Nova casa dos Jetsons? Arquitetos querem construir mega prédio em asteroide

A ideia maluca de pendurar um edifício a 30 km de altitude é do estúdio de Nova York Clouds Architecture Office

Imagens: Clouds Architecture Office/Divulgação

por HAUS

20/02/2018

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Até o desenho animado “The Jetsons”, que se passava em um futuro distante no espaço, perde em ousadia para o projeto de um mega edifício pendurado a mais de 30 quilômetros de altitude em um asteroide na órbita da Terra. A ideia maluca é dos arquitetos japoneses e norte-americanos do estúdio de Nova York Clouds Architecture Office. A vista e a experiência não encontrariam paralelo, mas imagine a aventura que não seria sair e voltar para casa?

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O conceito meramente especulativo se baseou em planos de agências espaciais e empresas privadas para capturar asteroides e trazê-los para perto da Terra, a fim de serem explorados em um futuro próximo. A Agência Espacial Europeia já provou em 2015 ser possível encontrar e aterrissar em asteroides. E em 2021 a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa, na sigla em inglês) já programou uma missão para verificar a viabilidade de captura e relocação de asteroides.

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O edifício, batizado de Analemma, foi pensado para ser construído sobre Dubai, nos Emirados Árabes. Ele contaria com unidades residenciais, espaços comerciais e áreas de lazer.

A torre seria colocada em órbita geossíncrona, o que significa que seu período de rotação seria exatamente igual ao período de rotação da Terra. Geralmente, essas órbitas são reversas à linha do Equador, formam com ela um ângulo conhecido como “inclinação da órbita”, e os objetos que se encontram nesse tipo de órbita passam metade do tempo no Hemisfério Norte e metade no Sul.

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Assim, para um observador na superfície da Terra, o prédio voltaria à posição inicial depois de aproximadamente 23 horas, 56 minutos e 4 segundos. Além disso, conforme explicaram os arquitetos, a torre viajaria sobre o Hemisfério Norte e Sul ao longo do dia, traçando um imenso “8” na superfície, como se fosse um pêndulo gigante.

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Mas o projeto ainda não é perfeito. A 30 mil metros, estaríamos expostos a temperaturas congelantes, alcançando os -40ºC, sem falar que nesta altitude estaríamos na estratosfera, onde não seríamos capazes de respirar sem  uso de trazes pressurizados.

E aí, de qual lado da mesa de apostas você está? O projeto um dia certamente será implementado ou é apenas “viagem” dos arquitetos?

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