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Performance de sua pintura número 56 no Nitsch Museum, em Mistelbach, na Áustria, em 2009| Foto: Daniel Feyerl

Um dos fundadores do Acionismo de Viena, movimento artístico de vanguarda que teve sua época de ouro entre as décadas de 1960 e 1970, refletindo a vida a partir das perspectivas do sofrimento, sacrifício, martírio e excessos que chocavam até pelo uso de sangue e vísceras, o austríaco Hermann Nitsch faleceu nesta segunda-feira (18), aos 83 anos. A causa da morte não foi divulgada pela família do artista.

Nitsch chocava os visitantes de suas obras ao realizar pinturas performáticas com sangue humano e animais mortos. Mas ele era um artista versátil, que também compunha peças musicais para sinfonias e órgãos, além de atuar como cenógrafo.

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Pintura de número 20 de 1987, em exposição na Bienal de Veneza em 2022
Pintura de número 20 de 1987, em exposição na Bienal de Veneza em 2022| Atelier Hermann Nitsch/Liesl Biber

"Exijo da minha audiência uma experiência sensorial direta. A peça tinha instruções para provar, cheirar, olhar, escutar e tocar. Carne, vísceras e frutas eram entregues para as pessoas tocarem e cheirarem. Odores, incensos e outros materiais eram queimados. Líquidos como sangue, gasolina, vinagre, leite, urina, petróleo, amoníaco e água quente eram derramados. Tudo isso levou ao Teatro de Orgias e Mistérios, que excedeu a linguagem", escreveu o artista em sua biografia, referindo-se a sua primeira performance nos anos de 1960.

Em 1971, Nitsch adquiriu da Igreja Católica o Castelo Prinzendorf, na Áustria, o que permitiu que ele realizasse suas composições musicais de larga escala, com orquestras barulhentas e fora de sincronia, corais que gritavam e instrumentos amplificados eletronicamente.

Hermann Nitsch em sua performance da pintura de número 20 em 1987
Hermann Nitsch em sua performance da pintura de número 20 em 1987| Heinz Cibulka

Seus trabalhos já foram exibidos no Centro Pompidou, em Paris; no Moderna Museet, em Estocolmo, na Suécia; no Leopold Museum, em Viena, na Áustria, entre outros. Atualmente, suas obras podem ser admiradas no Nitsch Museum, em Mistelbach, na Áustria; no Nitsch Museum, em Nápoles, na Itália, ou ainda na fundação que leva seu nome, em Viena.

Sua pintura performance de número 20 está em exposição até 20 de julho de 2022 na Oficina 800, em Veneza, como parte da Bienal. É a primeira vez que ela está à mostra desde 1987, quando foi adquirida pelo colecionador particular Helmut Essl.

Hermann Nitsch em sua primeira performance em 1962
Hermann Nitsch em sua primeira performance em 1962| Hermann Nitsch
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