Toyota vai construir cidade no sopé do Monte Fuji para testar tecnologias domésticas

O prestigiado escritório dinamarquês Bjarke Ingels Group (BIG) assina projeto da primeira cidade-laboratório da marca japonesa de automóveis

Imagens: BIG/Divulgação

por Luciane Belin*

08/01/2020

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O sopé do Monte Fuji, no Japão, foi o local escolhido pela Toyota para a construção do projeto experimental da Woven City, uma cidade-laboratório que vem sendo considerada a primeira incubadora urbana do mundo.

O projeto será assinado pelo Bjarke Ingels Group (BIG), do jovem e celebrado arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels, e se propõe a ser um espaço dedicado a criar soluções urbanas que posteriormente poderão ser aplicadas a cidades reais.

Uma espécie de “laboratório vivo” de tecnologias, conforme foi apresentado pelo CEO da Toyota, Akio Toyoda, e pelo próprio Ingels, durante a CES 2020, em Las Vegas, nesta terça-feira (07).

Imagens: BIG/Divulgação

Localizada em uma antiga fábrica de 175 acres na cidade de Susono, em Shizuoka, a Toyota Woven City propõe igualdade de espaço para os diferentes veículos, formas alternativas de movimento e mobilidade conectada, limpa e compartilhada.

A cidade utilizará tecnologias de energia solar, energia geotérmica e células de combustível de hidrogênio para diminuir a produção de carbono. Cada quarteirão é uma mistura de habitação, varejo e negócios, a ser construída principalmente de madeira que retira carbono do ambiente, com painéis fotovoltaicos instalados nos telhados.

Imagens: BIG/Divulgação

Além da tecnologia envolvida na construção, o BIG incorporou as tradições japonesas da construção. Questões como o artesanato e os módulos de tatame características dos estilos orientais aparecem no projeto da cidade incorporados à robótica. Elementos futuristas marcam as calçadas, dividindo espaço com pilares e telhados que remetem aos templos nipônicos.

Imagens: BIG/Divulgação

Os espaços de pesquisa e desenvolvimento da Toyota abrigam construção robótica, impressão 3D e laboratórios de mobilidade, enquanto os escritórios típicos acomodam de forma flexível estações de trabalho, salões e jardins internos.

Residências na Woven City testarão novas tecnologias, como a robótica doméstica, para ajudar na vida diária. Essas casas inteligentes aproveitam a conectividade total usando a tecnologia de IA baseada em sensor para executar funções, incluindo entregas automáticas de supermercado, coleta de roupas ou coleta de lixo, enquanto desfrutam de vistas espetaculares do Monte Fuji.

Imagens: BIG/Divulgação

No quesito da mobilidade, importante função da cidade laboratório, a principal característica da Woven City é a concepção de uma rede flexível de ruas dedicadas a várias velocidades de mobilidade para conexões mais seguras e fáceis para pedestres. A estrada principal é dividida em três, começando com uma central, que é otimizada para veículos autônomos mais rápidos com tráfego logístico por baixo e que divide espaço com o passeio recreativo ocupado por bicicletas e scooters e com o parque linear, voltado aos pedestres.

Imagens: BIG/Divulgação

Escondida da vista em uma rede subterrânea, está a infraestrutura da cidade, incluindo energia a hidrogênio, filtragem de águas pluviais e uma rede de entrega de mercadorias.

A Woven City está em construção e deve começar a ser apresentada para o público em 2021.

Veja mais perspectivas da incubadora urbana da Toyota:

Imagens: BIG/Divulgação

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*Especial para HAUS.

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