A história da sala de estar em 500 anos: qual seu estilo favorito?

Veja as referências que mais lhe agradam e comece por aí a criação ou reforma da decoração do seu living

Living decorado com a linguagem do Art Nouveau. Imagens: Home Advisor/Reprodução

por Gazeta do Povo

29/10/2019

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A sala de estar ainda é a rainha da casa. E ela é muito mais do que apenas um lugar para sentar. Sóbrio ou vibrante, o living é uma expressão de como você e sua família são. E a maneira como encaramos esse espaço de permanência que abraça igualmente convidados e moradores é moldada desde o Egito Antigo.

O portal de serviços Home Advisor, dos Estados Unidos, criou diversos ambientes que mostram como a sala de estar mudou ao longo dos últimos 500 anos, desde a Renascença nos séculos 15 e 16.

Veja que referências mais lhe agradam e comece por aí a criação ou reforma do seu living!

Renascença (1400-1600)

As artes renasceram durante a Renascença, e sofreram uma influência forte de elementos árabes e asiáticos, e especial atenção à simetria e geometria, que viraram dogmas dos interiores europeus.

Durante o período é que surgiu o hoje tradicional formato de pequeno palazzo, com colunas e sacadas. Destaque para o tapete turco, que começou a ser tecido na Turquia no século 14 e se tornou bastante comum em projetos de interiores e pinturas da época.

Barroco (1590-1725)

Esse é o período de uma arquitetura mais opulenta e elaborada, que começou com a Igreja Católica e suas construções, em tentativas de impressionar as pessoas e mostrar seu poder e riqueza. Por isso os detalhes dourados em mobiliários do estilo Luís 14 e no chandelier.

Materiais tidos exóticos para a época, como marfim, madeiras tropicais e mármores, viram seus dias de ouro. A paleta de cores torna-se mais dramática e sensual. O papel da luz era exagerado e pensado para criar sensos de movimento e monumentalidade.

Rococó (1700)

Ao fim do Barroco, o Rococó, derivado da palavra francesa rocaille, que significa ornamento de concha, tornou-se famoso durante três décadas, simultaneamente durante o reinado de Luís 15. O estilo é mais leve, apesar de ser mais detalhado.

Motivos de flores e conchas, bem mais lúdicos, são típicos do estilo. Bem como os pés no estilo cabriolet, que esbanjam elegância. Encontros sociais no espaço tornam-se mais comuns durante este momento, quando o estilo adotado queria demonstrar riqueza, poder e gosto pessoal de seus moradores sem exageros.

Neoclássico (1780-1880)

A redescoberta de Pompeia contribuiu para novos entendimentos e interpretações das arquiteturas gregas e romanas. Isso inspirou o movimento por uma decoração mais refinada e atemporal, livre de pomposidades e das temporalidades do Barroco. Repare nas linhas mais retas e lógicas (vide a lareira e as luminárias), e na paleta serena.

Arts and Crafts (1860-1910)

O movimento começou na Inglaterra como uma reação à mecanização da criatividade e às injustiças social e econômica da era industrial. Mais do que um estilo, era um abordagem que valorizava o trabalho artesanal e a responsabilidade do design.

Porém, o movimento deu vida a uma estética de simplicidade, qualidade de material e conexão com a natureza. A principal expressão são os trabalhos na madeira, que se espalharam pelos Estados Unidos graças às revistas da época.

Modernismo (1880-1940)

O novo movimento é tanto um estilo quanto uma filosofia que utilizou os materiais mais tecnológicos da época para criar peças confortáveis, funcionais e democráticas, que todos pudessem comprar. A beleza era um bônus.

A linguagem inspirou gerações de designers. A mesa do ambiente, por exemplo, é do japonês Isamu Noguchi e consiste em um tampo de vidro e dois pés de madeira idênticos.

Art Nouveau (1890-1920)

Neste movimento designers juntaram artesanalidade com novas técnicas industriais. Móveis e objetos decorativos voltaram a ser mais extravagantes, apesar de modernos, exibindo formas orgânicas e bastante influência da arte japonesa, a qual os europeus viam pela primeira vez. A natureza, suas formas e cores, é a principal inspiração.

Bauhaus (1919-1934)

A Bauhaus foi um movimento e também uma escola alemã de arte e arquitetura que, apesar de apenas 14 anos de existência, até hoje influencia o mundo. Considerada um ramo radical do modernismo, Bauhaus focava no artesanal, no experimental, na função, na honestidade dos materiais para o novo mundo pós Primeira Guerra Mundial.

Destaque para cores primárias, formas geométricas simples, móveis tubulares com o mínimo de material.

Art Deco (1920-1960)

Se Bauhaus e o Modernismo representam o avanço do utilitarismo do século 20, o Art Deco é a celebração do glamour. Designers de interiores focaram nas geometrias e no movimento, símbolos de culturas antigas, e o renascimento da natureza. E sem medo de juntar tudo isso no mesmo ambiente.

Foco especial na madeira laqueada, no aço inox, no alumínio, no vidro, no couro e nas joias. Cores ousadas e contrastes fortes completam o estilo.

Moderno Mid-Century (1930-)

O mid-century surge como um modernismo mais soft e suburbano, integrando diversos elementos naturais. O usa das cores se torna mais livre — combinando tons neutros e outros mais saturados — e alguns elementos rústicos entram em cena, graças à influência do mobiliário brasileiro e escandinavo.

Pós-Moderno (1978-)

O design pós-moderno tem suas raízes do surrealismo de Salvador Dalí e Marcel Duchamp ao Pop Art de Andy Warhol. Tudo foi misturado em 1980 quando os designers quiseram se livrar das amarras do funcionalismo, e valorizar a estética e o senso de humor.

Na era pós-moderna, cada peça é uma peça que fala por si mesma — seja pela forma, cor, material, funcionalidade ou todas as opções juntas, em uma celebração do materialismo.

Contemporâneo (1980-)

A sala de estar de hoje empresta as linhas limpas do modernismo e a atmosfera leve (quase outdoor) do moderno mid-century. O design de interiores volta a fazer referência a Bauhaus, valorizando a honestidade dos materiais e deixando-os à mostra. Porém, cada vez mais os materiais e formas ganham novas características industriais como nas eras passadas.

Pisos e paredes simples, espaço para arte — para evitar a sensação de vazio no ambiente e potencializar a personalidade do morador –, uso luminárias centrais.

Clique aqui para acessar a lista detalhada de referências para a criação dessa linha do tempo.

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