Clube polonês com mais de 80 anos corre risco de demolição?

Sociedade Polonesa Renascença de Ponta Grossa desmente boato sobre futuro da sede construída em 1934

Fachada tombada da Sociedade Renascença em Ponta Grossa será restaurada, e interior do prédio será reformado. Foto: Gazeta do Povo/Arquivo

por Luan Galani

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Informações que circularam nas redes sociais nos últimos dias cravaram a notícia de que a sede do clube polonês de Ponta Grossa, batizado oficialmente de Sociedade Polonesa Renascença, construída em 1934 e com fachada tombada pelo patrimônio histórico municipal, seria demolida ainda esta semana para dar espaço a um estacionamento.

A informação, porém, não procede. De acordo com a Prefeitura de Ponta Grossa, nenhuma autorização de demolição foi requerida. Procurado pela reportagem, o presidente da entidade, Gary Dvorecky, garante que a fachada será devidamente restaurada e o interior do prédio será todo recuperado, sem qualquer tipo de demolição.

PONTA GROSSA - CLUBE DOS POLONESES - 24/01/2012 - PARANA Na foto, o predio da Sociedade Polonesa Renascença, localizado na regiao central de Ponta Grossa. O imovel construido em 1934 esta a varios anos sem reformas. Sem dinheiro para arcar com os custos da manutençao, o Clube corre o risco de ser demolido.

Foto: Gazeta do Povo/Arquivo

“Vamos alugar todo o espaço para uma empresa, que vai bancar toda essa reforma. De outra forma, não teríamos como cuidar do imóvel. Depois, todo esse investimento será descontado do aluguel”, conta Dvoreck, que diz não poder revelar ainda o nome da empresa parceira.

Ainda não existe projeto formal de restauro. O Conselho Municipal de Patrimônio Cultural confirma que não recebeu proposta alguma de restauro do prédio. Como explica o presidente do clube polonês, a entidade está nas tratativas jurídicas e de orçamento com a empresa. Mais detalhes da obra devem estar disponíveis no final de outubro.

PONTA GROSSA - CLUBE DOS POLONESES - 24/01/2012 - PARANA Na foto, o predio da Sociedade Polonesa Renascença, localizado na regiao central de Ponta Grossa. O imovel construido em 1934 esta a varios anos sem reformas. Sem dinheiro para arcar com os custos da manutençao, o Clube corre o risco de ser demolido.

Foto: Gazeta do Povo/Arquivo

O prédio com mais de 80 anos tem cerca de 240 m² e, de acordo com a historiadora e professora de Turismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Marcia Dropa, é o último referencial ainda de pé do processo de imigração de Ponta Grossa. “Todos os outros clubes foram descaracterizados. O Clube Guaíra, dos alemães, já não existe mais. O Dante Alighieri, dos italianos, e o Clube Verde, também dos germânicos, foram mudados”, destaca.

“Sem falar que a construção foi erguida com muita dificuldade e esforço por parte da comunidade polonesa da cidade. Eles [a comunidade] fizeram diversos eventos e festas para arrecadar dinheiro e levantar o clube”, lembra.

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