Do vidro à casca de coco, aprenda como usar as pastilhas na decoração

Versáteis na composição com outros tipos de revestimento, pastilhas estão disponíveis em diversas opções de formatos e materiais

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Pastilha Miami. Foto: Divulgação/Pastilhart.

por Sharon Abdalla

15/08/2017

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Peças pequenas que, unidas em placas ou em mosaicos, dão um toque especial ao acabamento dos ambientes. Essas são as pastilhas, tipo de revestimento que vem ganhando cada vez mais destaque na composição dos espaços devido à versatilidade de sua utilização, resultado da diversidade de modelos e materiais com os quais são produzidas.

Seja no acabamento de paredes e pisos inteiros ou em detalhes, como faixas e molduras, as pastilhas têm como principal atrativo a facilidade de sua composição com outros tipos de revestimento, como porcelanatos e mármores, o que favorece a personalização dos espaços.

Por menor que seja o banheiro, sempre é possível transformá-lo em um recanto relaxante. E com tecnologia isso fica ainda mais fácil. A prova está neste espaço de apenas 5m² criado pelas arquitetas Caroline Andrusko e Eliza Schuchovski. Apesar do tamanho limitado, o banheiro ganhou uma sauna a vapor, que foi integrada ao espaço para ducha. “Toda a área molhada foi revestida com pastilhas turquesa, uma cor que transmite tranquilidade”, explicam as arquitetas. O banco do espaço de banho foi revestido em limestone, uma pedra calcária caracterizada pela rusticidade que ajuda a dar ares de spa moderninho ao cômodo. A arandela tartaruga cria um efeito de iluminação intimista e os espelhos, com luz embutida, dão a sensação de amplitude. Para quem deseja ter em casa uma sauna como essa, são necessários alguns cuidados: o box deve ser vedado e a parede precisa de um isolante térmico. Entre equipamentos e instalação, a sauna custa em média R$ 8 mil. Foto: Carol Sabio / Divulgação

Pastilhas na cor turquesa são destaque no projeto da arquiteta Eliza Schuchovski. Foto: Carol Sabio/Divulgação.

“As pastilhas são muito utilizadas nas áreas úmidas, como banheiros e cozinhas, mas não se limitam à uma localização específica, [o que faz com que possam ser utilizadas em todos os ambientes]”, explica a arquiteta Mariana Paula Souza.

Revestimento

A mais tradicional entre os modelos, a pastilha de vidro costuma ser mais translúcida e ter mais brilho quando comparada às demais, o que garante o toque sofisticado ao revestimento. “Elas também podem receber estampas, o que faz com que consigamos reproduzir na pastilha a imagem que o cliente desejar”, acrescenta Mariana.

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Pastilhas de vidro podem receber estampas que reproduzem as imagens escolhidas pelo morador. Foto: Divulgação/Marcelo Stammer.

Outro material comum ao acabamento é a cerâmica. Mais resistentes e duráveis, as pastilhas cerâmicas são uma boa opção quando o objetivo é revestir fachadas e grandes áreas externas, pois elas impermeabilizam a parede e protegem a construção da infiltração. Por serem laváveis, elas ainda facilitam a manutenção da fachada da edificação.

Materiais naturais

Entre os materiais naturais utilizados na confecção das pastilhas destacam-se o bambu, o coco e a madeira. As pastilhas de bambu são fabricadas a partir de compensados ou painéis laminados e podem ser aplicadas no revestimento de paredes, móveis e objetos de decoração, incluindo superfícies curvas – de acordo com a espessura das peças.

As pastilhas de coco, por sua vez, são produzidas a partir da casca da fruta e apresentam grande resistência a impactos. Assim como as peças em madeira, sua aplicação é indicada para ambientes secos.

Vergalhões de construção fixos no piso e no teto e chapas de compensado naval formam a estante criada pelo Estúdio Campetti. Instalada em uma pequena parede de um porão, foi ambientada como uma sala de música, mas poderia ser uma opção para “um espaço pequeno como um fundo sem uso de corredor”, aponta Tiago Campetti. Por ser um porão, o lugar tinha uma atmosfera fria e pedia um toque de aconchego, garantido pelo painel feito com pastilhas de madeira ao fundo da estante. Outro toque que faz a diferença é a luz vinda de vários pontos. “O jogo de iluminação resultante e os vergalhões criam um clima interessante, muito mais do que se a luz fosse direta”, afirma ele. Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

Painel feito com pastilhas de madeira da Formighieri garante aconchego ao ambiente assinado pelo Estúdio Campetti. Foto: Fernando Zequinão/Arquivo/Gazeta do Povo.

“As pastilhas de coco e madeira dão uma aparência mais rústica ao ambiente. Assim, podem ser utilizadas no acabamento de churrasqueiras e cozinhas gourmet ou para o revestimento de painéis instalados em salas de estar e home theaters”, sugere a arquiteta.

Praticidade

Para quem busca praticidade na hora de renovar os ambientes, as pastilhas adesivas são uma boa opção. “Elas são comercializadas em placas que dispensam o uso de argamassa e podem ser encontradas com peças de vidro e mármore, por exemplo”, explica Adriana Baraldi, proprietária da G. Baraldi.

Outro modelo de pastilha autoadesiva é o produzido em poliuretano flexível. Imitando os formatos cerâmicos e de vidro, as placas são flexíveis e podem ser cortadas com tesoura, o que facilita o encaixe em áreas com tomadas ou armários. Elas também podem ser aplicadas sobre paredes pintadas ou sobre outros tipos de revestimento.

Sustentabilidade

Já para quem prioriza a sustentabilidade dos produtos que leva para dentro de casa, as pastilhas de PET estão entre as alternativas. Produzidas a partir de garrafas PET recicladas, elas reduzem o volume do produto que seria descartado nos aterros sanitários – estima-se que cada 1 m² do produto utilize mais de 60 garrafas – e contribuem com o meio ambiente.

Para se decidir na escolha da pastilha diante de tamanha diversidade, três pontos precisam ser avaliados, de acordo com Adriana: a necessidade de uso do revestimento (se ele será instalado em áreas secas ou úmidas), o efeito estético que se projeta para ele e orçamento disponível para a obra.

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Detalhe da lareira, no projeto assinado pela arquiteta Liciany Ribeiro, ilustra a versatilidade da aplicação das pastilhas na decoração. Foto: Ivonaldo Alexandre/Arquivo/Gazeta do Povo.

Depois disso, é necessário dar atenção à qualidade do reboco da parede. Isso porque, diferentemente do que ocorre com as cerâmicas de grande formato, a pastilha não esconde as imperfeições do reboco, que deve estar liso e no nível para que a instalação seja perfeita.

“Também é preciso contratar um profissional capacitado, pois nem todo pedreiro sabe instalar pastilha. O uso da argamassa incorreta, por exemplo, pode manchar o revestimento”, alerta a arquiteta Mariana.

Com todos estes cuidados tomados, é possível se aproveitar ao máximo o potencial decorativo das pastilhas e se garantir o sucesso da obra ou reforma.

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