Leilão de apartamentos do prédio giratório de Curitiba é suspenso

A extinta Construtora Moro ofereceu um parcelamento da dívida e suspendeu temporariamente o certame nesta quarta-feira (13)

Foto: Arquivo/Gazeta do Povo/Antonio More

por Luan Galani

13/06/2018

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O segundo leilão dos apartamentos do edifício Suíte Vollard, popularmente conhecido como prédio que gira, no bairro Mossunguê, em Curitiba, foi suspenso nesta quarta-feira (13). A extinta Construtora Moro ofereceu um parcelamento da dívida e cancelou temporariamente o certame, até apreciação da Justiça.

A informação é de Adriana Pianaro, da da P. B. Castro Leilões, empresa responsável pela venda, que foi determinada pela 19ª Vara Federal de Curitiba para sanar o imbróglio fiscal do prédio.

Foto: Arquivo/Gazeta do Povo/Antonio Costa

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Depois de não atrair nenhum comprador na primeira tentativa de venda, no último dia 6, todas as 10 unidades do edifício receberam um desconto de 40% e ficaram disponíveis a partir de R$ 378 mil. Os valores de lançamento em 2004 giravam em torno dos R$ 2,3 milhões.

Se a Justiça negar a proposta de parcelamento da dívida, os próximos leilões já tem data marcada: dias 20 e 27 de junho, às 10h, na Rua Jacarezinho, 1.257, ou pelo site.

É importante ressaltar que os valores devem ser pagos à vista, por meio de depósito judicial.

Foto: Arquivo/Gazeta do Povo/Antonio Costa

Qual a história do Suíte Vollard?

O prédio giratório do Mossunguê é uma poesia de concreto na cidade. A começar pelo nome, Suite Vollard, que faz referência à mais aclamada série de gravuras de Picasso. Lançado em 2004 como o primeiro prédio giratório do mundo com andares que se movem independentemente, nunca chegou a ser habitado devido a problemas judiciais enfrentados pela Construtora Moro. E isso foi suficiente para desencadear diversas lendas urbanas sobre a nossa Torre de Pisa. Inclusive de que a Xuxa teria comprado um dos apartamentos.

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