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A estante é o eixo organizador da área social e dá acesso à área íntima, ao lavabo e à lavanderia.
A estante é o eixo organizador da área social e dá acesso à área íntima, ao lavabo e à lavanderia.| Foto: Eduardo Macarios

“Quero entrar em casa e lembrar de um domingo ensolarado em um jardim perto do mar”. Esse foi o pedido da cliente para a arquiteta Aline Roman, que assinou a reforma deste apartamento dentro do icônico Edifício Paraná, de Elgson Ribeiro Gomes, localizado no centro de Curitiba. O projeto buscou aliar o contemporâneo aos elementos arquitetônicos modernos da edificação, como o piso original em madeira de ipê, que foi totalmente restaurado. Outra marca do edifício preservada e renovada são as esquadrias e venezianas azuis, que trazem a cor do oceano para o cotidiano.

No mobiliário, o destaque são as cadeiras desenhadas pelo arquiteto Rino Levi, restauradas com tecidos da Cosy Home.
No mobiliário, o destaque são as cadeiras desenhadas pelo arquiteto Rino Levi, restauradas com tecidos da Cosy Home.| Eduardo Macarios

Para trazer a atmosfera litorânea para o lar na capital paranaense, o branco foi a cor escolhida para as paredes, permitindo uma maior reflexão da luz solar. Na cozinha, o destaque é o painel azul feito com ladrilho hidráulico ilustrado com peixes e ouriços do mar.

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Ladrilhos hidráulicos da Decortiles formam o painel da cozinha. As peças, feitas artesanalmente, têm desenhos assinados pela artista plástica Calu Fontes.
Ladrilhos hidráulicos da Decortiles formam o painel da cozinha. As peças, feitas artesanalmente, têm desenhos assinados pela artista plástica Calu Fontes. | Eduardo Macarios

“A cliente desejava preservar a caracterização do edifício. Embora os desenhos sejam atuais, o ladrilho hidráulico não é uma tecnologia nova, é algo muito usado em edifícios modernos, por isso ele tem história”, afirma Aline. “É uma cozinha para ser vista, que é convidativa”.

Reforma

Ícone do Movimento Modernista, a mesa Saarinen foi a escolhida para a sala de jantar.
Ícone do Movimento Modernista, a mesa Saarinen foi a escolhida para a sala de jantar. | Eduardo Macarios

Por se tratar de um prédio antigo — construído entre 1965 e 1968 —, foi necessário realizar a troca de toda a instalação hidráulica e elétrica da residência. Também houve intervenção nas alvenarias para integrar as áreas social e de serviço. “Logo em frente ao Edifício Paraná foi construído um prédio, também na esquina, do outro lado da rua, que bloqueou a visão do oeste do apartamento. Por isso, para que a luz entrasse do leste, toda a área de serviço foi aberta para a área social. Isso permitiu que a luz inundasse as salas de estar e jantar”, explica Aline. “Isso também abriu a planta, que é uma característica que eu gosto bastante, e permitiu a ventilação cruzada”.

Com o uso mínimo de mobiliário, o projeto buscou exaltar os elementos arquitetônicos da edificação.
Com o uso mínimo de mobiliário, o projeto buscou exaltar os elementos arquitetônicos da edificação. | Eduardo Macarios

Integração

Cristaleira art déco em nogueira que compõe o décor da área social foi adquirida em antiquário.
Cristaleira art déco em nogueira que compõe o décor da área social foi adquirida em antiquário. | Eduardo Macarios

Para garantir a coesão dos ambientes integrados, foram inseridos a estante e o painel de madeira, que é o eixo organizador do projeto. O painel em lâmina natural dá acesso à área íntima, ao lavabo e à lavanderia, além de criar continuidade entre a área social e a cozinha. “Os painéis de madeira estão sendo muito usados atualmente, principalmente o ripado, mas esse elemento também era muito empregado nos apartamentos modernos. A madeira era bastante presente, assim como todos os materiais mais resistentes, que envelhecem junto da casa”, ressalta a arquiteta.

A suíte segue a mesma lógica estética e funcional do restante do apartamento, com pouco mobiliário para protagonizar o espaço. Sob a janela, o banco-gaveteiro organiza as peças da moradora.
A suíte segue a mesma lógica estética e funcional do restante do apartamento, com pouco mobiliário para protagonizar o espaço. Sob a janela, o banco-gaveteiro organiza as peças da moradora. | Eduardo Macarios
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