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Reforma transforma edifício de 1970 em “coisa de outro mundo”

Retrofit do arquiteto Giuliano Marchiorato muda a cara da rua a partir da mistura de elementos brutalistas e das cores à la Luis Barragán

Antes e depois do retrofit conduzido por Giuliano Marchiorato no Edifício Jupter na Rua General Carneiro. Fotos: Eduardo Macarios/Divulgação

por Luan Galani

03/10/2016

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Os proprietários do Edifício Jupter foram claros: queriam “algo de outro mundo”. E foi o que o arquiteto Giuliano Marchiorato fez com o retrofit do edifício de mil metros quadrados da Rua General Carneiro, entre a Nilo Cairo e a Comendador Macedo, no Centro de Curitiba.

Giuliano Marchiorato Arquiteto

Fotos: Eduardo Macarios/Divulgação

Rodeado por edifícios das décadas de 1970 e 1980, o prédio estreito grita na paisagem por sua arquitetura contemporânea e singular.

“As diferentes tipologias das construções deixam a cidade mais viva. Acreditamos nisso”, pontua Marchiorato. “O foco foi criar uma arquitetura que atraia as pessoas, consequentemente gerando mais segurança e acabando com o vazio urbano.”

Giuliano Marchiorato Arquiteto

Fotos: Eduardo Macarios/Divulgação

Na prática, essa intenção foi traduzida para uma fachada de vidro, que permite quem está passando pela rua ver tudo que acontece no interior do edifício, tanto de dia como de noite.

Os contêineres são elementos meramente estéticos, sem qualquer função estrutural, mas fazem toda a diferença, conferindo um toque urbano, jovem e superoriginal.

Inspirado nas obras vibrantes do arquiteto mexicano Luis Barragán, Marchiorato pintou os contêineres com tinta fluorescente, fazendo com que se destaquem à noite. Mais um motivo para a construção ter virado referência na rua.

Giuliano Marchiorato Arquiteto

Fotos: Eduardo Macarios/Divulgação

No interior, a preferência foi por uma releitura do brutalismo, com alternativas modernas e aparentes, fazendo com que a obra custasse menos e tenha uma identidade arquitetônica mais rica e muito mais brasileira.

Giuliano Marchiorato Arquiteto

Fotos: Eduardo Macarios/Divulgação

Na parte de trás do edifício, o arquiteto criou o que chama de “praia urbana”, um espaço de convivência, descanso e descontração. O piso é alaranjado e aproveita a estrutura do prédio a seu favor, usando as vigas invertidas do andar inferior como bancos.

Giuliano Marchiorato Arquiteto

Fotos: Eduardo Macarios/Divulgação

Giuliano Marchiorato Arquiteto

Fotos: Eduardo Macarios/Divulgação

O subsolo vai receber um espaço que irá fabricar peças em 3D, instigando a inovação e criatividade do segmento. Já o primeiro andar contemplará uma área para uma cafeteria, espaços de coworking e vestiários, com cerâmicas metrô e bancadas de Corian com linhas coloridas – diferentes em cada andar.

Giuliano Marchiorato Arquiteto

Fotos: Eduardo Macarios/Divulgação

Giuliano Marchiorato Arquiteto

Fotos: Eduardo Macarios/Divulgação

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