Cinco casas de madeira históricas para visitar em Curitiba

Alguns poucos exemplares totalmente preservados guardam a identidade arquitetônica regional do Paraná

Casas de madeira guardam o saber popular das antigas construções paranaenses. Fotos: Divulgação

por HAUS

02/09/2016

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As casas de madeira são um grande patrimônio do Paraná. Nesse ponto, o movimento paranista deu bobeira. Resgatou a araucária, o pinhão e os temas indígenas em uma tentativa de construir a identidade regional para o estado. Mas seus intelectuais deixaram passar as casas populares de araucária.

Os arquitetos Key Imaguire Junior e Marialba Rocha Gaspar Imaguire – com a experiência de quem dedicou a vida à arquitetura de madeira – defendem a mesma tese. E explicam: “A casa de madeira é um produto cultural que, em grande parte, aconteceu em decorrência do ciclo econômico da madeira no estado, por volta de 1930. Afinal, a madeira de araucária era um material abundante e barato”.

O estilo de construção mais tradicional é o de tábua e ripa com madeira de araucária. Confira cinco casas que guardam essas memórias arquitetônicas e que são abertas ao público.

Casa Domingos Nascimento Sobrinho (Iphan)

Imagens da série dos casarões que o caderno de Imóveis iniciou no último domingo. Na edição, vamos falar sobre o imóvel que é sede do Iphan. A ideia da matéria é resgatar a história do imóvel, sua utilização ao longo dos anos e as atividades que acontecem no espaço que é o escritório. As imagens mostram as características da construção de arquitetura polonesa.

Foto: Antonio More/Gazeta do Povo

Imagens da série dos casarões que o caderno de Imóveis iniciou no último domingo. Na edição, vamos falar sobre o imóvel que é sede do Iphan. A ideia da matéria é resgatar a história do imóvel, sua utilização ao longo dos anos e as atividades que acontecem no espaço que é o escritório. As imagens mostram as características da construção de arquitetura polonesa.

Foto: Antonio More/Gazeta do Povo

Imagens da série dos casarões que o caderno de Imóveis iniciou no último domingo. Na edição, vamos falar sobre o imóvel que é sede do Iphan. A ideia da matéria é resgatar a história do imóvel, sua utilização ao longo dos anos e as atividades que acontecem no espaço que é o escritório. As imagens mostram as características da construção de arquitetura polonesa.

Foto: Antonio More/Gazeta do Povo

Imagens da série dos casarões que o caderno de Imóveis iniciou no último domingo. Na edição, vamos falar sobre o imóvel que é sede do Iphan. A ideia da matéria é resgatar a história do imóvel, sua utilização ao longo dos anos e as atividades que acontecem no espaço que é o escritório. As imagens mostram as características da construção de arquitetura polonesa.

Foto: Antonio More/Gazeta do Povo

Major Domingos do Nascimento Sobrinho era delegado de polícia e construiu a casa na década de 1920 para sediar uma chácara, quando a esquina das ruas Guararapes e Vital Brasil, no bairro Portão, era distante do Centro. Com a morte de seu proprietário, a área foi vendida e, com a valorização da região, dificilmente a casa seria preservada.

Ela chamou a atenção do arquiteto e especialista em restauro e preservação José La Pastina FIlho, que propôs a doação da casa para preservação em outro local como sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no bairro Juvevê.

A arquitetura da casa tem forte influência europeia, com destaque ao amplo sótão, às varandas e aos adornos em lambrequins. Em cada cômodo também nota-se a presença de barras decorativas com motivos frutíferos, florais e geométricos, modismo da época da construção, que dão a sensação de rebaixar o teto de quatro metros de altura.

A sede regional do Iphan é aberta a visitação pública. Ela funciona na Rua José de Alencar, 1.808, no Juvevê, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h. É necessário agendar previamente a visita somente se você quiser um tour com informações especializadas. De outro modo, é só chegar e se identificar.

Casa Estrela

INAUGURACAO DA CASA ESTRELA PUC / CURITIBA / 05/06/13/ Construída na década de 1930, a Casa Estrela, um dos exemplares mais originais da arquitetura de madeira de Curitiba, foi totalmente restaurada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), em parceria com a Fundação Cultural de Curitiba e subsidiada pelas leis de incentivo cultural. Foram seis anos de trabalho em torno do projeto, que é assinado pelo professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da PUCPR Cláudio Forte Maiolino. A Casa Estrela, que é uma Unidade de Interesse de Preservação (UIP), será um espaço cultural aberto à visitação, abrigará um museu com a história da família Gonçalves de Castro e um ambiente explicativo sobre a Teosofia e o Esperanto. / FOTO:JONATHAN CAMPOS / AGENCIA DE NOTICIAS GAZETA DO POVO.

Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo

INAUGURACAO DA CASA ESTRELA PUC / CURITIBA / 05/06/13/ Construída na década de 1930, a Casa Estrela, um dos exemplares mais originais da arquitetura de madeira de Curitiba, foi totalmente restaurada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), em parceria com a Fundação Cultural de Curitiba e subsidiada pelas leis de incentivo cultural. Foram seis anos de trabalho em torno do projeto, que é assinado pelo professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da PUCPR Cláudio Forte Maiolino. A Casa Estrela, que é uma Unidade de Interesse de Preservação (UIP), será um espaço cultural aberto à visitação, abrigará um museu com a história da família Gonçalves de Castro e um ambiente explicativo sobre a Teosofia e o Esperanto. / FOTO:JONATHAN CAMPOS / AGENCIA DE NOTICIAS GAZETA DO POVO.

Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo

INAUGURACAO DA CASA ESTRELA PUC / CURITIBA / 05/06/13/ Construída na década de 1930, a Casa Estrela, um dos exemplares mais originais da arquitetura de madeira de Curitiba, foi totalmente restaurada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), em parceria com a Fundação Cultural de Curitiba e subsidiada pelas leis de incentivo cultural. Foram seis anos de trabalho em torno do projeto, que é assinado pelo professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da PUCPR Cláudio Forte Maiolino. A Casa Estrela, que é uma Unidade de Interesse de Preservação (UIP), será um espaço cultural aberto à visitação, abrigará um museu com a história da família Gonçalves de Castro e um ambiente explicativo sobre a Teosofia e o Esperanto. / FOTO:JONATHAN CAMPOS / AGENCIA DE NOTICIAS GAZETA DO POVO.

Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo

Considerada a única moradia do mundo inspirada na filosofia esperanto e na teosofia, a casa foi erguida na Rua Zamenhof, no Alto da Glória, na década de 1930, por Augusto Gonçalves de Castro. É uma construção simples, de madeira, mas feita a partir de um pentágono regular, uma das figuras mais complexas da geometria.

Há mais de 20 anos desperta a atenção de estudiosos da arquitetura, preo­­cupados com a integridade da construção. Em 2009 foi transferida para o campus da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), no Prado Velho. Em junho de 2013, a instituição inaugurou um espaço cultural na casa, que pode ser visitada pelo público. Para saber todos os detalhes sobre a casa, clique aqui.

A casa histórica fica dentro do campus Curitiba da PUCPR, na Rua Imaculada Conceição, 1.155. Ela é aberta a visitações das 9h às 18h, de segunda a sexta-feira.

Casa Gomm

CASA GOMM - CURITIBA, 19/12/12 - PARANA - Casa que pertenceu a familia Gomm no Batel . Foto: Aniele Nascimento / Agencia de Noticias Gazeta do Povo

Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

CASA GOMM - 23-11-04 - CURITIBA - CADERNO IMOVEIS - NA FOTO CASA GOMM QUE FICA NO BATEL NO BOSQUE GOMM E PATRIMONIO HISTORICO DO ESTADO DO PARANA. FOTO IVONALDO ALEXANDRE

Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

CASA GOMM - CURITIBA, 19/12/12 - PARANA - Casa que pertenceu a familia Gomm no Batel . Foto: Aniele Nascimento / Agencia de Noticias Gazeta do Povo

Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

Embora não seja numerosa, a comunidade inglesa de Curitiba contribuiu com um exemplar característico de residência em madeira. A Casa Gomm foi construída pela família em 1913 e originalmente ficava na Avenida Batel. Tombada pelo patrimônio histórico estadual em 1989, ela foi desmontada e transportada para o Bosque Gomm, na esquina das ruas Bruno Filgueira e Hermes Fontes nos anos 2000.

Entre os aspectos significativos está a forma orgânica de sua arquitetura, marcada pelos três planos na fachada dotados de bow windows – detalhe típico da casa inglesa tradicional. Desde julho de 2013, a Coordenação do Patrimônio Cultural do Estado (CPC) passou a funcionar no local.

Visitações são permitidas de segunda a sexta-feira, das 14h às 17h. O endereço é Rua Bruno Filgueira, 850. Mais informações pelo telefone (41) 3312-0426.

Armazém Santa Ana

Foto para matéria da Haus que fala sobre as vendas, mercearias e armazéns, daqueles de antigamente, ainda na ativa. São comércios de núcleo de bairro, são também ponto de encontros. Armazém, mercearia, venda, bar. Na foto Ana Azpak 42 anos comerciante em seu Armazém Santa Ana.

Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo

A casa de madeira alaranjada não passa despercebida por aqueles que pegam a Avenida Senador Salgado Filho, no Uberaba. Há vassouras, enxadas, cestos de vime e muito mais. Lá dentro, no Armazém Santa Ana, a terceira geração de uma animada família meio ucraniana, meio polonesa, cuida de cada detalhe para manter tudo funcionando. O armazém é de 1934 e desde a década de 1990 passou a servir almoço e ser ponto de encontro para happy hour.

A casa funciona na Avenida Senador Salgado Filho, 4.460, e abre segunda, das 14h às 22h, e terça à sábado, das 11h às 23h. O almoço executivo é de terça à sexta-feira, das 11h30 às 14h. Mais informações pelo telefone (41) 3024-5320.

Limoeiro

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Foto: Limoeiro/Facebook/Reprodução

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Foto: Limoeiro/Facebook/Reprodução

Uma antiga casa de madeira vermelha do Cristo Rei abriga o restaurante Limoeiro. A casa é no tradicional sistema tábua e ripa e a frente do terreno ainda é todo em rocha natural. A decoração lembra muito a casa de vó e foi reaproveitada dos antigos proprietários. Desde os lustres até os penduradores faziam parte do mobiliário. As mesas são feitas com madeira do piso de outra casa antiga. Para o deque foi utilizada madeira da fábrica da Matte Leão, que ficava no bairro Rebouças em Curitiba.

O restaurante fica na Av. Av. Mal Humberto A. C. Branco, 669, Cristo Rei. Abre de segunda a sexta, das 11h30 às 14h30 e das 18h30 às 23h, e sábado e domingo das 11h30 às 15h30. Mais informações pelo telefone (41) 3014-8014.

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