Conheça os parquinhos públicos mais espetaculares do mundo

Artistas como o pintor espanhol Picasso e o escultor japonês Isamu Noguchi deram novo sentido aos parquinhos infantis

Parquinho Golem, no Jardim Rabinowitz, em Jerusalém, projetado em 1972 pela designer pop e cineasta francesa Niki de Saint Phalle. Foto: Brian Negin/Flickr

por HAUS

11/10/2018

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Os parquinhos nem sempre foram como os conhecemos hoje. Até os anos de 1940 os playgrounds eram somente jardins com areia para as crianças brincarem. Mas a partir daí, planejadores urbanos, arquitetos, designers e artistas acordaram para diferentes possibilidades e começaram a desenvolver de maneira experimental o que ficou chamado de “parquinho de aventura”.

Esse novo formato foi criado para fomentar a colaboração e a resolução de problemas nos pequenos. De acordo com vários autores da época, o novo parquinho poderia se tornar área de encontro da vizinhança e contribuir para o desenvolvimento físico, emocional e cognitivo das crianças. E eles estavam certos.

Com o crescimento das cidades, cada vez mais parquinhos viraram alvo de concursos públicos, e artistas, designers e arquitetos viram nesse espaço um tipo de veículo para inspirar criatividade e curiosidade. Descubra agora quais são os parquinhos de design mais espetaculares do mundo.

Estados Unidos, por Isamu Noguchi

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Fotos: Wally Gobetz/Flickr/Reprodução e Work in Progress/Reprodução

O aclamado escultor e designer nipo-americano, mais conhecido por suas esculturas biomórficas feitas a partir de materiais naturais, projetava parquinhos desde 1933. Mas somente décadas depois conseguiu convencer outros a abraçar sua ideia. Somente em 1976 foi instalado um parquinho seu no Parque Piedmont, em Atlanta, nos Estados Unidos. O grande objetivo era despertar a criatividade e encorajar as crianças a explorar o mundo natural. São estruturas metálicas coloridas, outras de concreto, alguns blocos para subir e um montinho circular.

Israel, por Niki de Saint Phalle

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Fotos: Brian Negin/Flickr/Reprodução e Norman Parkinson Archive/Reprodução

O parquinho Golem, criado pela artista pop francesa Niki de Saint Phalle, foi inicialmente rejeitado pelas autoridades por ser considerado assustador demais para as crianças. Mas como rebateu a criadora na época, citando o psicólogo Bruno Bettelheim, conhecido pela teoria de que as fábulas ajudam os pequenos a superar crises existenciais: “Coisas assustadoras são boas porque ajudam as crianças a dominar seus medos”. Hoje o apelido do brinquedo é ‘monstro’. Suas línguas são escorregadores e o espaço dentro de sua boca é uma caverna com areia para os mais corajosos.

Suécia, por Egon Moller-Nielsen

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Fotos: Егор Журавлёв/Flickr/Reprodução e Modernica/Reprodução

Em 1959 a cidade sueca de Estocolmo estava crescendo rapidamente. Uma das soluções urbanas para ajudar a melhorar a qualidade de vida foi encomendar esse parquinho com o escultor dinamarquês Egon Moller-Nielsen. A estrutura biomórfica foi batizada de Tuffsen e foi revolucionária para a época não só por sua estética, mas também por sua inserção no espaço público. Se hoje temos parquinhos que brotam em quase todos os bairros do mundo, os créditos são quase todos deste homem, que ajudou a popularizar o espaço pelos Estados Unidos, Europa e Japão.

Estados Unidos, por Pablo Picasso

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Fotos: Dan DeLuca/Flickr/Reprodução e Pinterest/Reprodução

O mestre dispensa apresentações, certo? A cidade norte-americana de Chicago escolheu o espanhol em 1967 para bolar uma obra artística para o Richard Daley Plaza. A solução do artista foi uma escultura de 162 toneladas e 15 metros de altura. Mas como as crianças começaram a escalar a obra, ela rapidamente se tornou um parquinho por aclamação pública. A criação cubista é um dos símbolos da cidade.

Estados Unidos, por Benjamin Dominguez

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Fotos: Jessica Wilson/Flickr/Reprodução e Más Cultura/Reprodução

Esse parquinho no subúrbio de Los Angeles, em San Gabriel, é uma das poucas obras remanescentes do quase desconhecido artista mexicano Benjamin Dominguez. O projeto foi terminado em 1965, quando o escultor tinha 70 anos. Conhecido como o ‘parque dos monstros’, o espaço é o mimo das crianças, com uma baleia rosa, um polvo verde e uma serpente de duas cabeças, que funcionam como escorregadores e outros brinquedos. Acredite se quiser, o parquinho quase foi demolido em 2006. Mas a comunidade se uniu e conseguiu frustrar os planos municipais.

Holanda, por Jean Dubuffet

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Fotos: aa.tee/Flickr/Reprodução e Pinterest/Reprodução

Como a maioria de suas esculturas públicas monumentais, o pintor francês criou o Jardim de Enamel, mas sem projetá-lo para um lugar específico. Em 1974 a obra acabou ganhando vida em um jardim de esculturas da Holanda, conhecido como Kröller-Müller Sculpture Garden. Suas formas pretas e brancas de cantos arredondados oferece uma paisagem bem diferente do comum. Nas palavras do próprio artista, “um jardim artificial em um jardim de árvores reais”.

França, por Pierre Székely

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Fotos: tongeron91/Flickr/Reprodução e Stonedragon/DeviantArt/Reprodução

A Dama do Lago, como ficou conhecido o parquinho urbano, foi projetado em Évry, nos arredores de Paris, em 1975 pelo escultor húngaro Pierre Székely. “A montanha virá até você”, descreveu o artista quando da inauguração do parquinho de escaladas. A obra tem um quê de surrealista e fica próxima da natureza e do centro comercial da região.

Inglaterra, por Anthony Caro

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Fotos: YSPsculpture/Flickr/Reprodução e Ham & High/Reprodução

Localizado no badalado Yorkshire Sculpture Park, o parquinho idealizado pelo escultor abstrato Anthony Caro é o lugar ideal para brincar de esconde-esconde. É uma estrutura de metal composta por cinco partes pintadas de cinza. A obra foi originalmente criada para uma exposição britânica no Jardim das Tulherias de Paris. E depois achou sua casa no parque inglês.

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