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Decoração não é feita só de uma aparência impecável. São memórias e histórias contadas por cada um dos objetos.
Decoração não é feita só de uma aparência impecável. São memórias e histórias contadas por cada um dos objetos.| Foto: Cosy Home/Divulgação

O décor como a representação da identidade familiar

Decoração: a “arte de decorar, de ornamentar, de embelezar e de tornar um ambiente mais agradável”. Em seu amplo significado ainda está: “a arte de memorizar e de fixar algo na memória”. E que memória é essa?

O décor, palavra de origem inglesa, muito utilizada atualmente deixou seu significado de lado para dar espaço a aparência. Seu conceito passou a dar lugar somente a fotos de capas de revistas para mostrar ao mundo uma casa bonita, organizada e bem decorada, tudo perfeitamente impecável.

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| Cosy Home/Divulgação

Acredito que o décor tem sim em seu sentido o propósito de deixar a casa bonita, organizada e bem decorada. Mas com significado, conteúdo e propósito. Antes de mostrar a todos uma bela decoração é preciso refletir: o que é a minha casa? Quem é a minha família? E qual é a nossa marca?

O décor tem o poder de transmitir a identidade familiar e representar um lar. Não basta ter uma aparência impecável, é preciso que a aparência faça sentido para quem ali vive e represente os moradores daquela casa. Muitas vezes a marca da decoração é a marca de um arquiteto ou do desejo de estar antenado às tendências.

Tudo novo nem sempre é o ideal. É possível e permitido reutilizar os elementos. Por que não revestir um sofá antigo que era da casa da avó e levar para a sala de casa? Além de decorar, ele vai transmitir sentimentos e emoções e levar para o lar mais aconchego e memórias.

| Cosy Home/Divulgação

É possível e permitido optar por elementos de décor como porta-retratos, fotografias em preto e branco, quadros de fotografia, objetos de viagem garimpados pelo próprio viajante e até mesmo um tapete da casa dos avós ou uma clássica louça que era das bisavós.

Esse é o real sentido do décor, transmitir sentimentos, emoções, trazer a memória coisas boas, “a arte de memorizar e de fixar algo na memória”. Tudo isso representa a identidade de uma família, conta uma história única e exclusiva de quem ali vive.

É a hora de valorizar ainda mais a casa. A pandemia da Covid-19 trouxe para o mundo o despertar do significado de um lar, um lugar de refúgio, proteção e acolhimento. É preciso dar valor ao verdadeiro sentido de uma bela decoração. Ela pode e deve sim ser bonita, mas acima de tudo ela deve ter a identidade de quem ali vive, para que o morador possa realmente se sentir em casa e que isso faça a diferença no seu dia a dia.

Se sentir em casa, na sua casa, é muito importante. E é isso que vale a pena, um lar que nos abrace e faça parte da nossa trajetória, mostre para o mundo uma história, com sentimentos, emoções e muitas memórias.

*Nitsa Vianna é formada em Design de Produto, pós-graduada em Design de Interiores e sócia da Cosy Home, loja especializada em papel de parede e artigos de decoração. 

Conteúdo editado por:Luan Galani
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