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Semana de Design de Milão: sucesso de público e crítica, evento atraiu visitantes de mais de 13 países
| Foto: Diego Ravier/Salone del Mobile/Divulgação

E lá se foi mais um Salão do Móvel. Talvez, o mais esperado, não só pelo setor mas também pelo público. O Super Salone 2021, que aconteceu de 5 a 10 de setembro, parece que vai deixar saudades, mas sobretudo leva consigo a marca da resiliência e de um recomeço pós-pandemia. O balanço é positivo. Pelo menos na visão dos organizadores. E os números comprovam: 60 mil pessoas visitaram os 4 pavilhões da Feira, de Rho, onde  425 expositores - dos quais 16% estrangeiros -  e 170 estudantes de 22 países (em 2019,  eram 2.350 expositores e 550 jovens designers que participaram do Salone Satellite).

Esta edição especial do Super Salone, que seria considerada a 60ª, mas não é, conseguiu superar as expectativas até mesmo do setor hoteleiro, que superou a marca de quase 50% de ocupação. Para o ano que vem, os organizadores já pensam em uma grande comemoração,  de 5 a 10 de abril de 2022.

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| Salone del Mobile.Milano/Divulgação

Os primeiros dados divulgados não decepcionam: mais de 60 mil pessoas passaram pela mini-cidade montada na Feira de Rho, a 13 km de Milão. O arquiteto Stefano Boeri, curador desta edição especial, criou um espaço onde os visitantes puderam não só conhecer os lançamentos, mas também se divertir, degustar as delícias preparadas por chefs estrelados, como Carlo Cracco e Eugenio Boer, e ainda comprar. Uma das grandes novidades deste Super Salone foi justamente a venda ao varejo de forma tecnológica por meio de uma plataforma de e-commerce disponibilizada no site da manifestação.

Também não frustraram as expectativas os números do FuoriSalone com suas mostras, eventos e instalações espalhadas por toda a cidade. Só nos espaços da Universidade Statale de Milão, onde nasceu o FuoriSalone, em 1990, pelas mãos de Gilda Bojardi, diretora da revista de arquitetura e design "Interni", foram mais de 50 mil visitantes. E o Brasil estava lá.  No Horto Botânico de Brera, foram 30 mil presenças e uma média de mil por dia nos showrooms espalhados pelo bairro de Brera. Na Triennale, por exemplo, as duas exposições - gratuitas - concebidas para o SuperSalone, uma sobre os 60 anos do Salão do Móvel (e que segue até o dia 19 de setembro) e outra sobre o grande arquiteto Carlo Mollino, foram apreciadas, até sexta-feira (10), por mais de 35 mil pessoas.

Paola Navone expõe coleção no SuperStudio Più.
Paola Navone expõe coleção no SuperStudio Più.| Fernanda Massarotto

Filas e mais filas também foi o que se viu em outros cantos da cidade, como na instalação da grife de moda Hèrmes, em Brera, no headquarter de ToiletPaper com sua fachada irreverente, na região de Città Studio e, é claro, nos galpões industriais da via Tortona (30 mil visitantes entre os espaços Base Milano e SuperStudio Più).

"É com grande satisfação e emoção que comemoramos o encerramento deste Super Salone. Agradecemos ao presidente da República Sergio Mattarella que nos apoiou e veio à inauguração", comentou a primeira presidente do Salão do Móvel Maria Porro. "Agora temos de olhar para o futuro, com uma nova visão sobre o valor e a história deste patrimônio coletivo que é o Salone e trabalhar muito para celebrar os 60 anos de aniversário da próxima edição em abril de 2022".

Feira, Rho, mini-cidade SuperSalone 

O espaço dedicado à exposição foi de aproximadamente 68.520 m² (em 2019, mais de 205.000 m²) e grandes e pequenas empresas ocuparam apenas 4 pavilhões. Pela primeira vez, houve uma proximidade entre as marcas e o consumidor até porque o evento foi aberto ao público, com ingressos a 15 euros. Os cuidados sanitários foram levados a sério: o uso constante de máscaras e o distanciamento social, além da necessidade da apresentação do passaporte de vacinação ou teste PCR negativo.

Em um convite à observação e experiência, os visitantes puderam testar e tocar os móveis, as superfícies e os materiais.  Em tempos de tecnologia, a micro-leitura por meio do Q-Code - 22 mil pessoas usaram esse instrumento - foi um sucesso para quem queria obter mais informações sobre o produto ou comprá-lo. No lugar dos tradicionais estandes, prevaleceu o conceito de exposição vertical em paredes.

As escolas de design com seus jovens talentos ocuparam o espaço do tão esperado Salone Satélite, que voltará com certeza na próxima edição. Produtos e protótipos conquistaram o interesse do público presente bem como os encontros com mais de 40 palestrantes internacionais que participaram do programa Open Talks.

Para o curador da manifestação, o arquiteto Stefano Boeri, o desafio foi superado com nota máxima. "Em junho, havíamos prometido realizar um 'Supersalone', um evento imperdível e especial que fosse capaz movimentar o mundo do design e do mobiliário por uma semana. Hoje, podemos dizer que conseguimos, com um show aberto ao público, muita interação e onde a sustentabilidade foi colocada em primeiro lugar", acrescenta o arquiteto italiano que priorizou o uso de materiais recicláveis na montagem das estruturas nos pavilhões da Feira, em Rho.

Confira a cobertura completa da Semana de Design de Milão.

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