Concreto despenca de maior prédio do país em Balneário Camboriú

Material caiu quando era usado para fazer pilares de uma das torres em Balneário Camboriú

Foto: Marcelo Achutti/Arquivo Pessoal/Reprodução

por HAUS

26/09/2017

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Uma carga de concreto caiu do 50º andar da obra do Edifício Yachthouse Residence Club, em Balneário Camboriú, na manhã desta segunda-feira (25) e atingiu carros que estavam estacionados na Avenida Normando Tedesco. De acordo com a prefeitura, não houve registro de feridos. A Defesa Civil informa que irá notificar a construtora do grupo Pasqualotto & GT para apresentar um laudo técnico sobre o ocorrido e quais medidas preventivas serão adotadas para impedir que mais acidentes ocorram.

O empreendimento, ainda em construção, é considerado o maior prédio residencial do Brasil. Quando pronto, terá duas torres e 80 andares de altura. O imóvel leva assinatura do renomado estúdio de design italiano Pininfarina, reconhecido internacionalmente por realizar projetos para marcas como Ferrari e Rolls-Royce. A previsão de término da obra é para 2019. As unidades com três suítes, banheira de hidromassagem e três vagas de garagem são anunciadas por cerca de R$ 4 milhões.

Yachthouse Residence Club está em construção em Balneário Camboriú e terá 80 pavimentos, sendo o maior prédio residencial do Brasil. Crédito: Divulgação

Yachthouse Residence Club está em construção em Balneário Camboriú e terá 80 pavimentos, sendo o maior prédio residencial do Brasil. Crédito: Divulgação

Em nota, a construtora informa que o incidente ocorreu durante a concretagem dos pilares na torre 2, feita pela empreiteira contratada SAES. Uma das bases que seguram os alicerces até que o cimento esteja seco se rompeu e o concreto vazou. As bandejas de proteção se romperam com a pressão, o que provocou os estragos. Ainda de acordo com a nota, a Yachthouse Incorporadora está tomando todas as providências necessárias para assegurar a reparação dos danos causados.

O  empreendimento, no início deste ano, foi objeto de ação do Ministério Público Federal, que pedia a suspensão das obras e demolição de parte do edifício por possível descumprimento da legislação ambiental e irregularidade na concessão de licenças e autorizações ambientais para a obra. No início de setembro, porém, as partes fecharam um acordo, que prevê a revitalização do rio e suas margens e a cessão de recursos para viabilizar o funcionamento da Área de Preservação Ambiental (APA) Costa Brava.

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