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Escritório de Curitiba vence concurso público de arquitetura para revitalização de importante avenida de Belo Horizonte, em Minas Gerais.
Escritório de Curitiba vence concurso público de arquitetura para revitalização de importante avenida de Belo Horizonte, em Minas Gerais.| Foto: Pagus Arquitetura

O escritório curitibano Pagus Arquitetura venceu o concurso público de arquitetura para a revitalização do conjunto histórico e paisagístico da Avenida Bernardo Monteiro, na região centro-sul de Belo Horizonte, em Minas Gerais. A solução superou outras seis propostas e foi escolhida pelo município mineiro. Assinam o projeto laureado os arquitetos Mariana Steiner Gusmão, André Bihuna D’Oliveira, Gabriela de Lima, Leandro Vilas Boas e Joceam dos Santos.

Por décadas a avenida em questão foi um espaço cultural, público, tradicional e vivo. As principais responsáveis por consolidar essa imagem na região foram as figueiras Ficus benjamina plantadas no início do século 20 e que formavam um importante microclima urbano, além de propiciar sombra abundante aos frequentadores das feiras de antiguidades, comidas típicas, flores e plantas naturais.

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E, junto à Avenida Barbacena, a Avenida Bernardo Monteiro compõe o conjunto hospitalar tombado pelo município, servindo também como espaço de circulação e permanência de trabalhadores, pacientes e familiares, que antes encontravam no canteiro central um espaço agradável para permanecer.

Mas tudo mudou desde 2013, quando um trecho da avenida foi severamente acometido por infestações do inseto conhecido como “mosca-branca-de-ficus”, que causaram a morte de vários dos exemplares na via.

Local abriga feiras locais e compõe conjunto hospitalar tombado. A perspectiva mostra alguns elementos temporários, como os sombrites, para gerar espaços de sombra na via.
Local abriga feiras locais e compõe conjunto hospitalar tombado. A perspectiva mostra alguns elementos temporários, como os sombrites, para gerar espaços de sombra na via.| Pagus Arquitetura

A proposta vencedora levou um prêmio total de R$ 150 mil para o desenvolvimento do projeto, conforme edital lançado em 2019. O objetivo é valorizar o espaço de fruição pública de valor histórico e cultural, tendo em vista a viabilidade e sustentabilidade para a implantação, implementação e manutenção da proposta. O investimento para a implantação da proposta a ser elaborada deverá ser orçado até o teto de R$ 1 milhão.

O novo estudo arquitetônico, marco inicial para a realização das obras, prevê a implantação de uma etapa de transição, com resultados de curto prazo, podendo ser utilizadas, por exemplo, estruturas temporárias para suporte a trepadeiras ou outras espécies de crescimento rápido, visando à geração de áreas sombreadas, até que as copas das novas árvores venham a exercer esta função.

“A gente conseguiu entender muito bem o que foi pedido. Apresentamos uma solução pés no chão e pontual, nada extraordinário. Nossas soluções são todas viáveis, sempre pensando no bem-estar dos usuários, sem falar da relação com a natureza. Respeitamos as pessoas, o meio ambiente e a história do local. Levamos em conta ainda o custo, que também é viável”, analisa Mariana em entrevista para a assessoria de imprensa da Prefeitura de Belo Horizonte.

Atuaram como consultores para o projeto o engenheiro civil Charles Jaster, a bióloga Gisele Sessegolo, a engenheira florestal Anna Julia Passold e o engenheiro agrônomo Fernando Allegretti.

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