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Como seria essa pintura na vida real? Pensando exatamente nessa pergunta tão frequente que nos fazemos quando nos apaixonamos por uma obra de arte, artistas, designers e arquitetos decidiram criar renderizações bem reais de pinturas famosas. A intenção foi explorar os espaços impenetráveis — senão pela imaginação — de oito casas e prédios misteriosos.

O projeto aconteceu à convite do portal HomeAdvisor, a fim de inspirar as pessoas a pensarem em novas maneiras de morar, construir e decorar suas casas.

1-Evening Snow at Kanbara (Utagawa Hiroshige, 1833-1834)

Artistas transformam paisagens de pinturas famosas em cenários reais

Utagawa Hiroshige (1797-1858) é provavelmente o artista japonês mais celebrado do fim do período Edo. Ele é considerado também o último grande mestre da tradição de ukiyo-e, de pintura em blocos de madeira. “Evening Snow” integra a coleção Hiroshige que ele criou em sua primeira viagem pela estrada histórica de Tokaido, em 1832.

Raramente neva em Kanbara. Então, Hiroshige usou de licença poética em sua pintura e o render é uma das primeiras chances de vermos Kanbara como ela existiu na mente do artista.

2-The Cottage (Vincent Van Gogh, 1885)

Artistas transformam paisagens de pinturas famosas em cenários reais

O pintor holandês criou a obra como um de seus estudos sobre camponeses. O edifício tem duas portas na fachada e uma chaminé dividida, que na época era compartilhada por duas famílias. Nessa época ele também era fascinado pelo romance histórico de Emile Zola “Germinal” e interpretou a sua maneira o ninho humano.

3-House by the Railroad (Edward Hopper, 1925)

Artistas transformam paisagens de pinturas famosas em cenários reais

A mansão vitoriana com ares surrealistas na pintura de Hopper é um casarão de frente para uma estrada de ferro. O artista afirmou na época que ele pintou apenas o que estava em sua frente, mas especialistas interpretam os elementos do quadro como uma reflexão sobre a desarmonia entre tradição e progresso, mutabilidade e eternidade.

4-Houses At Falaise In The Fog (Claude Monet, 1885)

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Um dos fundadores do impressionismo, Monet tentou mais uma vez nesta obra capturar a raridade do movimento da luz na paisagem, em vez de confiar em sua imaginação. Ele morava em Giverny com sua esposa e filhos, mas frequentemente visitava a vizinha cidade de Falaise para pintar.

5-Little House by the Road (Bob Ross, 1986)

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O célebre programa de TV “The Joy of Painting” ainda encanta gerações de artistas. E uma das pinturas da temporada 9 foi traduzida para a realidade neste projeto. Ross costumava pintar até três versões de cada obra para seu programa, mas ninguém sabe por onde anda essa pintura. A casa de limestone, tão comum entre os colonos europeus do século 18, foi retratada isolada, no meio do campo, cercada por montanhas.

6-Taos Storytellers (R. C. Gorman, 1993)

Imagens: divulgação
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O pintor da tribo indígena Navajo, Rudolph Carl Gorman, nasceu em Chinle, no Arizona, em 1931. Ficou conhecido como o Picasso da arte indígena americana por seus trabalhos ousados, realistas e abstratos ao memso tempo do dia a dia das mulheres Navajo.

A obra retrata duas mulheres do lado de fora de seu povoado em Taos, onde Gorman abriu sua primeira galeria em 1968.

7-Palmeiras (Tarsila do Amaral, 1925)

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Tarsila é uma das pintoras mais celebradas do Brasil e traz em suas obras vários elementos da arte primitiva brasileira e africana. “Palmeiras” foi criada em uma viagem ao Rio e Minas Gerais. Suas formas geométricas e coloridas são marcas do estilo minimalista de Tarsila. Na realidade, as casas da pintura nunca existiram — apenas na imaginação da artista.

8-Hungarian Village Church (Amrita Sher-Gil, 1932)

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A húngara Amrita Sher-Gil foi uma pioneira do modernismo na Índia. Ela estudou em Paris e durante uma de suas viagens pintou essa igreja do vilarejo medieval Zebegény, 40 km ao norte de Budapeste. Contudo, essa igreja foi construída em 1908 e foi projetada pelo arquiteto húngaro Karoly Kós, que sofreu bastante influencia do movimento Arts and Crafts, e da arte popular finlandesa.

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