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Iluminação, conforto dos assentos e detalhes de decoração que vão deixar sua "sala de tevê" em um local mais agradável. Foto: Foto: G. Pussi / Divulgação
Iluminação, conforto dos assentos e detalhes de decoração que vão deixar sua "sala de tevê" em um local mais agradável. Foto: Foto: G. Pussi / Divulgação | Foto: G. Pucci

*Originalmente publicado em 12/09/2018.

Experiência é a palavra-chave quando o assunto é cinema e, para que ela seja bem-sucedida, a ambientação é quase tão importante quanto o filme em si. Por exemplo, você já tentou curtir uma película com alguém conversando na poltrona de trás? Ou passando frio ou calor dentro da sala?

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Para ver o filme em casa não é diferente e quem é fã de uma boa história contada nas telonas e telinhas pode seguir algumas dicas na hora de planejar sua própria sala de cinema no conforto do lar.

Arquitetos e decoradores dispõem de uma série de truques e dicas que permitem aliar elegância e funcionalidade na elaboração de um verdadeiro home theater.

Haus conversou com alguns arquitetos e separou soluções de arquitetura que colaboram para colocar a experiência cinematográfica ao alcance do seu controle-remoto, ilustradas por alguns projetos que incorporam as dicas.

Iluminação

Aproveitar a luz natural é sempre uma boa ideia para uma residência. Ou quase. Quando você está tentando ver TV e o reflexo da janela interfere na imagem, toda a experiência fica comprometida. É por isso que o ambiente ideal para explorar as cores e nuances da imagem apresenta na tela é aquele que oferece a possibilidade de exercer controle sobre a luz.

Neste projeto do arquiteto Pietro Terlizzi, o loft Faria Lima, a janela era um grande desafio do espaço.

Foto: G. Pussi.
Foto: G. Pussi. | G. Pucci

“O apartamento tem 76m² e a varanda ocupava uma parcela considerável do espaço. Então optamos por remover as esquadrias que dividiam os cômodos e agora a sala ocupa quase dois terços da área total. Isso faz com que uma parede seja inteira de vidro, com 12 metros de varanda que foram envidraçados”. Toda essa iluminação é retida usando blackouts que podem ser fechados na hora de assistir.

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Como o ambiente funciona como sala de cinema, mas também como sala de estar, o arquiteto utilizou o recurso dos múltiplos circuitos de iluminação, o que permite variar a luz de acordo com o objetivo do momento. “O cômodo utiliza sancas, spots e luz interna nos nichos da estante e nos trilhos do teto, com mais de dez circuitos somente na sala, para que o cliente possa ativar apenas as os pontos que preferir”, sugere Terlizzi. Até mesmo o pilar falso no meio da sala, construído para ocultar uma estrutura de escoamento de água do prédio, também foi transformado em uma luminária.

Imagem e som

O projeto do Loft Faria Lima tem também como diferencial tecnologias que são o sonho de consumo de muita gente: são 75 polegadas e home theater com som surround – um sistema que permite utilizar alto-falantes em pontos estratégicos ao redor da sala, criando a sensação de perspectiva ou de que o som está vindo dos lados e de trás.

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É neste sentido que seguem as sugestões dos arquitetos com relação à imagem e ao som: telas que conversem com o ambiente. “Neste projeto, inserimos alto falantes embutidos no teto, para criar a sensação do cliente de que ele está dentro do filme”, justifica Terlizzi.

A arquiteta Karina Korn também emprega este conceito em dois dos seus projetos. No primeiro deles, o apartamento Perdizes, a estrutura de sonorização, assim como a de luz, é embutida no teto. Isto, aliado ao isolamento acústico da sala, transforma o cômodo todo no mais próximo do que uma sala de casa pode chegar de um cinema privativo.

Fotos: Eduardo Pozella
Fotos: Eduardo Pozella

Junto a isso, a arquiteta utilizou uma TV de tela curva com 80 polegadas, um tipo de equipamento que reduz a distorção na hora de fruir as imagens e diminui também a interferência de qualquer tipo de iluminação.

