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Uma parede inteiramente feita com esquadrias de janelas antigas é um dos pontos altos do projeto. Fotos: Koji Fujii/Nacasa and Partners Inc./Reprodução
Uma parede inteiramente feita com esquadrias de janelas antigas é um dos pontos altos do projeto. Fotos: Koji Fujii/Nacasa and Partners Inc./Reprodução| Foto:

Uma casa inteiramente feita de materiais reciclados. Essa é a façanha do arquiteto japonês Hiroshi Nakamura na cidade de Kamikatsu, no Japão. Com materiais como esquadrias de janelas antigas, papel de jornal, móveis jogados fora e tinta natural, ele levantou a Kamikatz Public House, imóvel onde funciona uma cervejaria, um pub e uma loja que vende artigos e comida. Tanta inovação rendeu ao projeto o prêmio WAN Awards 2016 na categoria Edifícios Sustentáveis, na qual concorreu com outros cinco participantes.

Fotos: Koji Fujii/Nacasa and Partners Inc./Reprodução
Fotos: Koji Fujii/Nacasa and Partners Inc./Reprodução
Fotos: Koji Fujii/Nacasa and Partners Inc./Reprodução
Fotos: Koji Fujii/Nacasa and Partners Inc./Reprodução

A intenção que norteou o projeto foi criar uma verdadeira “casa pública”. O pub virou um símbolo para a cidade com a ajuda das esquadrias de antigas janelas – artigos que serviram a região anos atrás e que agora voltam a servir, ao mesmo tempo em que preservam a história. O pendente é feito de garrafas vazias. O teto elevado faz com que o ar circule, promovendo o resfriamento natural.

Fotos: Koji Fujii/Nacasa and Partners Inc./Reprodução
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Fotos: Koji Fujii/Nacasa and Partners Inc./Reprodução
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Fotos: Koji Fujii/Nacasa and Partners Inc./Reprodução
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Fotos: Koji Fujii/Nacasa and Partners Inc./Reprodução

Móveis usados encontrados no centro de reciclagem da cidade ganharam vida nova como displays para os produtos da loja. Painéis de cedro jogados fora foram tingidos com uma tinta natural e revestiram todas as paredes externas da casa. Azulejos reaproveitados formaram o piso, enquanto jornais viraram papel de parede.

Resíduo zero

O complexo está em total sintonia com o que almeja a cidade: Kamikatsu tem a intenção de acabar com a produção de resíduos até o ano de 2020. Em 2003 o município adotou um programa para chegar a essa meta. Seus cerca de 2 mil habitantes se comprometeram a tal ponto que a taxa de reciclagem chega a quase 80%.

Além de classificarem nos formatos tradicionais, como papel, plástico e alumínio, eles também separam em formatos mais específicos, como etiquetas e latas de tinta, totalizando 34 categorias. E como a cidade não possui sistema de coleta, são os próprios cidadãos que levam os materiais à estação.

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