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Siga o roteiro e desvende a Curitiba modernista

  • PorMariana Domakoski*
  • 26/07/2016 17:00
Na montagem, a sede da Emater, o prédio Brasilino Moura e a vista lateral do Teatro Guaíra
Na montagem, a sede da Emater, o prédio Brasilino Moura e a vista lateral do Teatro Guaíra| Foto:

Quando chegou a Curitiba em 1977 para morar, o fotógrafo Washington Takeuchi, então com 12 anos, adorou tudo: “Prédio, elevador, cachorro-quente”. Nascido em Mandaguari, no norte do estado, ele não  imaginava que a admiração inicial duraria para sempre.

Quase 40 anos depois, ele se prepara para o lançamento do livro Circulando pela Arquitetura Modernista de Curitiba, nesta sexta-feira (29). A ideia veio durante uma exposição de fotos de edifícios modernistas da capital, com imagens que Takeuchi posta desde 2009 no blog Circulando por Curitiba.

Siga o roteiro e desvende a Curitiba modernista

O olhar foi se aprimorando já nos primeiros anos, quando morou no edifício Asa, na Praça Osório. De lá, aproveitava para visitar a tia, que morava na Santos Andrade, e observar de ponta a ponta o calçadão da Rua XV. “Fiquei íntimo da cidade.”

Os edifícios e as casas modernistas viraram um caso de amor. Segundo ele, uma curta caminhada pelo centro revela exemplares do estilo universal que se consagrou no Brasil por volta da década de 1940 e, no Paraná, na década de 1950, com suas linhas racionais. Começando pelas redondezas da Praça Osório, Curitiba já traz três, de cara: o edifício Itália, o Provedor André de Barros e o Gemini.

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Seguindo pela Rua XV, o prédio Brasilino Moura (famoso “balança, mas não cai “) e a Biblioteca Pública do Paraná aumentam o repertório. Na Praça Tiradentes, os edifícios Eduardo VII e Nossa Senhora da Luz. Depois, o Teatro Guaíra, o edifício Alvorada e, na Rua XV, a Reitoria da Universidade Federal do Paraná. No Centro Cívico, a “maior aglomeração de modernismo por metro quadrado”.

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Para os admiradores da cidade e do modernismo como ele, Curitiba é mesmo um prato cheio, seja pela demonstração precoce já na década de 1930, com a casa sem telhado de Frederico Kirchgässner, ou pela criação do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFPR em plena ebulição do modernismo por aqui, em 1962. A capital tem exemplares de todas as fases do estilo no Brasil, como explica o arquiteto Key Imaguire Júnior.

O Palácio Iguaçu e o conjunto da Reitoria da UFPR dão forma à arquitetura à Le Corbusier. O edifício da Caixa Econômica Federal da Praça Carlos Gomes exemplifica o modernismo mais oficial, que seguia à risca o padrão internacional totalmente limpo. Os prédios da Secretaria de Estado de Segurança Pública e do Ministério Público fazem jus ao estilo Bauhaus, com ferro e vidro ganhando mais destaque do que o concreto.

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O Museu Oscar Niemeyer edifica a assinatura do arquiteto, que enche de curvas a racionalidade modernista. “Só Niemeyer faz uma arquitetura como a dele”, afirma Key. Segundo ele, mesmo depois de mais de 70 anos da  sua consolidação no Brasil, o modernismo ainda é relevante pela quebra que significou. “Em uma época eclética, de revisitação histórica, o modernismo posicionou a arquitetura ao lado do tempo, tornando-a atual”, explica.

SERVIÇO

Lançamento do livro Circulando pela Arquitetura Modernista de Curitiba, de Washington Takeuchi, dia 29 de julho, às 19 horas, na escola de dança Danza Mais, Rua General Carneiro, 937.

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*Especial para a Gazeta do Povo

 

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