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Projeto de piso retrátil colocará visitantes no centro da arena do Coliseu, em Roma
| Foto: Divulgação

Quando a pandemia da Covid-19 estiver controlada e as viagens internacionais puderem ocorrer com tranquilidade, o Coliseu - um dos mais visitados pontos turísticos e marco da história da arquitetura mundial - irá proporcionar aos seus visitantes uma nova experiência.

Isso porque o ministro de Bens Culturais da Itália, Dario Francheschini, apresentou no último dia 2 de maio o projeto elaborado pelo estúdio de arquitetura Labics e Fabio Fumagalli, juntamente com a empresa de engenharia Milan Ingegneria, para a construção de um piso retrato sobre a arena, que é o maior e mais importante símbolo do Império Romano.

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Atualmente, ao visitarem o monumento, os turistas têm acesso a uma espécie de deque que os leva somente até a entrada do que seria a antiga arena, de onde se avista as câmaras e jaulas subterrâneas. Com a nova proposta, o objetivo é levar o público para o centro da arena, para que ele possa ter a mesma visão que os gladiadores tinham no passado.

Vista da arena do Coliseu em 2019.
Vista da arena do Coliseu em 2019. | Sharon Abdalla/Gazeta do Povo

Tecnológico

Mais do que um piso, o projeto da nova arena traz a tecnologia como aliada ao propor um sistema retrátil em fibra de carbono com acabamento em madeira apoiado sobre trilhos composto, ainda, por um sistema basculante. Assim, ele poderá ser aberto completamente por acionamento remoto ou ter suas tábuas movidas em 90°, o que permitirá a troca de ar e a iluminação da estrutura subterrânea.

A movimentação das lâminas foi pensada, também, para que possa ser realizada durante as visitas, de forma a ocultar ou revelar as estruturas do gigante anfiteatro, concluído no ano 80 d.C. com capacidade estimada entre 50 e 80 mil pessoas.

Piso retrátil permitirá aos turistas chegarem ao centro da arena.
Piso retrátil permitirá aos turistas chegarem ao centro da arena. | Divulgação

Além desta estrutura, a obra também irá contemplar 24 unidades de ventilação mecânica, responsáveis por garantir o controle de temperatura e a umidade nas câmaras subterrâneas, e um sistema de captação da água das chuvas que, além de proteger as ruínas, será destinada aos sanitários da atração.

A previsão é a de a obra tenha início ainda em 2021 e seja entregue em dois anos, ao custo estimado de 18,5 milhões de euros. Além de colocar os cerca de sete milhões de visitantes anuais (em números pré-pandemia) no centro do gigante de pedra, listado entre os patrimônios da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), há previsão de que eventos também possam ser realizados no local.

Assista ao vídeo do projeto:

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