Artista faz renascer escadaria degradada em São Paulo com obra impressionante

Eduardo Kobra, conhecido por realizar murais ultracoloridos no mundo inteiro, criou um projeto para revitalizar uma escadaria em Pinheiros e "fazer um detox no cinza da cidade"

Eduardo Kobra, assina um “mural” em escadaria no bairro de Pinheiros, em São Paulo. Foto: Divulgação

por HAUS

14/08/2018

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Uma escadaria deteriorada na Rua Alves Guimarães, no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, é a mais nova tela para a arte do muralista Eduardo Kobra. O artista, em parceria com a marca de água Bonafont, acaba de adotar o espaço e criar a “Escadaria das bailarinas”.

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Antes e depois da escadaria na Rua Alves Guimarães, em Pinheiros. Foto: Divulgação.

A empresa completa 10 anos em 2018 e usou a data como mote para presentear a cidade e “promover um detox no cinza da capital paulista com cor, cultura, arte e beleza”, conforme comunicado à imprensa.

Kobra é famoso por obras hiper-realistas, com tons fortes e muito contraste, espalhadas por muros e prédios mundo a fora.  Essa é a primeira vez que ele pinta uma escadaria.

A empresa promoveu, inicialmente, uma reforma no local para que só então recebeu os pinceis, sprays e tintas do grafiteiro. Bancos e mesas do entorno também foram revitalizados, além de luminárias instaladas, para incentivar a permanência no espaço público.

Arte do Kobra em São Paulo, dando nova vida à escadaria. Foto: Divulgação.

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As bailarinas foram escolhidas pelo artista para estampar os degraus e os muros das casas que permeiam a escadaria. A imagem principal é uma homenagem à bailarina Mel Reis, que passou por uma amputação, superou a dor e segue dançando com perna mecânica.

Junto a Mel, as demais bailarinas que compõe a obra são: uma releitura de “A Pequena Bailarina”, de Edgard Degas; a russa Maya Plisetskaya que fez parte do Balé Bolshoi e já foi retratada por Kobra em um mural de Moscou, e jovens bailarinas do Ballet Paraisópolis, projeto idealizado pela coreógrafa Mônica Tarragó, que ensina balé clássico e dança contemporânea gratuitamente a crianças e adolescentes da comunidade. A obra ganhará, ainda, os rótulos da Bonafont a partir deste mês.

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