Premiado escritório de Curitiba assina projeto de galerias em bairro nobre de SP

As galerias de arte curitibanas SIM e Simões de Assis inauguram filial nos Jardins com projeto contemporâneo assinado pelo Arquea Arquitetos, também da capital

Foto: Sharon Abdalla/Gazeta do Povo

por Sharon Abdalla

18/04/2018

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As galerias de arte de Curitiba SIM e Simões de Assis inauguraram no último dia 7 de abril suas primeiras filiais. Localizadas em São Paulo, elas ocupam um imóvel no coração dos Jardins, a uma quadra da Oscar Freire, e levam para terras paulistanas o mesmo conceito que norteia as duas casas curitibanas: um projeto minimalista que destaca as obras de arte contemporânea brasileira e internacional.

As galerias SIM e Simões de Assis abriram as portas de suas filiais paulistanas no último dia 7 de abril. Fotos: Sérgio Guerini

“Nós temos uma participação no mercado de São Paulo há muitos anos por meio da nossa presença nas principais feiras da cidade. [Abrir as galerias aqui] foi uma forma de estarmos ainda mais presente [e próximos] dos colecionadores e instituições com as quais temos trânsito, como o Masp [ Museu de Arte de São Paulo], a Pinacoteca e o Instituto Tomie Ohtake”, conta o marchand Waldir Simões de Assis Filho. Ele destaca, ainda, que a presença na capital paulista segue a proposta das galerias de dar visibilidade aos seus artistas.

As galerias

Assim como na sede curitibana, a SIM e a Simões de Assis estão localizadas no mesmo endereço em São Paulo (Rua Sarandi, 113). As galerias ocupam um imóvel de dois pavimentos e 650 m² que foi totalmente reformado para receber suas instalações.

“O maior trabalho foi de limpeza e demolição de estruturas com o objetivo de tornar o espaço o mais limpo possível para receber as obras e exposições. A ideia é a de que ele funcione como um pano de fundo, para que quem apareça sejam as obras”, explica o arquiteto Fernando Caldeira de Lacerda, do Arquea Arquitetos, escritório que assina o projeto.

No segundo piso, a galeria Simões de Assis apresenta obras do artista uruguaio Carmelo Arden Quin.

Desta limpeza, saíram peças de mobiliário, divisórias e revestimentos laminado e de madeira nos pisos, que foram padronizados com acabamento de cimento queimado. A iluminação combina luzes diretas e difusas, que “lavam” as paredes na cor branca ao mesmo tempo em que destacam as obras.

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A fachada, na cor branca, segue a mesma proposta minimalista. “O branco é uma cor que muda e reflete como está a cidade. Se o dia está mais cinzento, ele já não será tão branco. No final da tarde, fica com um tom alaranjado. Ou seja, ele traz um pouco da mudança que a arte representa”, destaca Lacerda. A parte superior da fachada ainda é revestida por telhas metálicas também pintadas de branco. Com pequenos recortes, elas trazem movimento à fachada e destacam o prédio em relação aos vizinhos.

Platô que dá acesso às galerias funciona como área de transição e descobrimento.

O acesso às galerias se dá por uma grande porta de vidro (de 2,2 m de largura x 2,6 de altura), que se abre sobre um platô. “Ele funciona como um espaço de transição, de descobrimento das galerias”, explica o arquiteto. Isso porque a estrutura está acima do nível da área de exposição da SIM Galeria, no primeiro piso, e dá acesso à escada que leva à Simões de Assis Galeria, que ocupa o segundo piso do imóvel.

Traineis (sistema modular deslizante) de aço e tela aramada complementam o projeto. Ao mesmo tempo em que guardam as obras, eles permitem aos visitantes se surpreenderem com a beleza das telas que não estão expostas nas paredes das galerias. “O projeto foi baseado na simplicidade. Ele tem beleza e elegância em uma linguagem moderna”, resume Lacerda.

Trainéis em aço guardam as obras ao mesmo tempo em que surpreendem os visitantes que se aventuram a deslizá-los.

Exposições

Para marcar a inauguração, as galerias apresentam exposições paralelas e simultâneas que podem ser visitadas até o próximo dia 19 de maio. Na SIM Galeria, a mostra “Zonas de Gatilho” traz obras assinadas pela fotógrafa francesa radicada em São Paulo Julia Kater. “Ela tem um trabalho prestigiado e é representada com exclusividade pela galeria”, destaca Waldir Simões de Assis Filho.

A Simões de Assis, por sua vez, apresenta obras do artista uruguaio Carmelo Arden Quin. “É uma exposição [com caráter] museológico, pois reúne obras da década de 1940 até os anos 2000. É um artista que tem obras expostas nas principais coleções do mundo”, acrescenta.

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