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Casa de David Chipperfield em Berlim. Foto: Davide Pizzigoni
Casa de David Chipperfield em Berlim. Foto: Davide Pizzigoni| Foto:

"Onde os arquitetos vivem" é um documentário de 2014 que nunca envelhece. A obra com direção e curadoria de Francesca Molteni e Davide Pizzigoni celebra os grandes mestres da arquitetura contemporânea por meio de suas criações mais pessoais e especiais: suas casas. Patrocinado pelo Salão do Móvel de Milão, o filme explora as residências pessoais de Shigeru Ban, Mario Bellini, David Chipperfield, Massimiliano e Doriana Fuksas, Zaha Hadid, Marcio Kogan, Daniel Libeskind, e Bijoy Jain, do Studio Mumbai.

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Casa de Shigeru Ban. Foto: Hiroyuki Hirai/Divulgação
Casa de Shigeru Ban. Foto: Hiroyuki Hirai/Divulgação

Por motivos de direitos autorais, o documentário se tornou indisponível na plataforma do Fuorisalone logo depois de sua 'estreia'. Porém ainda é possível assistir o filme em outra interface. Ele está disponível por dois dólares. Veja aqui!

A primeira casa é a do arquiteto japonês Shigeru Ban, um dos grandes nomes da arquitetura asiática e da experimentação de materiais, como bambu, papelão e até papel. Sua residência foi construída na Floresta Hanegi, no Japão, em 1997, em um formato que salvou todas as árvores do terreno. O respeito pelo meio ambiente é quase sacro para o arquiteto.

A casa tem paredes brancas e chão de madeira, com uma simplicidade monástica, com pouquíssimos objetos. O próprio ambiente parece um espaço de um mosteiro zen budista, com muita luz natural e um terraço perto da copa das árvores. "Eu não gosto de ter coisas. Na minha casa utilizo os protótipos das peças que já desenhei", confidencia Ban para o documentário.

Casa de Shigeru Ban. Foto: Hiroyuki Hirai/Divulgação
Casa de Shigeru Ban. Foto: Hiroyuki Hirai/Divulgação

O Brasil é representado por Marcio Kogan, fundador do renomado escritório MK27, e seu apartamento no 12º andar de um prédio dos anos de 1980 que ele mesmo projetou em São Paulo. O lar de Kogan tem janelas panorâmicas com uma vista privilegiada e, na decoração, diversos itens de viagens, arte pop e erudita.

Casa de Marcio Kogan. Foto: Romulo Fialdini Architecture e Studio MK27/Divulgação
Casa de Marcio Kogan. Foto: Romulo Fialdini Architecture e Studio MK27/Divulgação

"Arquitetonicamente a casa não tem nada demais. Quando é para mim, eu tenho preguiça de fazer. Para ter uma ideia, a lâmpada do meu banheiro está queimada há duas semanas", gargalha o arquiteto. "Gosto de comparar que o trabalho do arquiteto é como o da prostituta, de certa forma: dar prazer para o outro, tornar o mundo daquela pessoa melhor", brinca.

Casa de Marcio Kogan. Foto: Romulo Fialdini Architecture e Studio MK27/Divulgação
Casa de Marcio Kogan. Foto: Romulo Fialdini Architecture e Studio MK27/Divulgação

Ao longo da apresentação das outras casas, no apartamento requintado de Zaha Hadid ou na vila cercada de animais do indiano Bijoy Jain, fica claro que não existe uma regra fixa de como deve ser uma residência. Ela simplesmente precisa evocar a personalidade de seu morador. Sem medo. "A casa precisa acomodar, dar proteção. É uma ideia inerente", defende Jain.

 Casa de Bijoy Jain. Foto: Francesca Molteni/Divulgação
Casa de Bijoy Jain. Foto: Francesca Molteni/Divulgação
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