Justiça libera construção da maior roda-gigante da América do Sul em Balneário Camboriú

Para os desembargadores da terceira Câmara de Direito Público do TJSC, não há nenhuma desconformidade com a legislação de zoneamento ou ambiental

Imagem: BC Big Wheel Empreendimentos/Divulgação

17/09/2019

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A Terceira Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) aprovou na manhã desta terça-feira (17) a liberação para construção da BC Big Wheel, a roda gigante de Balneário Camboriú. A decisão foi unânime por parte dos desembargadores Ricardo Roesler, Jaime Ramos e Ronei Danielli. Com a decisão, a obra está liberada para começar.

Imagem: BC Big Wheel Empreendimentos/Divulgação

Os desembargadores entenderam que não há nenhuma desconformidade com a legislação de zoneamento e até mesmo ambiental. Assim, negaram a medida cautelar proposta pelo Ministério Público (MP), que impedia o início da obra.

O empreendimento terá 65 metros de altura na Praia do Coco, entre a Praia Central e a Praia Brava, que será a maior roda-gigante da América Latina. Ao todo serão 32 cabines climatizadas, proporcionando vista panorâmica da cidade e da orla, com outras opções de lazer no local. Segundo a BC Big Wheel Empreendimentos, responsável pela roda gigante, o ingresso para o passeio deve custar até R$ 30.

O investimento previsto para a roda-gigante é de R$ 40 milhões e é uma iniciativa da empresa privada Big Wheel S.A., dos empresários Ricardo e Cícero Fiedler, e Erondi Roveda.

Imagem: BC Big Wheel Empreendimentos/Divulgação

O projeto original do parque, porém, ainda é alvo de discussão na Justiça. Desde junho, foi determinado pela juíza Adriana Lisbôa, da Vara da Fazenda Pública de Balneário Camboriú, que o parque não poderá ter trilhas ecológicas nem espaços de convivência ou mirante, como proposto inicialmente pela empresa.

Segundo o MP, uma parte do terreno é Área de Preservação Permanente (APP) e não pode sofrer interferência. Mas, de acordo com os advogados da Cavalcanti & Zenatti Advogados Associados, que representam os empresários do empreendimento, a área de APP seria transformada em uma uma reserva particular de patrimônio natural, destinada à conservação, pesquisa e estudo ambiental, com manutenção 100% custeada pela empresa.

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