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Essa casa de campo moderna de 150 m² foi construída em apenas 5 meses

Projeto do YVA Arquitetura, imóvel foi construído com tecnologia para geração de energia. Imóvel segue linhas modernistas, com grandes panos de vidro e fidelidade aos materiais

Casa Django, em Almirante Tamandaré (PR), foi construída em cinco meses partindo de soluções simples e mantendo a fidelidade aos materiais. Fotos: Alexandre Lima / YVA Arquitetura / Divulgação

por Daliane Nogueira

08/03/2018

Uma área de 12,7 mil metros quadrados, com um lindo bosque preservado e todos os ingredientes para períodos de descanso e descontração em família e na companhia dos amigos. Esse foi o princípio da realização do projeto Casa Django (homenagem ao guitarrista de jazz Django Reinhardt), assinado pelo YVA Arquitetura. O imóvel fica em Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba, tem cerca de 150 m² de área construída e levou apenas  cinco meses para ser concluído.

Divisão do projeto em três blocos foi uma solução para organizar e setorizar os espaços. Os proprietários faziam questão de acabamento em tijolo aparente, elemento que ganhou a companhia do concreto.

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“Fomos surpreendidos com o pedido e em princípio pensamos que tecnologias construtivas como steel frame, wood frame e contêiner seriam ideais por conta do tempo. Mas em contato com o construtor, resolvemos partir para um projeto em alvenaria tradicional com laje pré-moldada a 30 centímetros do solo”, explica o arquiteto Yuri Vasconcelos, responsável pelo YVA.

A solicitação dos proprietários foi por uma casa para os fins de semana, absolutamente prática, porém acolhedora. “O terreno era utilizado há algumas gerações para atividades recreativas como acampamento, esportes ou observação do céu noturno e das estrelas. A solução para passar a noite por lá era o acampamento e a família decidiu que era hora de ter mais estrutura”, conta o arquiteto.

A casa

Detalhe do projeto da Casa Django. Destaque para a laje pré-moldada e elevada do solo.

O projeto se divide em três partes distintas e bastante claras na abordagem plástica e funcional da construção, aproximando o resultado final de um projeto modernista. Enquanto o bloco de tijolinho maior abriga a ala privativa da casa, com quartos e banheiro; o bloco menor do mesmo acabamento guarda o depósito e banheiro social.

“O vão entre estas duas caixas em tijolo aparente foi protegida pela cobertura metálica sobre a área social da casa, que compreende a integração de sala, cozinha e churrasqueira”, aponta o arquiteto.

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No visual, panos de vidro se destacam do piso ao teto, promovendo a integração da área social com o ambiente externo. A estrutura do telhado está apoiada sobre seis pilares de concreto aparente e 40 centímetros acima dos blocos em tijolo. “Essa decisão possibilita o que chamamos de janelas em fita, que oferecem luminosidade superior. No fim do dia, a luz natural que entra na casa cumpre um papel cenográfico, criando um ambiente ímpar”, reforça Vasconcelos.

Uma estrutura metálica foi escolhida para cobrir a área social. Essa estrutura fica presa em seis pilares de concreto.

Outro ponto interessante do projeto é a implantação no terreno. O profissional propôs que a frente da casa ficasse virada para os fundos do terreno, por dois motivos: a face norte, mais ensolarada e o visual do bosque. E a integração da área interna com a externa se dá por meio de um deque em dois níveis, projetado para dar continuidade às atividades da cozinha e sala de jantar.

Tecnologia e fidelidade aos materiais  

A cobertura em estrutura metálica recebeu telhas tipo sanduíche, com EPS no interior, para amenizar os ruídos e proporcionar maior conforto térmico, além disso, a telha não tem junções, afastando o risco de goteiras, por exemplo. “A face interior da telha é preta, destacando o gesso do foro, que parece flutuar. Os projetores colocados nas laterais, jogam a luz para o teto, iluminando o ambiente de forma indireta e difusa”, explica Vasconcelos.

Integração da área social com o ambiente externo se dá no campo visual e também na prática, pelo uso dos panos de vidro.

“Não é um projeto luxuoso, é um local para ficar períodos curtos, mas com conforto. Nós nos mantemos fiéis aos materiais, o que é concreto é concreto, o que é tijolo é tijolo. Isso fez diferença no resultado final.”

E, para quem olha para a casa e imagina que ela seja fria, essa preocupação com o conforto térmico foi preponderante. Para tanto, foi usada parede dupla de tijolo maciço e a instalação de uma lareira alemã, com tecnologia que permite a queima lenta, proporcionando aquecimento para todos os cômodos da casa.

A lareira de origem alemã garante queima lenta e aquecimento por horas para os diversos ambientes da casa.

A construção conta ainda com placa para aquecimento da água e placas fotovoltaicas para microgeração de energia elétrica. “Eles não usam toda a energia produzida no imóvel, mas conseguem compensação junto à Copel (Companhia Paranaense de Energia) para outro imóvel que a família tem em Curitiba”, finaliza.

Veja mais fotos da Casa Django

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