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Para contornar os efeitos da pandemia sobre os negócios, muitas empresas refizeram planos e mudaram estratégias focando em projetos capazes de movimentar não apenas os caixas, mas apresentar novas formas de viver, que devem ganhar ainda mais força no pós-Covid-19. Um deles vem da FMF Instalações e Montagens que, após quase 20 anos trabalhando com montagem de estandes para eventos, aposta no mercado da construção civil, especificamente de casas modulares, no estilo tiny house, como forma de dar novo rumo aos negócios.

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"A ideia de trabalhar com as casas existia há cerca de dois anos, mas pelo momento, que estava muito forte na área de eventos, não tínhamos tempo para viabilizar este projeto. A partir de março, quando os eventos passaram ser cancelados, ainda sem perspectiva de retorno, conseguimos dar continuidade a ele, finalizando o conceito, fazendo os protótipos e montando a base para a produção das casas", conta o arquiteto Fábio Murilo Frari, diretor da empresa. Para tanto, não foram necessários nem investimentos extras, uma vez que a empresa pôde readaptar o maquinário do qual já dispõe para o novo uso.

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Tiny casas

Inspirado no conceito das tiny houses americanas (mini-casas móveis), as casas modulares apresentam configuração enxuta, com módulos de 18 m², mas capazes de acomodar com conforto todos os ambientes necessários à moradia: quarto, sala, cozinha e banheiro.

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Elas são inteiramente fabricadas dentro dos barracões da empresa e transportadas prontas até o local onde serão instaladas. "Partimos do pressuposto de transformar a casa em um módulo que fosse transportável. Então, estipulamos que a base da construção terá 6 m x 3 m, tamanho que se consegue operar para transportar em cima de caminhões para levá-la até o local", explica Frari.

Para a instalação do módulo no terreno é preciso apenas que se construa uma base, em pilotis, blocos ou concreto, sobre a qual ele será ancorado para, então, ser ligado à rede de água, esgoto e energia.

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A estrutura metálica (que não é de steel frame) permite que a casa seja içada e transportada sem danos ao módulo. Os fechamentos, por sua vez, são feitos em chapas metálicas ou madeira de reflorestamento (pinus e eucalipto). Revestimentos cerâmicos, gesso e outros materiais usuais no setor da construção civil não são utilizados para acabamento, seja para manter a leveza da estrutura ou por contribuírem com as questões relacionadas à sustentabilidade.

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Neste quesito, há a possibilidade, inclusive, de os módulos contarem com placas solares para a produção de energia, captação de água da chuva e tratamento de resíduos e efluentes. "A intenção é a de que os [módulos funcionem como] cápsulas soltas, para que seja possível viver de forma menos agressiva. Nossa ideia é reduzir a pegada de carbono, esse impacto que a construção civil convencional acaba deixando", acrescenta o biólogo Tom Grando, parceiro da FMF no desenvolvimento e execução dos projetos.

Esta autonomia permite, ainda, que as casas modulares sejam instaladas em áreas rurais, onde muitas vezes não há redes elétrica e de água disponíveis, um dos focos de mercado da empresa. Outros públicos-alvo são jovens, profissionais liberais e pessoas na melhor idade. "É uma solução moderna para uma vida mais tranquila. Para viver bem, com a qualidade de um bom projeto arquitetônico, mas sem [precisar] colocar todas as economias e a vida em cima de um imóvel", completa Grando.

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Opções

Atualmente, a FMF conta com seis modelos de casa modulares em catálogo, sendo um deles projetado a partir da composição de dois módulos. Há, ainda, a possibilidade de personalização dos projetos, de acordo com as necessidades dos clientes.

Além da estrutura física e de revestimento, a integralidade com que a casa é entregue contempla também a marcenaria e o mobiliário, customizados para atender aos usos ao mesmo tempo em que correspondem à área enxuta dos módulos e ao estilo dos futuros moradores. "Em 18 m² é possível acomodar quatro pessoas bem instaladas", aponta Frari.

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Após fechado o pedido, a casa é entregue dentro de um prazo de 30 dias. O custo médio do metro quadrado varia entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil, de acordo com a composição, acabamento e estilo do mobiliário.

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