Novo megaempreendimento em Balneário Camboriú não passa pelo crivo da Câmara de Vereadores

Lançamento ousado planeja quatro torres residenciais e corporativas, shopping náutico, marina, hotelaria internacional e parque aberto ao público

Imagens: Taroii Investment Group/Reprodução

por Luan Galani

26/08/2018

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O Marina Home Resort, novo empreendimento gigantesco da Taroii Investment Group, em parceria com o grupo gaúcho Flamarpar, não foi aprovado pela Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú no último dia 21. O projeto foi retirado da pauta e reenviado ao executivo.

O lançamento imobiliário ficaria de frente para a BR-101 e o Rio Camboriú, com quatro torres residenciais e corporativas, marina para 150 vagas molhadas e estacionamento para 350 vagas secas, shopping náutico, área de eventos, hotelaria internacional e parque ambiental aberto ao público.

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“A proposta do executivo municipal tinha alguns erros formais, jurídicos, e precisará ser reenviado à Câmara”, explica o secretário de articulação política Omar Tomalih. “O documento pedia a ‘aprovação do projeto’, quando o correto seria pedir ‘autorização para a prefeitura receber e avaliar’ o projeto com caráter especial.”

O empreendimento precisa da autorização especial por estar em área de preservação permanente e à margem de rio.

Em 2017, a Comissão de Preservação do Meio Ambiente e Turismo da cidade sugeriu a rejeição do empreendimento por não vislumbrar “efetivo interesse público, ao passo que para aprovar um projeto à revelia das normas, se deve estar latente a relevância e utilidade pública”, como relatou o vereador Lucas Gotardo (PSB) em parecer.

Imagens: Taroii Investment Group/Reprodução

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O empreendimento ainda terá que passar pelo crivo das instituições estaduais e municipais do meio ambiente, como relembra o vereador Roberto Souza Junior (MDB), que atualmente preside a Câmara. “Todos os órgãos vão fazer suas análises. Na minha opinião é um projeto bonito, que vai gerar vários empregos, trazendo benefício positivo para a cidade”.

O empresário paranaense José Carlos Trossini, que está à frente da Taroii, não foi encontrado pela reportagem para comentar a decisão do legislativo municipal.

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