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Pessoas trabalhando em um escritório.
Para especialistas, arquitetura dos escritórios pós-pandemia precisará de mais locais de conforto.| Foto: Israel Andrade/Unsplah

Em 2019, quando a pandemia causada pelo coronavírus era algo inimaginável, o modo de trabalho seguia um padrão que se estendia por anos: as pessoas se locomoviam para escritórios muitas vezes longe de suas casas, enfrentando trânsito ou horas de transporte público. Trabalhar de casa ainda era restrito a poucas empresas, e gestores costumavam torcer o nariz para o home office. O ano de 2020, no entanto, mostrou que é possível trabalhar bem e de casa, o que, certamente, gerou impacto no mercado de arquitetura corporativa.

Esse foi o tema discutido por profissionais no debate "Transformação na Arquitetura Corporativa", com curadoria do Office Connection – o maior evento de networking e conteúdo para profissionais e empresários que atuam na Arquitetura Corporativa e Comercial – no Soul Design Summit, evento paralelo a Expo Revestir 2021.

Acompanhe a cobertura da HAUS da Expo Revestir 2021.

Participaram da mesa Gustavo Sígolo e Luis Carlos Onaga sócios-fundadores do Office Connection; Márcio Mazza, arquiteto, pesquisador e editor do portal ARQ!BACANA; o arquiteto Carlos Rossi; a arquiteta, professora e consultora de novos espaços de trabalho Claudia Andrade; o administrador Fernando Didziakas , sócio-diretor da Buildings; o sócio do SuperLimão Studio Lula Gouveia; Priscilla Bencke, fundadora do NEUROARQ® Academy (Academia Brasileira de Neurociência e Arquitetura) e Tânia Costa, diretora de Desenvolvimento do grupo IWG no Brasil.

Os convidados trouxeram alguns números que refletem o impacto que a arquitetura corporativa sofreu com a pandemia: em São Paulo, em março de 2020, estavam ocupados por salas comerciais 9 milhões e 600 mil m²; o ano terminou com menos 300 mil m². Segundo os convidados, esse impacto nominal é significativo, já que esse número costumava crescer ano após ano.

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Mesmo com o novo modo de trabalho que já foi adotado pelas empresas mesmo no pós pandemia, os prédios corporativos ainda farão sentido, mas com adaptações: mais espaços de conforto para os funcionários e locais desenhados especificamente para reuniões remotas, por exemplo, são algumas mudanças apontadas na conversa. O mercado deve continuar a fazer sentido sobretudo por grandes empresas mundiais que gás nasceram remotas, mas precisam de um espaço físico para outras operações.

O modelo de escritório flexível - onde a sede serve para vários tipos de operação - também deve aumentar. Outra tendência que atenderá ao modelo híbrido (empresas que vão intercalar dias de trabalho em casa com o escritório) são escritórios centrais ou construído em eixos atendidos por ciclovias.

Assista ao debate completo:

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