Arquiteta brasileira vai construir capela para o Vaticano em bienal

A carioca Carla Juaçaba é a única arquiteta brasileira que integra seleção com 10 profissionais de todo o mundo, como os ganhadores do Pritzker Norman Foster e Eduardo Souto de Moura

A arquiteta carioca Carla Juaçaba foi convidada para assinar uma das capelas que marcarão a participação do Vaticano na 16ª. Bienal de Arquitetura de Veneza. A proposta dela é conceitual e toda feita em metal e concreto. Imagem: Carla Juaçaba / Divulgação

por HAUS

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A arquiteta brasileira Carla Juaçaba foi convidada a integrar uma seleção de dez profissionais de todo o mundo para projetar uma das Capelas  que marcará a primeira participação do Vaticano na Bienal de Arquitetura de Veneza. A 16ª. edição do evento acontece entre os dias 26 de maio a 25 de novembro de 2018. Carla ganhou destaque ao assinar o pavilhão Humanidade 2012 durante o Rio+20, em parceria com Bia Lessa.

Vista aérea de como ficará a Capela proposta pela arquiteta brasileira Carla Juaçaba.
Imagem: Carla Juaçaba / Divulgação

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A capela projetada pela profissional está integrada entre as águas e as árvores de Veneza, com a vegetação do entorno completando o espaço interior da estrutura. O espaçamento entre as copas das árvores e a visão do céu, funcionam como o teto da capela, em um projeto sensível e poético.

A arquiteta Carla Juaçaba. Foto: Divulgação

Estruturalmente, são quatro vigas de seção quadrada de 12 por 12 centímetros e com 8 metros de comprimento, que formam o conjunto: uma cruz em pé, e uma cruz deitada. Uma delas é um banco, a outra a cruz. O conjunto é construído sobre dormentes de concreto a cada metro, elevando a capela do chão. Já as vigas são feitas em aço inox polido, transformando-as em espelhos que refletem o entorno: a Capela pode desaparecer num certo momento dependendo dos reflexos do sol e das árvores.

Perspectiva da capela conceitual criada por Carla Juaçaba. Imagem: Divulgação

Outros nomes

A lista dos selecionados inclui arquitetos estrelados como os premiados com o Pritzker (o “nobel” da arquitetura) Eduardo Souto de Moura (Portugal) e Norman Foster (Inglaterra); além dos sul-americanos Smiljan Radic (Chile) e Javier Corvalán (Paraguai). A seleção se completa com Flores & Prats (Espanha), Francesco Celini (Italia), Sean Godsell (Australia), Andrew Berman (Estados Unidos) e Teronobu Fujimori (Japão). A curadoria ficou a cargo de Francesco Dal Co, crítico e historiador de arquitetura e desde 1996 editor da revista Casabella.

As capelas serão construídas e dispostas para visitação pública na Isla de San Giorgio Maggiore, ao lado da famosa basílica do arquiteto Andrea Palladio, de 1573. A intenção do Vaticano é que sejam desmontadas ao final da Bienal, e reconstruídas nas comunidades italianas que sofreram com os terremotos dos últimos dois anos.

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