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Foi revelado em live na noite desta quinta-feira (30) o projeto vencedor do novo conceito de loja física de shopping para o pós-pandemia. O projeto escolhido por um júri especializado vai abrigar a nova pop up store do LABmoda, prestigiada plataforma de divulgação da moda autoral do Brasil, no shopping Pátio Batel, que é parceiro da iniciativa em Curitiba.

O projeto vencedor que será executado no espaço de 100 m² é das arquitetas Isabelly Zucco, 22, e Loren Dias, 23, da Lotta Arquitetura, escritório incubado no Atelier 1901, que oferece oportunidades para acelerar o ingresso de jovens arquitetos no mercado. O hackathon de arquitetura para o varejo foi orientado por Ismael Zanardini e Thatiane Botto de Barros, sócios do Studio BaZa Arquitetura e Interiores, e como prêmio as duas arquitetas laureadas receberão R$ 7 mil, viabilizados pelo Pátio Batel. A loja abrirá no piso L2 do shopping e funcionará em novembro e dezembro deste ano.

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O principal diferencial da solução proposta pela dupla é que o visitante poderá fazer compras de moda autoral sem tocar em nada, se assim desejar. Tudo poderá ser feito pelo próprio celular. "Nosso projeto utiliza soluções simples e baratas, aplicadas de uma forma diferente. Além disso, foi pensado para ser um espaço adaptável às diversas necessidades de shows, palestras e de loja mesmo", conta Loren em entrevista para HAUS.

A linguagem do projeto partiu do conceito de multiverso, um termo bastante utilizado pela física que compreende diversos universos paralelos hipotéticos. "O multiverso mostra que a nossa realidade não é o único modo de vida possível. Existem várias outras formas. E essa lição serve para o conceito de loja também", explica Isabelly também em entrevista exclusiva para esta reportagem.

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Na toada da teoria física, surgiram as bolas de vinil pintadas de roxo e de diversos tamanhos, que formam o DNA principal da cenografia do espaço. O roxo também aparece nas iluminações cenográficas de shows e desfiles, bem como na pintura interna dos blocos da passarela da loja, dialogando muito bem com o branco do restante da área.

Entre as soluções, merece destaque a passarela modular de compensado, formada por blocos, que podem virar banquinhos ou serem movidos para outros lugares conforme a necessidade dos eventos. Sobre a passarela, banderolas teatrais transparentes que servem de tela para projeções e que podem ser suspensas nos momentos dos shows ou desfiles.

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Outro destaque é um móvel pivotante para receber as peças de moda autoral, que pode ficar paralelo ou perpendicular ao balcão principal da loja, dando ainda mais liberdade ao espaço.

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Na exposição das peças, diversas prateleiras suspensas de materiais transparentes, como acrílico ou policarbonato, que conseguem "brincar" de uma maneira excelente com a iluminação do projeto, e volumes rentes à parede, de MDF, que criam verdadeiros santuários para as roupas.

"São paineis paralelos à parede, onde as peças ficariam armazenadas, e só abaixariam [para o nicho de interação com o consumidor] por meio de automação, se a pessoa tiver interesse. Antes disso, a ideia é que nesse nicho vazio apareçam projeções, vídeos da marca e do autor das peças explicando suas narrativas", esclarece Isabelly "Depois de acionada, a pessoa pode tocar na roupa, se quiser. Deixamos essa opção."

Todos os mostruários terão também um QR code que levará para o e-commerce da loja, com todas as informações necessárias para compra. Tudo para evitar contatos desnecessários que possam transmitir a Covid-19.

E nos provadores, depois das pessoas experimentarem as roupas, as peças serão levadas para uma câmara de ozônio que, em até 20 minutos, consegue esterilizar todos os produtos.

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A intenção das arquitetas não foi deixar a loja com uma cara futurística, mas mostrar uma opção viável, prática e afetiva cheia de tecnologia de ponta e inovação.

Integraram o júri que escolheu o projeto o idealizador do LABmoda, Rafael Perry; a curadora do evento, Aline Bussi; o superintendente do Pátio Batel, Fernando Bonamico; o idealizador da plataforma cultural Cartel 011, Cristian Resende; o arquiteto Felipe Guerra; a arquiteta e designer de moda, fundadora da marca Reptilia, Heloisa Strobel; e os jornalistas Luan Galani, de HAUS, e Julyana Oliveira, da Casa Vogue.

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