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O-Si Ônibus Covid
Projeto feito em 2020 foi concretizado e agora já roda experimentalmente em algumas cidades do Brasil.| Foto: Divulgação

Há quase um ano, o coletivo de arquitetos Democratic Architects criou um projeto de unidades de saúde móveis  com ônibus da frota de São Paulo que ficariam em desuso para auxiliar na pandemia de Covid-19. Um dos profissionais que encabeçou a ideia, o arquiteto André Zanolla, achou que a alternativa seria passageira. Agora, com o agravamento da pandemia e o Brasil no pior momento de combate à doença, há cada vez mais adesão e busca de empresas e governos pelo O-SI - Ônibus de Saúde Imediata, que agora saiu do papel e está com a estrutura totalmente pronta.

Com tecnologia e projeto detalhado, uma parceria entre o coletivo e pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP),  os ônibus retirados da frota viraram uma clínica médica móvel, cuja estrutura de 32 m2 pode servir para realizar atendimentos emergenciais de saúde, testagem da Covid-19 e vacinação - o O-SI tem capacidade para armazenar, distribuir e aplicar até 6 mil doses de vacinas por mês, e conta com um sistema de armazenamento refrigerado.  Logo, o veículo tem a possibilidade de circular por pequenas regiões e fazer, rapidamente, um atendimento de saúde em massa focado.

O espaço, mesmo limitado, foi pensado para ser o mais seguro possível, explica Zanolla. "O desenho de arquitetura que criamos gera uma segregação entre colaboradores e pacientes, para diminuir o contato e a possibilidade de contágio. Na parte de healthcare, desenvolvemos soluções antivirais e antibacterianas para tornar a unidade segura a quem atende e a quem usa", fala.


Segundo Zanolla, outra vantagem do O-SI é o seu desenho modular. "Ou seja, é possível fazer adequações conforme a necessidade, sem precisar trocar a macroestrutura, mas simplesmente realocar no espaço, que já é flexível, para comportar a operação", explica.

Logo, os ônibus não se limitam apenas aos atendimentos voltados à Covid-19 e podem ser reaproveitados para outros fins no futuro. "Criamos o projeto com foco no atendimento ao coronavírus, desenhado para vacinação, testagem e parametrização clínica. Mas, em um segundo momento, ele pode realizar telemedicina, programas de medicamentos, enfim, dependendo do que for preciso. Entregamos uma solução viável e flexível para governos e empresas", diz Zanolla.

De acordo com o arquiteto, entidades públicas e privadas já estão em contato com o grupo para implementar a solução. "Esperamos viabilizar em breve para diversos lugares" fala.  Mais detalhes sobre contratação podem ser obtidas no site do projeto.

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