Como você se sentiu com essa matéria?

  • Carregando...
Quarto com paredes esverdeadas, armário com estampa de folhas e luminárias de palha no teto.
Ripado feito com pinus, papel de parede no armário e elementos decorativos transformaram o cômodo.| Foto: Célio Olizar/Divulgação

Quando mudou-se para São Paulo em junho do ano passado, o criador de conteúdo, jornalista e apresentador do programa "Arrasta Móveis", no GNT, Matheus Ilt, 26,  tinha o sonho de morar no emblemático Edifício Copan, um dos projetos mais conhecidos do arquiteto Oscar Niemeyer, no centro da capital paulistana. A unidade encontrada por ele e pelo companheiro Célio Olizar, porém, não foi páreo para as habilidades das reformas "faça você mesmo" de Matheus: o apartamento precisava ser praticamente refeito.

O casal chegou a um exemplar na Rua Augusta, altura do bairro Consolação, com pé direito alto, chão de taco, janelões e obras por fazer. Primeiro, eles transformaram a cozinha. Mais recentemente, o apartamento ganhou o "quarto selva", dedicado às visitas e ao home office.

Conheça o Portfólio HAUS: vitrine de projetos e gerador de negócios

"Depois da cozinha, que foi uma reforma grande e complexa, ficamos desgastados em pegar um cômodo complicado. O quarto era mais simples, podíamos inventar necessidades diferentes e deixar o quarto bem confortável para receber visitas e, ao mesmo tempo, dar uma função ao cômodo, que não vem sendo muito usado" , diz Ilt, que conta com o apoio de Célio, que é publicitário, nas reformas. Bom em matemática, ele é o responsável pelos cálculos das metragens, evitando que se desperdice material à toa. "Se fosse por mim, ia tudo no feeling", brinca Matheus.

Antes: um quarto de visitas totalmente branco. Fotos: Célio Olizar/Divulgação.
Antes: um quarto de visitas totalmente branco. Fotos: Célio Olizar/Divulgação. | Matheus Iltchechen
Depois: quarto selva.
Depois: quarto selva.| Célio Olizar/Divulgação

O ponto de partida da reforma foi criar um ripamento para o quarto: Matheus queria criar um cômodo chique para as visitas que ele deseja receber pós-pandemia. "Gosto de coisas mais lisas, sem muita textura e estampas, mas resolvi mudar um pouco. E a primeira coisa que achei que comandaria o restante foi o ripado". Um dos empecilhos era o preço do produto, que costuma ser alto. Por isso, ele decidiu comprar um forro de pinus para instalar em três paredes; Matheus também colocou algumas prateleiras e, depois, a madeira ganhou cor: um cinza-esverdeado (chamado Conectado), da marca Suvinil.

O ripamento nas paredes foi feito com forro de pinus.
O ripamento nas paredes foi feito com forro de pinus. | Célio Olizar/Divulgação

Ele também coloriu o teto de um verde mais escuro e, por isso, resolveu adotar a temática "selva" inserindo também plantas nas prateleiras. Os elementos biofílicos estão por todo o quarto, na decoração e na iluminação, como as luminárias de palha que ele mesmo criou usando cestos.

As luminárias: duas foram compradas prontas e outras três feitas com cestos.
As luminárias: duas foram compradas prontas e outras três feitas com cestos. | Célio Olizar/Divulgação

Outra vontade de Matheus era a de ter uma área de trabalho: por isso, ele criou uma murphy bed (cama multifuncional retrátil que pode ser "escondida" na parede), para aproveitar a área, com um caixote de compensado um pouco maior do que a área do colchão. Para a mesa, usou um pedaço do material em formato de meia lua. "Não criei um home office ergonômico, para que a pessoa consiga ficar de forma confortável oito horas por dia", frisa.

A Murphy guardada se transforma em um mini escritório.
A Murphy guardada se transforma em um mini escritório. | Célio Olizar/Divulgação

Capítulo 2: guarda-roupas

Em apartamentos antigos, um dos elementos onipresentes são os guarda-roupas embutidos, que costumam ocupar a extensão inteira de uma das paredes e, via de regra, ser muito sem graça. No quarto do apartamento de Matheus e Célio, ele fica exatamente ao lado da porta da entrada.

A solução foi aplicar um papel de parede com estampa de folhagens na extensão do armário e da porta - ele usou o vinílico. "O papel de parede adesivo é até mais indicado nesse caso, mas a aplicação é mais complicada, qualquer erro aparece. Colei com cola a base d'água", ensina. Ele também mudou os puxadores, que fez com quatro bolachinhas de pinus. Esse é um bom truque, salienta Matheus Ilt, para mudar um pouco a cara do móvel gastando pouco. 

O guarda-roupas ganhou cara nova com papel de parede; Matheus também inseriu um espelho para fotografar os "looks do dia".
O guarda-roupas ganhou cara nova com papel de parede; Matheus também inseriu um espelho para fotografar os "looks do dia". | Célio Olizar/Divulgação

Reforma em alugado? 

Todos os apartamentos em que Matheus morou (antes de São Paulo, ele, que é natural de União da Vitória, no interior do Paraná, passou seis anos em Curitiba) foram alugados. Segundo ele, muitas pessoas questionam o fato de ele reformar um imóvel que não é a "casa própria". "Considero que, o tempo que vou morar naquele lugar, preciso ficar feliz, deixar o lugar com a minha cara e ter orgulho de receber as pessoas", acredita.

Detalhes do Quarto Selva.
Detalhes do Quarto Selva. | Matheus Iltchechen

No seu caso, por ser criador de conteúdo, as reformas estão em um nível superior, mas não são necessárias grandes intervenções para deixar o lar mais aconchegante. "O passo inicial é a pintura, dá uma outra cara ao lugar. Faça uma meia parede, uma pintura geométrica. Traz personalidade, faz muita diferença e é fácil de reverter depois na hora de mudar de apartamento", indica.

O passo a passo completo da reforma está no Instagram de Matheus Ilt.

Conteúdo editado por:Luan Galani
1 COMENTÁRIOSDeixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]