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Projeto brasileiro de hotel sustentável é destaque na Bienal de Veneza
| Foto: Divulgação/Atelier Marko Brajovic

A floresta amazônica é um desses destinos que instiga a imaginação e o desejo de aventureiros e turistas. E no que depender do arquiteto Marko Brajovic, ele será ainda mais atraente aos olhos dos brasileiros e do mundo. O atelier que leva o seu nome representa o Brasil na 17ª Bienal de Arquitetura Veneza com nove projetos de comunicação, educação e arquitetura, sendo um deles o do Mirante do Madadá, complexo turístico que propõe uma imersão na floresta e na sua biodiversidade, tendo como foco a sustentabilidade.

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Baseado em elementos naturais e culturais da região, o projeto tira partido da topografia do terreno, localizado às margens do Rio Negro, na distribuição das estruturas independentes que compõem o complexo, todas interligadas por passarelas elevadas. Isso faz com que a ocupação do espaço se dê de forma orgânica e potencializa a imersão e o desfrute da natureza local.

Projeto será construído às margens do Rio Negro.
Projeto será construído às margens do Rio Negro. | Divulgação/Atelier Marko Brajovic

Entre essas estruturas estão a Casa Coletiva, área onde estão concentrados os espaços sociais do complexo (recepção, serviços, bar, restaurante, serviços e piscina de borda infinita) e que, aberta na frente e fundo, permite a observação da mata e também do nascer do sol no Mirante do Madadá.

Módulos biomimetizados imitam sementes e abrigam os dormitórios.
Módulos biomimetizados imitam sementes e abrigam os dormitórios. | Divulgação/Atelier Marko Brajovic

Já as "sementes" -- módulos que abrigam os quartos -- estão dispostos pelo percurso e apresentam forma que mimetiza as sementes encontradas no rio. No total, são 12 acomodações, com projeto de interiores assinado pela arquiteta Marília Pellegrini.

Interiores têm projeto limpo e confortável.
Interiores têm projeto limpo e confortável. | Divulgação/Atelier Marko Brajovic

"'Im-plantar' um novo artefacto humano na floresta precisa ser de forma gentil e sutil, criando uma nova relação simbiótica. O gesto simbólico e morfológico desse projeto, igualmente como a própria palavra sugere, é o de 'plantar sementes'. As sementes condensam toda a força e informação de uma futura planta. Igualmente, elas simbolizam a prosperidade da vida e a magia da germinação no momento certo", descreve o arquiteto em mensagem publicada em seu perfil em uma rede social.

O ponto mais distante do complexo foi batizado como a Casa de Cura. Inspirado na flor vitória-régia, o local é destinado às práticas de yoga, aos encontros com representantes indígenas da região ou à realização de massagens e banhos ayurvédicos.

Afastada na mata, a Casa de Cura tem forma inspirada na flor vitória-régia.
Afastada na mata, a Casa de Cura tem forma inspirada na flor vitória-régia. | Divulgação/Atelier Marko Brajovic

Todo o projeto foi desenvolvido tendo como foco o turismo de base comunitária e o desenvolvimento sustentável e sócio-econômico da região amazônica e pode ser conhecido, juntamente com os demais assinados pelo Atelier Marko Brajovic, na exposição "Amphibious – vivendo entre a água e a terra na Amazônia”. A mostra está em exibição no Pavilhão Central (Giardini) da Bienal de Arquitetura de Veneza, que segue até o próximo dia 21 de novembro.

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