Casarão de 1970 no Água Verde é transformado em espaço que combina livros e vinhos

Projeto assinado por Alessandra Gandolfi transformou o imóvel em um ambiente acolhedor a partir da valorização de elementos da casa junto de uma pegada industrial

Foto: Marcelo Stammer/Divulgação

por Aléxia Saraiva

14/05/2019

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Uma casa dos anos 1970 no bairro Água Verde, em Curitiba, foi inteiramente reformada para receber um novo — e nobre — uso: o Gabo Livros e Vinhos, espaço que possibilita a combinação desses dois hobbies de diversas formas. Seja para degustar um exemplar de cada ao mesmo tempo, seja com cursos de harmonização, ou ainda como um pit stop para levar uma opção para aproveitar em casa.

Foto: Marcelo Stammer/Divulgação

O escritório Alessandra Gandolfi Arquitetura e Interiores assina o projeto de reforma e interiores, com colaboração da arquiteta Carla Duarte. A casa de alvenaria e forro de madeira costumava ser uma loja de sapatos, e recebeu uma nova roupagem que enalteceu suas características originais.

São dois pavimentos, que totalizam 80 m². “No interior, a gente descascou duas paredes de alvenaria e deixou no original, sem fazer painéis ou repintar”, salienta Alessandra Gandolfi.

Foto: Marcelo Stammer/Divulgação

Nos ambientes, as paredes que existiam deram lugar a espaços abertos, que conversam uns com os outros: bancada, exposição de vinhos, caixa, copa, depósito e jardim externo no piso térreo, e dois salões no piso superior, um para leitura, outro para cursos e degustação de vinhos.

Nos fundos, a loja ganhou um jardim de inverno. O centro do salão principal, que é o que concentra mais vigas de sustentação da casa, teve seu espaço aproveitado para virar o caixa da loja.

Vigas de sustentação delimitaram o espaço do caixa (à direita), aproveitando também este espaço. No fundo, janela dá para o jardim de inverno. Foto: Marcelo Stammer/Divulgação

O piso em cimento queimado e as estantes de marcenaria feitas em ferro e madeira ajudam a carregar a pegada industrial da ambientação. Para complementar a paleta de cores de tonalidades sóbrias, foi escolhido o tom Azul Secreto.

“Esse azul era um lançamento de 2018 que conversa bem com os tijolos e o cimento. Além disso, os ambientes também trazem revestimentos de inspiração antiga, como se fossem azulejos hidráulicos”, complementa a arquiteta.

Foto: Marcelo Stammer/Divulgação

Segundo a arquiteta, um fator fundamental para formar a identidade do projeto foi a colaboração dos próprios donos do estabelecimento na construção de referências e escolha de materiais.

“Eles trouxeram várias imagens de lugares que traziam essa mistura do mundo dos livros e do mundo dos vinhos“, explica. Um exemplo são os grafites nas escadas, uma exigência desde o começo do desenho do projeto.

Grafites ilustram as paredes da escada. Foto: Marcelo Stammer/Divulgação

“Eles se envolveram muito na compra dos materiais. Alguns deles a gente substituiu em função de custo, e não foi uma obra cara”, salienta Gandolfi. No total, a reforma durou cerca de três meses, finalizada em meados de agosto de 2018.

“O resultado final é um projeto descolado: uma proposta diferente, um desafio maior e um resultado muito bacana”.

No banheiro, blocos de concreto para sustentar a pia e os vasos de planta corroboram o estilo industrial do projeto. Foto: Marcelo Stammer/Divulgação

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