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Uma reflexão sobre espaços de convivência integrativos, nutritivos e potencialmente criativos| Foto: Ilustração: André Mendes

Diante de tantos desafios globais que temos passado, é comum sentir um enorme desejo de fazer a nossa parte para melhorar a grande casa planetária. Mas mesmo não conseguindo realizar grandes feitos para a humanidade, podemos aprimorar nosso pequeno mundo particular a cada dia.

É possível aumentar a nossa qualidade de vida através de uma atenção bem aplicada para as convivências em nossos espaços de relacionamento interpessoais. Somos capazes de aprimorar nossa conexão com as pessoas mais próximas através de uma comunicação mais efetiva, positiva e adequada. De forma gentil, a gente pode fazer e refazer acordos sobre questões importantes que nos afetam mutuamente, sinalizando com clareza nossos limites e ajudando o outro a entender nossas fronteiras. Assim, com nosso canal de comunicação em mais sintonia, abrimos um campo de vínculo mais integrativo.

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Em uma relação saudável, podemos nos sentir mais potentes de maneira individual e ajudar o parceiro a conquistar para si o que alimenta sua autoestima. Promover juntos pequenas celebrações a cada etapa de conquistas, mesmo as individuais, fortalece nossa sinergia. Desfrutar de 15 minutos juntos em uma atividade recreativa, bem conectados, pode nos abastecer de afeto para as próximas horas que seguem. Quando a convivência nutre o bem-estar pode ser contagiante. Contudo, vale a pena lembrar que o ideal de convivência não existe, mas existe a forma como cada um performa para torná-la mais agradável.

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A ilustração assinada por André Mendes foi feita especialmente para a veiculação deste artigo de opinião| Ilustração: André Mendes

Nosso pequeno mundo pode ser, além de mais colaborativo e nutritivo, potencialmente criativo para todos. Os espaços físicos voltados para o ócio criativo em conjunto podem virar campos de expansão da imaginação. Pode ser um cantinho em uma sala com uma caixa cheia de materiais de papelaria, massinha e pequenos objetos inusitados. O importante é que seja bem evidente que ali é para abrir nossos horizontes e exercitar nossa criatividade.

A cozinha pode ser um lugar para ampliar vários sentidos quando nos permitimos explorar os elementos de formas variadas, como brincar de adivinhar aromas, criar receitas monocromáticas ou o mais colorido possível. No escritório podemos ter um caderno especial e coletivo para trocar desenhos ou recados divertidos e inusitados. Às vezes, podemos subverter a sala de TV para sala de contemplação musical, e ainda registrar seleções das nossas favoritas para no futuro escutá-las novamente e viajar no tempo. Para renovar as energias, podemos, no meio do dia, afastar alguns móveis do lugar e dançar. Entre nós, com pequenos gestos, podemos plantar fortes sementes em um terreno afável, e seguir cultivando uma generosa atmosfera interna até que transborde para o grande mundo afora.

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*Priscyla Alma é psicóloga, consultora e produtora de experiências. Coautora do livro-atividade “Vamos fazer juntos”. Pesquisa o impacto de ambientes relacionais criativos, acolhedores e integrativos para o desenvolvimento das potencialidades na infância. Promove soluções para o bem-estar coletivo nas relações afetivas.

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**André Mendes é artista visual nascido em Curitiba. Sua pesquisa e produção são voltadas para desenho, pintura, escultura, instalações e intervenções espaciais. André trabalha em projetos como artista, muralista e arte educador promovendo a prática criativa, encontros e experiências entre técnicas e linguagens.

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