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Mostra na Triennale de Milão conta a história dos 60 anos do Salão do Móvel
| Foto: Gianluca Di Ioia/Divulgação

Há muita história e muitas estórias para contar quando o assunto é o Salão do Móvel, uma das mais importantes, ou talvez a mais importante, manifestações do setor moveleiro e de decoração. Afinal, depois de quase dois anos de pausa forçada devido à pandemia, o Salão do Móvel de 2021, em uma versão compacta e "setembrina", prova a força e resiliência do setor. E não tem desiludido até aos mais céticos. Pelo contrário.

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Para comemorar esse Super Salone, que trouxe menos visitantes mas cativou, por sua vez, muitos italianos, nada melhor que uma mostra que conta estes 60 anos deste grande evento que volta, inclusive, a ocupar uma espaço privilegiado na Triennale de Milão.  Mario Piazza, curador do Museu do Design, da Triennale, preparou a magnífica exposição "Il Salone/la Città. La Storia di 60 anni di eventi collaterali nella città (O Salão/A Cidade. A história (ou estória) dos 60 anos dos eventos paralelos na cidade). Uma homenagem a tudo o que acontece fora dos pavilhões da Feira de Rho e que fez de Milão a capital internacional do design.

| Gianluca Di Ioia/Divulgação

O Salão/A Cidade,  como explica o seu curador, não segue um percurso cronológico, mesmo porque as iniciativas culturais realizadas ao longo dos anos foram tantas e muitas delas não puderem nem ser incluídas. "Decidimos, portanto, construir uma espécie de escrita poética, uma coleção antológica capaz de gerar sensações e evocar emoções por meio de fotografias, catálogos, cartazes, vídeos e objetos que sempre foram capazes  de estabelecer um diálogo construtivo entre o design e a cidade", comenta Mario Piazza.

| Gianluca Di Ioia/Divulgação

Logo na entrada, o visitante se depara com uma enorme fotografia dos 14 fundadores do Salão do Móvel que, de alguma forma, dão as boas-vindas. O roteiro expositivo se desdobra em um conjunto de salas temáticas: arquivos e produtos de design lançados durante o evento até chegar aos grandes mestres, como Joe Colombo, Giò Ponti, Vico Magistretti, Ettore Sottsass e Bruno Munari. A mostra vai até o dia 12 de abril e a entrada é gratuita.

"Allusioni Iperformali", uma homenagem da Triennale ao arquiteto Carlo Mollino

| Gianluca Di Ioia/Divulgação

Ele foi amado, mas também muito criticado. De qualquer forma, Carlo Mollino é um dos personagens mais fascinantes da arquitetura mundial. Conhecido por seu carisma, o italiano teve sua carreira marcada por uma incrível produção arquitetônica, artística e projetos de design. E foi justamente por esse seu jeito polêmico que ele se isolou do público e foi deixado de lado pela crítica.

Até mesmo a Triennale de Milão,  que possui um acervo completo, até hoje não contava com nenhuma peça desenhada por Carlo Mollino. A oportunidade para remediar tal "erro" ocorre agora durante esta edição especial do Salão do Móvel e graças a Marco Sammicheli, curador da mostra “Allusioni Iperformali” (Alusões Hiperformais). Em apenas uma sala é possível ver um pouco dos móveis projetados por Carlo Mollino, de 1944 a 1946, durante a Segunda Guerra Mundial para a Casa Albonico, de Turim.

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