no litoral e na serra paranaense, e no México, no Peru e no Uruguai.

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Capa do livro "Tempo Matéria", de André Nacli.
Capa do livro "Tempo Matéria", de André Nacli.| André Nacli

Além de ser uma peça literária e fotográfica, a obra se destaca também pelo design gráfico com uma parte artesanal de colagens, recortes, serigrafia, tamanho das páginas e lombada aparente.

"A ideia do livro surgiu como uma oportunidade de documentar o trabalho e fechar um ciclo depois de três exposições que fiz nos últimos anos com o curador de fotografia Eder Chiodetto", explica André.

Pesquisa de André Nacli se debruçou sobre paisagens para trazer o espectador para o espaço interior de contemplação.
Pesquisa de André Nacli se debruçou sobre paisagens para trazer o espectador para o espaço interior de contemplação. | André Nacli

"Erigir escadas, muros de contenção e abrigos em meio à várzea é uma tentativa vã de edificar monumentos personalizados. Súplicas da criatura reivindicando para si o direito de ser também o criador. Nacli, com sua percepção aguçada, capta com primor a intriga do homem assentada na polarização entre poder domesticar seu entorno e terminar, inexoravelmente, superado no contínuo do tempo infinito da natureza. Viver, afinal, é construir castelos de areia para que o primeiro movimento da maré os desmorone", avalia Chiodetto em texto do livro.

Além do livro, André também divide uma exposição na Galeria Simões de Assis de São Paulo com o pintor e desenhista paranaense Miguel Bakun (1909-1963). É a "Paisagens Interiores", que pode ser visitada até 18 de dezembro deste ano, com horário marcado, na Rua Sarandi, 113. Em comum, a natureza e a paisagem como centro das obras.

| Divulgação

"Um dos pontos em comum é que a pintura do Bakun é introspectiva e melancólica, tem alguma coisa de humanidade, mas é pouco. As cores que usa são mais rebaixadas, com uma luz mais suave. Isso tudo tem uma conversa comigo. Acho também interessante ver como os dois trabalham com a paisagem, como cada um se relaciona com ela", resume André.

O livro pode ser adquirido na Loja do MON e no site da editora.

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