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Hotel Virá Resort
Nova piscina da Casa de Banho possui cantos em borda infinita, eliminando as barreiras de observação e favorecendo a integração com os elementos naturais.| Foto: Deise Bataglin

Os espaços do Virá Charme Resort, hotel que fica na cidade de Teixeira Soares, a 154 km de Curitiba, mesclam elementos rústicos e de luxo em uma decoração que dialoga com o cenário do entorno. A intenção é fazer com que os hóspedes aproveitem a estadia para relaxar, sentindo-se em casa. A conexão com a natureza é elemento norteador de todo o complexo: os 38 bangalôs, chalés e suítes foram pensados para proporcionar essa proximidade com os espaços verdes da fazenda de 170 hectares, que tem as diversas árvores nativas e o lago como atrativos.

  • Bangalôs e chalés foram construídos com toras de madeira ecológica madeira de reflorestamento da própria fazenda.

Marina Gryczynsk, sócia-proprietária do hotel, conta que as acomodações passam por reformas e melhorias constantes. A mais recente foi a construção dos 14 chalés do bosque. "Foram espaços pensados para atender os visitantes do centro de eventos do hotel." Por serem mais novos, a decoração dos quartos traz uma linguagem mais contemporânea, mas sem fugir do conceito do restante das habitações.

Eduardo Gomes, arquiteto da Casa de Projetos, escritório responsável pelos novos chalés, detalha que, para os espaços, foi usado mobiliário feito de madeira local bruta e que foi dispensado o uso de materiais processados. "Para trazer o luxo, recorremos a elementos naturais, como os tapetes e as cabeceiras em couro ecológico. A iluminação quente e mais baixa ajudou a conferir a sensação de aconchego.”

Acomodações

  • Decoração mescla elementos rústicos com artigos de luxo; todos os quartos contam com lareira.
  • Os bangalôs trazem hidromassagem com paredes em vidro para sensação de integração à natureza.

Os bangalôs e chalés foram construídos com toras de madeira ecológica e madeira de reflorestamento da própria fazenda. Quatro ficam em cima do lago – e são esses os mais procurados do hotel. De seu interior, é possível uma vista privilegiada, além da sensação única de passar a noite cercado pelas águas do lago. É possível aproveitar o visual panorâmico também da banheira de hidromassagem ou do deck privativo.

As acomodações que ficam em "terra firme" desfrutam dos bosques privativos ao lado, que trazem conforto térmico em todas as estações. No verão, as sombras das árvores protegem as paredes, diminuindo o aquecimento. No inverno, quando as árvores perdem as folhas, o sol
incide diretamente nos chalés.

Todas as habitações ficam espalhados pelo terreno, com espaço mínimo de 50 metros de distância entre elas, garantindo a privacidade e segurança necessárias em tempos de distanciamento social. No interior, combinam madeira e amplas janelas em vidro para propiciar a contemplação da natureza. Além disso, todas possuem lareira, um diferencial para o conforto nos dias mais frios.

Casa de banho

  • Poltronas, sofás e camas suspensas foram espalhados por todo o espaço.
  • Piscina interna é aquecida e integrada aos espaços de convivência.

Recém-inaugurada, um dos destaques do hotel é a casa de banho, espaço que compreende as áreas da piscina aquecida e da nova piscina externa. Todo o ambiente passou por uma reforma
durante a pandemia, e teve objetivo de migrar de um espaço recreativo para um local ideal para relaxamento. “Quando
começamos a refletir sobre o projeto, percebemos que não poderia ser só uma reforma dos materiais de acabamento, precisávamos mudar o conceito. Então, trouxemos como inspiração as casas de banho que existem em Budapeste, na Hungria. O que fizemos foi incorporar uma ideia que também remete ao rústico, à fazenda, que é a linguagem do Virá”, conta Eduardo Gomes, que também assina o projeto das novas áreas.

O grande destaque é a piscina externa, que possui cerca de 100 metros de borda com os três cantos em borda infinita, que eliminam as barreiras de observação. A piscina foi feita com pedra hijau, que veio de Bali, na Indonésia. Com um tom que puxa para o verde, a escolha do material foi feita pela forma com que ele se integra aos
elementos naturais, como a floresta e o lago. “Quem está dentro da piscina tem a sensação que está imerso no cenário do entorno”, diz.

Assim como grande parte dos espaços do hotel, a casa de banho foi construída com materiais naturais, como madeiras de reflorestamento do terreno, em especial o pinus e o eucalipto autoclavado e tratado. A exceção foi o uso das placas de OSB para o telhado.

Na área interna, o pé-direito alto confere ainda mais elegância à casa de banho, que conta com piso aquecido na área superior. Conta também com ambientes de convivência mobiliado com camas suspensas, poltronas, sofás e mesas.

Outro cuidado do arquiteto foi na escolha do mobiliário e das padronagens dos tecidos. Todas as peças são da Lovato Móveis, da região metropolitana de Curitiba, e destacam-se pelo acabamento sem solda ou parafuso. “Buscamos fazer com que os diferentes materiais conversassem. Um exemplo é a trama da cadeira Toscana, que remete à paginação do piso, em chevron. Ou a textura do OSB da cobertura, que é a mesma da cadeira Trieste. Buscamos esse diálogo.”

Charutaria

  • Na charutaria, décor é elegante e o destaque fica por conta do mirante anexo, que proporciona visual privilegiado de toda a fazenda.

Também recém-inaugurada, a charutaria funciona anexa à casa de banho. Um antigo depósito foi reformado e transformou-se no espaço, que também conta com um mirante. A charutaria traz uma decoração mais requintada, sóbria e aconchegante, para que o hóspede possa apreciar a seleção de charutos cubanos. Já a área do mirante proporciona uma visão 360° do lago. “Até então só era possível um recorte da vista do lago, não oferecíamos essa vista mais alta, tornando-se mais um diferencial do hotel”, conta Eduardo.

*A repórter viajou a convite do Virá Charme Resort.

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