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Opinião

Criatividade e inovação; como usá-las para criar um mundo melhor e mais justo?

  • PorSérgio Póvoa Pires*
  • 09/10/2020 15:10
O Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci.
O Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci.| Foto: Bigstock

Novos Leonardos para o século 21

Um arquiteto que entende de economia urbana. Um designer que entende de urbanismo. Um artista plástico que entende de arquitetura. Um financista que entende de design. Um matemático que entende de escultura. Quem lê pensa que faz parte da música “Samba do Crioulo Doido”, do Stalislaw Ponte Preta. Nada disso.

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Nunca me esqueço da reação de muitos médicos quando fui convidado a fazer uma palestra em um congresso internacional de oftalmologia aqui em Curitiba. O que estaria fazendo um arquiteto e urbanista aqui, muitos me perguntaram. Mostrava a todos os participantes o projeto de “Nomenclatura Urbana para Deficientes Visuais”, pioneiro no Brasil que estava sendo implantado em Curitiba.

Em outra ocasião, participei de um congresso mundial de design, em Toronto, cujo tema era a “Cidade Humanizada”. Mais recentemente, em um congresso mundial de saúde pública e eventos promovidos pela Ordem dos Advogados do Brasil. Há anos ministro o curso “O poder do design e da arte para a competitividade dos negócios” para empresários e alunos de MBA em escolas de negócios em Marselha, Nantes, Bordeaux e Helsinki.

Liderar empresas e escritórios nos dias de hoje requer muita criatividade, além de muita dedicação e estudo, e nos convida à experimentação de novas e desafiadoras realidades. A diversidade cultural, a Nova Economia, uma Nova Ordem Mundial, concorrentes mais agressivos do ponto de vista da inovação e mudanças drásticas em vários perfis de todos os setores significam desenvolver pessoas e organizações mais empreendedoras e criativas com capacidade de respostas rápidas e aprendizado que possa se transformar em habilidades fundamentais para novos líderes e seus negócios.

A pergunta chave que se apresenta é: “Como a criatividade e a inovação podem ser usadas para fazer a diferença e criar um mundo melhor e mais justo?” A conjunção de vários saberes pode ser uma velha resposta para essas velhas perguntas.

Black Vitruvian Man by Leonardo Da Vinci icon isolated on white background. Human anatomy. Set icons colorful. Vector
Black Vitruvian Man by Leonardo Da Vinci icon isolated on white background. Human anatomy. Set icons colorful. Vector

Cada vez mais precisaremos de profissionais multifacetados, plugados com o mundo e extremamente criativos. Precisamos de mais gente como Leonardo da Vinci. O gênio do Renascimento que foi ao mesmo tempo pintor, escultor, urbanista, botânico, anatomista, engenheiro hidráulico e aeronáutico (nem existia isso nos séculos 15 e 16) e inventor.

Se para Leonardo, o homem perfeito era aquele criado a partir do conceito desenvolvido pelo arquiteto romano Marcos Vitrúvio Polião, por isso chamado de Homem Vitruviano, e que representava o ideal clássico do equilíbrio, da harmonia e da perfeição das proporções do corpo humano, hoje ele terá que ser um pouco diferente. Possuirá outros atributos.

Será aquele que:

  • terá uma atitude mais humanizadora;
  • saberá perguntar;
  • entenderá melhor os processos;
  • ficará plugado;
  • desafiará modelos mentais;
  • assumirá novos riscos;
  • não terá medo de experimentar;
  • saberá improvisar;
  • desenhará um novo mundo, a partir de novas relações;
  • importar-se-á efetivamente com o ser humano e com o mundo que habitamos;
  • não conjugará o verbo procurar, e sim, encontrar.

Só assim poderemos enfrentar um mundo cada vez mais complexo e cheio de contradições e injustiças. Talvez estejamos, mais do que nunca, frente à necessidade de apostarmos nestes novos “Homens Vitruvianos”, conectados com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável de ONU, com o Tripés da Sustentabilidade (pessoas, lucro e planeta) e Virtuoso (Arte, Design e Negócios). Novos Leonardos para o século 21.

* Sérgio Póvoa Pires é arquiteto, urbanista, consultor, palestrante, professor, aquarelista e designer de joias

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