Estrada de Karakoram completa 40 anos como uma das mais deslumbrantes e perigosas do mundo

Símbolo da amizade entre a China e o Paquistão, a rodovia foi finalizada em 1979 e até hoje é considerada uma das estradas mais altas, belas e perigosas do mundo

Registro da região de Hunza, no Paquistão, que faz parte da paisagem de tirar o fôlego da Rodovia de Karakoram. Foto: Bigstock

por Gazeta do Povo

02/10/2019

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A Rodovia de Karakoram, considerada uma das estradas mais belas e perigosas do mundo, completa 40 anos da finalização de sua construção, em 1979. Com 1,3 mil km (800 milhas), a rodovia nasceu como um símbolo da amizade entre a China e o Paquistão e hoje é uma das maiores estradas pavimentadas do globo.

Foto: Bigstock

A estrada faz parte da antiga rota da seda e surpreende motoristas, ciclistas e pedestres com uma das paisagens mais bonitas do mundo. Por isso diversas organizações nomearam, de forma extraoficial , a rodovia de 8ª Maravilha do Mundo. O nome é uma homenagem às cordilheiras Karakoram (cascalho negro, no idioma local, em tradução livre), que marcam as fronteiras entre o Paquistão, a China e a Índia, com picos que ultrapassam 4,7 mil metros.

Imagem: Google Maps/Reprodução

A rodovia começa na lendária região de Punjab no Paquistão, o coração da comunidade Sikh, e termina na área autônoma de Xinjiang Uyghur, no extremo noroeste da China. Ao longo do caminho, diversas construções típicas, lagos, rios, montanhas e geleiras, o que o torna o terceiro melhor destino turístico do Paquistão, segundo o diário britânico “The Guardian”.

Por meio dessa estrada, segundo reportagem da BBC, são escoadas mercadorias que totalizam 11 bilhões de libras (cerca de R$ 56 bilhões) em trocas comerciais entre os dois países e outras nações próximas, como o Afeganistão e o Tajiquistão.

O acesso é liberado na Passagem de Khunjerab  somente de maio a dezembro, pois nos outros meses a neve e outras intempéries tornam a estrada bastante perigosa.

Desde 2015 a China investiu 46 bilhões de dólares em melhorias e reconstruções para ampliar o corredor econômico com países da Ásia Central e do sul do continente.

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