Arquitetas criam lista de mulheres que deveriam ser premiadas no RIBA; em 170 anos apenas uma venceu

Em 170 anos, apenas uma mulher recebeu o maior prêmio de arquitetura britânica

Fotos: Twitter/Reprodução

por HAUS

15/02/2019

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Considerado o maior prêmio da arquitetura britânica, o RIBA reconheceu somente uma única vez o trabalho de uma arquiteta ao longo de 170 anos de história. Diante da estatística desanimadora, o coletivo feminino de arquitetas Part W, liderado por Zoë Berman, do estúdio de mesmo nome em Londres, conclamou as mulheres a criar uma lista alternativa com nomes de profissionais que deveriam ter sido reconhecidas ainda em vida por sua contribuição à arquitetura.

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“É uma brincadeira, uma maneira de chamar atenção para uma discussão séria e importante”, defende Berman em entrevista ao Dezeen, referindo-se à enorme desigualdade de gênero e porque isso ocorre. Desde 1848, 165 homens levaram o RIBA para casa, três duplas, formadas por homens e mulheres, foram agraciadas e apenas uma mulher foi reconhecida sozinha por seu trabalho na arquitetura.

A única felizarda a ganhar o prêmio foi a arquiteta iraquiana Zaha Hadid, em 2016, apelidada de Rainha das Curvas. Sheila O’Donnel e John Tuomey receberam em 2015, Patricia e Michael Hopkins em 1994, e Ray e Charles Eames em 1979.

Até a publicação desta reportagem, o RIBA não havia se pronunciado em seu site e redes sociais sobre a campanha paralela do coletivo Part W.

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