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Beleza e cor precisam estar aliadas à impermeabilização e manutenção constante para manter a superfície sem manchas. Na foto, a arquiteta Catherine Moro usou o Nero Michelangelo – mármore negro paranaense – em projeto do Edifício 360, em São Paulo.
Beleza e cor precisam estar aliadas à impermeabilização e manutenção constante para manter a superfície sem manchas. Na foto, a arquiteta Catherine Moro usou o Nero Michelangelo – mármore negro paranaense – em projeto do Edifício 360, em São Paulo.| Foto: Nando Fischer/Divulgação

Uma bancada de mármore na cozinha é uma superfície atemporal. Não importa a cor escolhida, a pedra pode atravessar gerações na decoração da casa da família, sendo polida para manter-se brilhante ou escovada para ficar opaca. O principal segredo é impermeabilizá-la anualmente para evitar manchas e desgaste intenso. “Por ser natural, o mármore é um material que sempre pode ser restaurado”, explica Priscila Fleischfresser, diretora da Michelangelo Mármores do Brasil.

Em uma cozinha, as manchas são a principal avaria que pode acontecer com a pedra natural. O ideal é que os cozinheiros da família estejam atentos na hora de preparar as refeições para prontamente limpar respingos e eventuais pequenas poças que se formem sobre a superfície.

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“Mesmo impermeabilizado, produtos oleosos e ácidos mancham o mármore”, ensina Debora Merhy, diretora comercial da NPK Mármores. Pela sua natureza, a composição da pedra, seja ela calcítica (como o mármore Carrara) ou dolomítica (encontrada no solo paranaense), tem pontos de maior e menor porosidade, que podem fazer com que a pedra absorva os líquidos ou mude parte da coloração e superfície ao reagir com substâncias ácidas.

Uma vez impermeabilizada, a superfície sofre menos com os desastres culinários, bastando limpar com um pano ou esponja macia e detergente neutro incolor diluído em água. Assim, evitar que a pedra entre em contato direto e abundante com azeites e óleos, peixes e carnes cruas, ovos e demais produtos gordurosos também ajuda a manter as características de cor da pedra. Dos ácidos, limões, vinagres e vinhos podem causar uma reação corrosiva, ainda que discreta a princípio, mas que pode se acumular durante os anos e mudar a superfície do mármore.

O mármore italiano Travertino reveste o piso e a lateral do balcão central desta cozinha, enquanto o tampo em que se manipulam os alimentos é de pedra sinterizada Quartzstone, da NPK Mármores.
O mármore italiano Travertino reveste o piso e a lateral do balcão central desta cozinha, enquanto o tampo em que se manipulam os alimentos é de pedra sinterizada Quartzstone, da NPK Mármores.| Denilson Machado/Divulgação

Como prova de que o mármore é um material adequado para cozinhas com atividade intensa, Priscila revela que o mármore branco da Michelangelo é o material dos tampos das cozinhas do Grupo OBST, que reúne restaurantes de alta cozinha em Curitiba. A Michelangelo Mármores do Brasil trabalha com pedras extraídas de solo paranaense, nas cores branco, cinza, preto e bordô. As jazidas no Paraná são de mármore dolomítico, uma composição geológica com magnésio que confere mais dureza à rocha. Por ser menos porosa, sofre menos desgaste por atrito, mas isso não a impede de manchar. O metro quadrado dos mármores paranaenses da Michelangelo vai de R$ 600 a R$ 1.200; enquanto o metro quadrado do mármore importado da NPK Mármores parte de R$ 850.

“O uso do mármore na bancada na cozinha tem mais a ver com os hábitos de cada um do que com a usabilidade em si. Por exemplo: os europeus admiram o aspecto do mármore com marcas após anos de uso”, comenta Debora. “Todo produto, natural ou artificial, requer cuidado, seja madeira, cerâmica, mármore. Cada um vai precisar de uma manutenção específica”, define Priscila.

Opção tecnológica

A NPK Mármores tem mais de 50 tipos de pedra natural importada em seu catálogo, e quantidade similar para a pedra sinterizada, também chamada de tecnológica. Esse material é feito a partir da compactação de matérias-primas naturais sob alta temperatura, resultando em uma superfície mais resistente a manchas, calor e atrito que a pedra natural.

“Pela resistência, os arquitetos têm preferido usar esse material tecnológico para a parte de manipulação de alimentos nas bancadas de cozinha e área gourmet e a pedra natural para revestir o restante da cozinha”, comenta Debora. Nas opções de cores e padrões da Atlas Plan, marca italiana com a qual a NPK trabalha, as pedras sinterizadas vêm em cores coordenadas com as tonalidades encontradas nos mármores naturais. O metro quadrado da linha NPK Tech custa a partir de R$ 1.500.

Cuidados com o mármore natural

  • Impermeabilize a superfície uma vez por ano. Esse processo leva em torno de duas horas e pode ser feito sozinho ou contratando serviços específicos de polimento e limpeza para pedras naturais.
  • Limpe a superfície com um pano ou esponja macia úmidos, usando detergente neutro (de preferência sem cor e diluído em um pouco de água) e fazendo movimentos suaves. Para tirar a espuma, usar uma mistura de água e álcool para limpeza ou um produto específico para limpeza de mármore.
  • Não use materiais abrasivos, como escovas, palhas de aço ou esponja áspera, nem produtos químicos.
  • Não use cera: o brilho da pedra é natural quando ela é polida adequadamente. Há também a opção de acabamento sem brilho, chamado de levigado, ou ainda o escovado, também sem brilho. Ambos são feitos com maquinário específico para polimento da pedra.
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