Fotos: Eduardo Pozella
Fotos: Eduardo Pozella

O outro projeto sugerido pela arquiteta, o apartamento Higienópolis, por sua vez, incorpora um conceito diferente de tela: uma composição de TV e projetor. “Esta sala tem quase 30m² e é utilizada como ambiente de convívio social, como sala de estar, e como home theater por uma família de cinco pessoas – um casal e três filhos. Quando querem assistir programas rotineiros na TV, como jogos de futebol, eles utilizam a TV. Quando querem fazer um programa de cinema e ver um filme, eles têm a opção do projetor, então é uma sala bastante funcional”, justifica.

Projeto Higienópolis, na versão TV. Foto: Divulgação
Projeto Higienópolis, na versão TV. Foto: Divulgação

Aconchego

A palavra-chave para desfrutar de um bom filme ou da sua série favorita em casa é o conforto – e não tem conforto se um bom sofá. Em seus projetos, as arquitetas Daniele Okuhara e Beatriz Ottaiano priorizam aqueles com espumas confortáveis e que permitam que o usuário se esparrame à vontade.

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Na sala do projeto Campo Mais do Belo, por exemplo, que elaboraram com colaboração de Karin Ikuno, mesmo com um espaço estreito, em que era difícil incluir um sofá com dimensão confortável, elas priorizaram este móvel em detrimento de outros.

Foto: Mariana Orsi
Foto: Mariana Orsi

“Quisemos tirar proveito do formato da sala e fazer área de assento em toda a extensão da parede. Criamos um nicho embutido em um painel de laca branca que acompanha a estrutura do sofá para dar continuidade visual para a sala”, explica Daniele.

Foto: Mariana Orsi
Foto: Mariana Orsi

Com 71 m², este projeto tinha o desafio de aproveitar muito bem cada espaço, então além do nicho na parede, as arquitetas criaram ainda uma integração entre a sala e a cozinha, o que permite que os moradores da casa consigam visualizar a cozinha através dos nichos que estão em torno da TV, trazendo versatilidade ao espaço e facilitando a comunicação.

Este desafio elas não encontraram em uma outra sala que projetaram, a do apartamento que chamam de De Quatro Para Dois. Com 160 m², a casa tem uma sala de 35m², graças à união da varanda com a sala original – dos quais, 16m² são apenas para a sala de cinema.

“A integração permitiu trabalhar com um sofá maior e uma mesa de jantar maior. Originalmente, a sala era retangular e com proporções estreitas. Na ausência de uma parede para recostar o sofá, trabalhamos com um modelo com estante acoplada na base, criando assim uma distância confortável da televisão de 50 polegadas com um móvel funcional”, diz Daniele.

Foto: Julia Ribeiro
Foto: Julia Ribeiro

Fiação oculta

Criar uma sala de cinema devidamente equipada inclui uma TV ou projetor, um home theater e muitas caixas de som. Tudo isso, no entanto, envolve cabos e mais cabos. E um aspecto que é consenso entre os arquitetos é que fios expostos não combinam com sofisticação.

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Como nem todos os equipamentos estão disponíveis na versão wireless, algumas soluções podem ser implementadas para ocultá-los ou disfarçá-los. A primeira é trabalhar um projeto arquitetônico que utiliza alto-falantes embutidos no teto e parede, mas outras opções também podem resolver.

Foto: Julia Ribeiro
Foto: Julia Ribeiro

“Nichos com os fios por trás, ligação direta entre a TV e a parte de trás do armário, paineis com portas de abre e fecha em que não se vê os fios são algumas opções. Os painéis também são uma solução moderna, já que toda a fiação fica atrás do painel, assim como inserir uma tomada atrás do equipamento”, completa Karina.

Tudo isso pode contribuir para um ambiente mais limpo e menos poluído, de forma que o usuário pode se concentrar apenas em curtir seu filme com conforto – físico e visual!

*Especial para Gazeta do Povo.

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