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Foto: Eduardo Macarios/Divulgação
Foto: Eduardo Macarios/Divulgação| Foto: Eduardo Macarios

Encontrar uma brecha e alcançar seu espaço no mercado de trabalho é um desafio para profissionais recém-formados em qualquer área de atuação. Em segmentos onde escritórios já bem consolidados ocupam uma fatia significativa das atividades, como é o caso da arquitetura e do urbanismo, encontrar essa vaga que vai dar o pontapé inicial na careira não é nada fácil.

Foi isso que sentiram os arquitetos Ismael Gustavo Zanardini e Thatiane Botto de Barros, sócios do Studio BaZa Arquitetura e Interiores, logo que concluíram a graduação, em 2009. A memória dos meses angustiantes até receber uma oportunidade foi o que motivou os dois na idealização do Atelier 1901.

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Uma “incubadora de arquitetos”, como vem sendo chamado, o espaço foi inaugurado em novembro de 2019 com o objetivo de dar suporte a estudantes em fase de conclusão de curso ou profissionais com até dois anos de formados.

O espaço funciona como uma espécie de coworking, onde os profissionais têm acesso a um espaço de trabalho adequado às necessidades da profissão, mas também a potenciais clientes. Conforme explica Ismael, por meio de parcerias com empresas e organizações públicas, os jovens arquitetos têm a chance de atuar em projetos de maneira prática e autônoma.

Foto: Eduardo Macarios
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“Nossa ideia é que eles tenham capacitação para além da teoria, então atuamos para captar projetos, trazer para dentro do ateliê e disponibilizar para arquitetos incubados, onde eles podem atuar com protagonismo e aprendem a atender o cliente, como cobrar, como montar um contrato, e a gente está sempre no background para dar suporte”, adianta.

Menos de dois meses desde o início das atividades, o Atelier 1901 já tem mais de 30 arquitetos e estudantes em atuação, com alguns deles já desenvolvendo projetos coletivamente.

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Igor Cortês, que está finalizando o 10º período de Arquitetura e  Urbanismo na PUCPR, é um dos profissionais incubados no local desde o começo de janeiro. Além de aprimorar os conhecimentos trabalhando com os pares, ele está participando do grupo de 12 profissionais do Atelier 1901 que vai assinar coletivamente a vitrine da loja Momenttum, em Curitiba.

“É um espaço que não segue a linha de escritório convencional de arquitetura, então a gente pode compartilhar o que pensa, discutir as ideias, as pessoas são mais autônomas; é interessante porque renova o conceito de escritório de arquitetura”.

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A arquiteta Luiza Darwich, formada pela PUCPR em 2017, também procurou o Atelier 1901 para aprimorar experiências para além da graduação. “Logo que me formei, passei pela fase em que a gente fica um pouco perdida no mercado de trabalho. Foi muito bom, porque tinha acabado de receber uma proposta de projeto de uma cliente e aí eu pude tirar muitas dúvidas, eles me auxiliam muito nisso e tem toda uma rede de fornecedores e parceiros, o que é um bom networking para quem está no começo”, diz.

Para materializar o brainstorming

Com a proposta de criar um espaço confortável e inspirador para o trabalho dos arquitetos, Thatiane e Ismael desenvolveram um projeto para a sala pensando em algo que tivesse menos “cara” de local de trabalho, com direito a espaço de descompressão.

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Sediado no 19º andar de um edifício quase centenário, no coração da Boca Maldita, o imóvel de 200 m² tem uma vista privilegiada da Praça General Osório.

Com capacidade para receber até 60 profissionais em dois turnos, o Atelier 1901 dispõe de trinta posições de trabalho, divididas em mesas compartilhadas que se integram à perspectiva de planos limpos e ambientes neutros.

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Um grande painel ao fundo, assinado pelo artista e arquiteto Rômulo Lass, reproduz em azulejos a geografia da praça em frente ao edifício construído na década de 1940. Nas paredes, obras do também artista plástico e arquiteto Erwin Zaidowicz Neto se destacam na decoração que ainda tem esculturas do catarinense Luciano Blanck.

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No projeto, os profissionais aproveitaram as características originais do imóvel, como o piso de tacos de madeira, além da preservação e conservação de acabamentos originais nas instalações sanitárias e sacada. Vigas e lajes tornam-se aparentes para uma sensação maior de amplitude. Como estratégia projetual, as intervenções nos pontos elétricos e luminotécnicos foram deixadas aparentes para salientar quais foram as interferências recentes no local.

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*Especial para HAUS.

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