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Recuperação das florestas marítimas

Impressão 3D de argila é usada para socorrer recifes de corais

  • PorLuan Galani
  • 18/09/2020 16:52
Fotos: Christian J. Lange/Vriko Yu/AFCD/Phil Thompson
Fotos: Christian J. Lange/Vriko Yu/AFCD/Phil Thompson| Foto:

Conhecidos também como florestas tropicais dos mares, os recifes de corais da costa de Hong Kong estão recebendo uma ajudinha de pesquisadores que estão utilizando impressoras em 3D para criar estruturas de argila para facilitar a recuperação desse ecossistema.

Os recifes são um dos habitats mais diversos e importantes de todo o planeta. Servem de casa, reprodução e alimentação para dezenas de espécies do oceano, cerca de 25% de toda a vida marinha, e como todo o resto do mar, tem sofrido com a poluição de esgotos domésticos e vazamentos de óleos.

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Mais de 128 peças foram impressas em argila para ajudar a restaurar recifes de corais na costa de Hong Kong. Fotos: Christian J. Lange/Vriko Yu/AFCD/Phil Thompson
Mais de 128 peças foram impressas em argila para ajudar a restaurar recifes de corais na costa de Hong Kong. Fotos: Christian J. Lange/Vriko Yu/AFCD/Phil Thompson

A ideia surgiu depois que os cientistas do Parque Marinho Hoi Ha Wan observaram a deterioração gradual dos recifes da região por bioerosão, branqueamento (fenômeno causado pela elevação da temperatura média do oceano) e mortalidade em massa entre 2015 e 2016.

Assim nasceu o projeto de restauração de corais, em conjunto entre o Robotic Fabrication Lab, a Faculdade de Arquitetura e o Swire Institute of Marine Science, ambos da Universidade de Hong Kong. A iniciativa foi encomendada pelo Departamento de Agricultura, Pesca e Conservação (AFCD).

Recifes de corais são um dos ecossistemas mais importantes do globo terrestre. Fotos: Christian J. Lange/Vriko Yu/AFCD/Phil Thompson
Recifes de corais são um dos ecossistemas mais importantes do globo terrestre. Fotos: Christian J. Lange/Vriko Yu/AFCD/Phil Thompson

Além de utilizar um material orgânico para a impressão 3D, que a princípio não alterará o ecossistema, os cientistas e arquitetos envolvidos projetam as estruturas de forma personalizada para cada área, aumentando assim as chances de sucesso do experimento.

As peças são pensadas principalmente para evitar o acúmulo de sedimentação, que é uma das principais ameaças aos corais. Um algoritmo adaptado foi usado para imprimir os padrões de biomimética integrados com espaços para proteger fragmentos de coral.

Arquitetos e oceanógrafos trabalharam juntos na impressão das estruturas orgânicas. Fotos: Christian J. Lange/Vriko Yu/AFCD/Phil Thompson
Arquitetos e oceanógrafos trabalharam juntos na impressão das estruturas orgânicas. Fotos: Christian J. Lange/Vriko Yu/AFCD/Phil Thompson

A produção das 128 peças com diâmetro de 600 mm, cobrindo cerca de 40 m² no total, foi finalizada no início de julho de 2020. Elas foram impressas por meio de um método de impressão em argila robótica 3D com argila de terracota genérica e depois queimadas a 1125 graus Celsius.

O desenho foi inspirado nos padrões típicos dos corais e integrou vários aspectos performativos que abordam as condições específicas das águas de Hong Kong. Foram implantados em julho de 2020 em três locais selecionados dentro do parque, que incluem Coral Beach, Moon Island e em uma baía protegida perto do centro de educação da vida marinha do WWF.

Mergulhadores instalando as estruturas de recuperação dos recifes. Fotos: Christian J. Lange/Vriko Yu/AFCD/Phil Thompson
Mergulhadores instalando as estruturas de recuperação dos recifes. Fotos: Christian J. Lange/Vriko Yu/AFCD/Phil Thompson

Esse projeto é apenas uma etapa piloto. Se der certo, a intenção é expandir a recuperação para outras áreas usando monocultura, mistura e policultura de três espécies de corais. A saber, Acropora, Platygyra e Pavona.

 Fotos: Christian J. Lange/Vriko Yu/AFCD/Phil Thompson
Fotos: Christian J. Lange/Vriko Yu/AFCD/Phil Thompson
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Comentários [ 1 ]

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  • J

    JP

    ± 0 minutos

    A ação humana provocou o aquecimento global com todas suas consequências, sendo que a mais nefasta é uma nova extinção em massa de espécies tanto da flora como fauna. É passada a hora da ciência pelo menos tentar minimizar o prejuízo. Parabéns aos pesquisadores. Sem ciência, sem futuro. A ignorância é a maior arma de destruição que existe.

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