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12 criações de designers independentes e novos talentos exibidas em Milão 2021
| Foto: Divulgação

Se está acompanhando nossa cobertura da Semana de Design de Milão 2021 -- FuoriSalone e Super Salone --, você sabe que a Rho Fiera este ano parece que encolheu. Algo natural depois da crise da pandemia. Mais de 20 pavilhões viraram apenas quatro, com a participação das principais marcas do mundo, porém. Apesar dessa escala menor, o Salone não deixou de se debruçar sobre novos talentos e designers independentes.

48 Escolas de Design de todo o mundo foram selecionadas dentre mais de 300 que se inscreveram para a chamada pública internacional. A curadoria é da fundadora do Salão Satélite, Marva Griffin, do designer Giulio Iacchetti, do arquiteto Alberto Meda e da arquiteta e professora do Politécnico de Milão, Francesca Picchi.

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Além dos jovens estudantes, essa edição do Salone também abre espaço para designers independentes e experimentais. Confira a seleção de HAUS!

Brinquedo biodegradável

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| Bar Cohen

"Sand to Sand", pelo designer Bar Cohen, do Shenkar College of Engineering and Design, de Israel. É uma série de brinquedos biodegradáveis feita a partir de areia e gelatina que permite explorar materiais brutos. O designer partiu da ideia de que os brinquedos são sazonais e seu tempo de vida é curto. Então, propõe peças que, com o passar do tempo, se dissolvem na água em poucas horas e voltam a ser parte da praia. Dessa forma, nenhuma pegada ecológica é feita.

Impressão 3D para socorrer recifes de corais

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| Francesco Lucini

Francesco Lucini, do Instituto Europeo di Design, de Barcelona, desenvolveu Reddo, um sistema impresso em 3D a partir de materiais sedimentares, como conchas, para receber recifes de corais e ajudar a salvar os oceanos e a regenerar o fundo do mar. A forma é obtida através de fórmulas matemáticas.

Luminária diferente

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| IED

Os designers do IED, Martina Cappabianca, Alessia Cipro e Fabrizio Lombardi, criaram a luminária de mesa Stilo, para uso residencial ou comercial, com a marca FontanaArte. Trata-se de um simples LED inserido na base que irradia luz por meio de um cilindro translúcido.

Mesa com alturas e bases distintas

| Ecole cantonale d’art de Lausanne

Mesa extensível por Charlotte Krzentowski, da Ecal, Escola de Artes de Lausanne. O diferencial está na base de metal e de madeira, ao mesmo tempo, e na altura regulável de parte da mesa, permitindo que pais e crianças compartilhem a mesma superfície.

Móveis tradicionais

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| Giacomo Podetti

Alessio Ramundo, da Nova Academia de Belas Artes de Roma e Milão, desenvolveu uma coleção a partir de técnicas manuais tradicionais locais, dando vida a um banquinho, um banco e um pequeno armário. A intenção, segundo o designer, é que as peças criem um ponto de encontro entre as pessoas, mas também que sirvam para guardar pertences. São funcionais, resistentes e fiéis à tradição.

Mobiliário urbano para interação

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Giulia Braglia, também da Nova Academia de Belas Artes de Roma e Milão e da Universidade de Kyoto, desenvolveu uma coleção modular de mobiliário urbano a partir de aço inox tubular e "couro" sintético. Conforme o layout, diferentes maneiras de interação são estimuladas. A linguagem é bem clean, apesar das linhas orgânicas.

Colar gera dicas de bem-estar e alerta para depressão pós-parto

| Andrea Casiraghi

Ilaria Tarozzi, do Politécnico de Milão, criou um colar ou pingente para mulheres com depressão pós-parto. O aparelho pode analisar a voz da mulher, medir diversas informações sobre as atividades diárias e o sono e oferecer localização por GPS. Tudo isso gera por meio de um aplicativo informações sobre o comportamento da pessoa. A partir daí, o sistema sugere dicas de bem-estar personalizadas, alerta para o caso de depressão, permite compartilhar dados com médicos e gera gráficos.

Lixo hospitalar vira seringa

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Ithzel Libertad Cerón López e Daniel López Velasco, do Tecnológico de Monterrey, criaram uma seringa alternativa a partir de silicone (flexiOH UV) obtido de lixo hospitalar. É a Helix. A ideia surgiu do dado de que, durante a pandemia, no México, cada paciente produzia 1,5 quilograma de lixo por dia. Como a maioria do lixo não é reciclada nem processada, e sim incinerada, o projeto visa mudar a maneira como se joga fora os materiais médicos. Para dar vida à seringa, os designers utilizaram o silicone em diversos estados diferentes, indo do silicone sólido até o flexível. Segundo os autores, outro ponto positivo é que a parte da agulha é completamente separável do corpo, algo que não acontece nas seringas convencionais e que facilita a destinação das peças.

Prensa francesa de cerâmica

Uma prensa francesa para fazer café a partir de cerâmica. Bem como xícaras do mesmo material e com a mesma linguagem para acompanhar a cafeteira. O design foi pensado por Morgane Van Peteghem, da Escola Superior de Desenho e Arte da Catalunha.

Lenços e saris étnicos contemporâneos

Quem disse que o design étnico sempre precisa ter a mesma cara? A indiana Rashi Sharma cria saris e lenços de uma perspectiva local e manual, mas com uma estética bastante contemporânea.

Companhia para a pandemia

Three's Company é o nome da coleção de três produtos de Michal Kleiner, do Shenkar College of Engineering and Design, criados em uma busca por conforto durante a pandemia. Uma garrafa grande e circular para água quente, um contêiner para produzir fermento e um kit para plantas. Todos precisam de água para funcionar, como brinca a designer.

Paisagem, biodiversidade e pastores

Pollyanna Moss, da Academia de Design de Eindhoven, produziu cinco mantas da lã de cinco tipos de carneiros: Drents Heideschaap, Schoonebeeker, Kempisch Heideschaap, Mergellander e Veluws Heideschaap. Mas por quê? É um manifesto e homenagem que celebra a atuação dos pastores holandeses, que, segundo a designer, mantém a biodiversidade da paisagem e o bem-estar dos animais, ao mesmo tempo em que preservam a cultura local. Pollyana escolheu dar visão ao trabalho dos pastores por entender que suas conquistas são invisíveis e pouco valorizadas.

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