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Estúdio de 50 m²
Estúdio de 50 m² traz versatilidade para um espaço multifuncional.| Foto: Fran Parente/Divulgação

Um espaço contemporâneo para um fotógrafo que passa muito tempo em viagem, mas que precisava de um lugar na cidade para trabalhar e desfrutar da capital paranaense em seu tempo livre. Essa foi a proposta que guiou o escritório Leandro Garcia na concepção do projeto do Estúdio Nômade, que fica no bairro do Batel, em Curitiba.

No espaço, moradia e trabalho convivem em perfeita harmonia, mesmo em um local compacto de 50 m², que se tornou um refúgio para o morador. A unidade e a versatilidade do projeto foram os pontos que precisaram de mais atenção do escritório. “O principal desafio talvez tenha sido conseguir atender a diferentes possibilidades de uso, às vezes até opostas, em um mesmo espaço de dimensões tão restritas”, conta o arquiteto Leandro Garcia.

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Entrada com minigaleria e pé-direito mais baixo ganhou revestimento de lâmina natural de nogueira, que também serve para esconder o acesso à cozinha.
Entrada com minigaleria e pé-direito mais baixo ganhou revestimento de lâmina natural de nogueira, que também serve para esconder o acesso à cozinha.| Fran Parente/Divulgação

Logo na entrada, uma minigaleria com pé-direito mais baixo ganhou revestimento de lâmina natural de nogueira. O espaço foi pensado para expor os trabalhos e memórias fotográficas do autor. "Traz a possibilidade de liberdade para que ele faça uso da melhor forma que entender a cada momento: trabalhos específicos, trabalhos que contam sua história, autorais ou não”, observa o arquiteto. O revestimento em nogueira também foi usado como solução para esconder o acesso à cozinha, do lado direito.

Espaço Uno

Na sequência, abre-se o espaço Uno, que funciona como estar, escritório e dormitório de passagem. No local, piso, paredes e teto são em cimento queimado, sem interferência de iluminação. “O espaço central do estúdio tem piso e teto inteiros e as cortinas são como se fossem as paredes. Esse envoltório uniforme contrasta com a vista da janela para as copas das árvores quando as cortinas se abrem completamente”, observa Leandro.

O espaço Uno funciona como estar, escritório e dormitório de passagem.
O espaço Uno funciona como estar, escritório e dormitório de passagem.| Fran Parente/Divulgação

As cortinas, não por acaso, ajudam a marcar a versatilidade de usos proposta pelo projeto. “Quando estão fechadas, o ambiente se torna mais recluso e propicia mais introspecção e concentração no trabalho. As cortinas abertas criam um ambiente mais informal, iluminado e expõem a TV que pode ser útil para reuniões de trabalho ou funcionar no 'modo casa'".

Estúdio Batel
As cortinas servem como elemento de transição e, quando estão abertas, criam um ambiente mais informal e expõem a televisão.| Fran Parente/Divulgação

Cores sóbrias e sombras

Leandro explica que a predileção do cliente por cores escuras foi explorada de forma que o estúdio tivesse uma atmosfera de reclusão. “Os tons mais fechados foram quebrados com cores esbranquiçadas e texturas naturais que trouxessem aconchego.” A luz indireta foi usada de forma quase cenográfica, ajudando a marcar contrastes, como entre os materiais tecnológicos e naturais ou entre as cores sóbrias e as nuances de cinza. A sensação de conforto veio pelo uso da palha, madeira e das plantas.

Estúdio Batel
Painel de madeira esconde acesso ao banheiro e delimita a cozinha, enquadrando um passa-prato de espelho bronze.| Fran Parente/Divulgação

Na decoração, peças de design moderno e contemporâneo, como a poltrona Beg, de Sergio Rodrigues, as poltronas de Jader Almeida, os vasos de Domingos Tótora e a mesa de centro de jacarandá da década de 1960. O sofá box de Jader Almeida serve também como cama, quando necessário. Entre os objetos de decoração, destaque para a máquina fotográfica da marca alemã Leica, do acervo do morador.

Estúdio Batel
A câmera fotográfica da marca alemã Leica, do acervo do morador, ajuda a compor o ambiente. | Fran Parente/Divulgação

Cozinha e banheiro

| Fran Parente/Divulgação

Um painel de madeira foi usado para esconder o acesso ao banheiro e também para delimitar a cozinha, enquadrando um passa-prato de espelho bronze que serve como conexão entre os ambientes, além de refletir a vista da janela. “Por não ter usos tão bem definidos, era importante que a cozinha, um ambiente que tem forte relação com o ‘morar’, pudesse ‘desaparecer’ em determinadas situações, como reuniões de trabalho, por exemplo”, conta Leandro.

Estúdio Batel
Banheiro segue a mesma estética do restante do estúdio, com cores sóbrias e uso de cimento queimado.| Fran Parente/Divulgação
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