Os 5 arranha-céus em construção que mudaram o conceito de “alto” e passam dos 300 metros

Edifícios de madeira, torcidos, com uma ou duas torres. A moda é inovar nas tecnologias e na sustentabilidade - e quanto mais alto melhor!

Foto: Divulgação

por Luciane Belin

11/09/2018

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Inovações tecnológicas, inovações em sustentabilidade, ousadia nas linhas de design e nos materiais escolhidos, além — é claro — da altura, marcam os projetos de alguns arranha-céus que estão em construção em diferentes cidades da Europa, Ásia e África.

Em comum, no entanto, eles têm a ambição de se tornarem os mais altos do mundo, de forma que eles praticamente redefinem o conceito de super alto. Todos ultrapassam os 300 metros de altura e alcançam a marca de pelo menos 70 andares, mas nenhum deles é simplesmente um prédio.

>>>> Por dentro da casa em Miami que foi da arquiteta Zaha Hadid

Veja quais são os cinco projetos que, nos próximos anos, devem figurar entre os arranha-céus mais altos do mundo.

W350 Project, no Japão

Foto: Divulgação

Com 350 metros de altura, o projeto da Sumitomo Forestry Co. e Nikken Sekkei chega para fazer coro a uma das mais fortes tendências quando o assunto é arranha-céu: a construção em madeira.

O W350 Project, no entanto, tem o diferencial de ser mais do que apenas um edifício: ele quer ser um dos mais altos do mundo e chega para superar projetos semelhantes como a norte-americana River Beech Tower, de Chicago, que está sendo construída pelas empresas Perkins e Will, e a Oakwood Tower, da PLP Architecture, que fica em Londres, na Inglaterra.

Green Spine, na Austrália

Foto: Divulgação

Ele ainda não existe, mas, quando existir, deverá ser o edifício mais alto de toda a Austrália. O Green Spine é um projeto de duas empresas, o UNStudio e a Cox Architecture, que venceu o concurso voltado a propostas de revitalização do Distrito de Southbank, na cidade de Melbourne.

Deixando para trás alguns dos escritórios mais renomados do país, a UNStudio e a Cox Architecture elaboraram um projeto para a construção de duas torres torcidas que custará R$ 8 bilhões. Repleto de inovações em design e arquitetura, o Green Spine foi projetado pensando em conectividade, já que seu formato propõe o uso misto.

Totalmente integrado com a estrutura existente em Melbourne de espaços culturais, de entretenimento, de lazer e comerciais, o Green Spine é descrito como uma rede vertical de plataformas, terraços e varandas. Entre as estruturas que ele deve abrigar está o futuro Jardim Botânico da cidade.

Aguardando sinal verde das instituições governamentais, o Green Spine terá 252,2 metros em uma das torres e 356,2 em outra.

Edifício de Sergey Skuratov Architects, na Rússia

Foto: Divulgação

Desde o início da corrida espacial, os russos estão dispostos a alcançar os céus – e isso não é diferente quando eles estão com os pés – ou melhor, as estruturas – no chão. Já autorizado pelo governo do país, um edifício ainda não nomeado tem previsão para ter suas obras iniciadas em 2018, com condução da Sergey Skuratov Architects.

Localizada no distrito comercial da cidade de Moscou, a torre terá 404 metros e abrigará um complexo residencial multifuncional com 109 andares.

O novo arranha-céu quebrará o recorde atual de altura de um edifício em Moscou, estabelecido pela Federation Tower de 373 metros de altura.

Lakhta Center, na Rússia

Foto: Wikimedia Commons

Com conclusão prevista para este ano, o edifício principal do Lakhta Center terá 462 metros e, finalizado, será o edifício mais alto da Europa. Isso porque, embora seja uma construção russa, ele está localizado na cidade de São Petersburgo, que fica na porção europeia do país.

Conduzido pela RMJM, o arranha-céu será também o segundo mais alto do mundo na categoria “torcidos”, atrás apenas da chinesa Shanghai Tower.

Em construção desde 2012, o Lakhta Center é dono de uma série de recordes. Foi lá, por exemplo, que se deu a maior concretagem contínua do mundo, que começou em 1º de março de 2015 e terminou apenas em outubro de 2016.

Suas estacas são as mais largas do mundo, com dois metros de diâmetro, e ele detém também a maior superfície de fachadas de vidro formado a frio: 130 mil metros quadrados.

Nile Tower, no Egito

Foto: Divulgação

Uma estrutura integrada de apartamentos residenciais e hotel que totaliza 120 mil metros quadrados marca o Nile Tower, o prédio que tem como proposta ser o mais alto da África.

A construção, anunciada há mais de uma década, foi retomada agora pela Zaha Hadid Architects.
Com 70 andares, o Nile Tower ficará no centro de Cairo, capital do Egito, realmente na região do Rio Nilo, com vista para o próprio rio e para as pirâmides.

Seu design foi planejado para que ele crie um aspecto de uma torre gigante que parece girar e inclinar-se sobre a água em seu lado oeste. Essa sensação de movimento é ainda mais acentuada por fortes diagonais e pela contínua praça de vidro no seu pé.

Com informações do ArchDaily Brasil.

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