Após reforma polêmica, governo de São Paulo diz que acervo histórico foi preservado

Após repercussão das obras realizadas no Palácio dos Bandeirantes, gestão Doria garante preservação, mas não justifica escolhas da mudança do estilo de decoração das alas

Foto: Reprodução/Facebook

por Sharon Abdalla

28/03/2019

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Após a repercussão que a reforma recente de alas do Palácio dos Bandeirantes alcançou nas redes sociais, especialmente devido a pintura de móveis e paredes em tons de cinza e preto, ao contrário dos de madeira que predominavam no local e remetiam à história da edificação, o governo de São Paulo se manifestou dizendo que o acervo histórico da sede do poder executivo paulista foi preservado.

Foto: Reprodução/Twitter

“Os poucos móveis que foram pintados são móveis de estilo, e não de época. Todo o patrimônio original, autêntico da época, tanto colonial como posterior a isso, estão conservados e preservados como patrimônio público paulista”, afirma Ana Cristina Barreto de Carvalho, presidente do Conselho Consultivo e Curadora do Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo, em nota publicada na noite desta quarta-feira (27). O mesmo ela comenta no vídeo institucional abaixo, encaminhado à reportagem de HAUS pela assessoria de imprensa do governo paulista.

Questionada sobre a motivação da reforma e a justificativa para a mudança no padrão da decoração dos ambientes, a assessoria limitou-se a dizer que “a decisão de investir na manutenção foi tomada após uma vistoria técnica da área administrativa que constatou infiltrações, rachaduras de paredes, presença de cupins na madeira e deterioração do piso” dos espaços. E acrescentou que ela “prevê, na sua essência, a pintura de portas, paredes e pequenas adequações, como [a instalação de] parede de drywall”.

Ainda de acordo com a assessoria, não há um decorador responsável pela reforma, sendo a conservação feita pela “empresa contratada para realizar as manutenções de rotina do prédio”, com orçamento de R$ 9,5 milhões por ano “elaborado pela gestão anterior. Questionada sobre a participação da decoradora Joia Bergamo na reforma, a comunicação do governo de São Paulo disse que ela não foi contratada para tanto, mas que a profissional é amiga pessoal do governador João Doria. Desta forma, teria prestado uma espécie de consultoria no processo.

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